4 de junho de 2026

Rotativo do cartão de crédito bate novo recorde em janeiro

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Jornal GGN  – No mês de janeiro, a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito aumentou e bateu novo recorde. Segundo o Banco Central, a tarifa subiu 2,2% na comparação com dezembro, atingindo 486,8% ao ano e chegando ao maior nível da série histórica iniciada em 2011. 
 
A taxa do crédito parcelado também teve aumento, ficando em 161,9% ao ano em janeiro, com alta de 8,1% em relação ao mês anterior. O BC registrou uma pequena redução na taxa de juros do cheque especial, que chegou a 328,2% ao ano, caindo 0,3% na comparação com dezembro. 
 
Segundo a pesquisa do Banco Central, a taxa média de juros para as famílias subiu 1% em janeiro, ficando em 72,7% ao ano. A inadimplência do crédito, que leva em consideração os atrasos com mais de 90 dias, se manteve estável em 6%. 

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Já a inadimplência das empresas cresceu 0,2% no mês, para 5,4%, e a taxa média dos juros cobrados das pessoas jurídicas aumentou 1% e chegou a 28,8% ao ano. 
 
A alta dos juros do rotativo e do cheque especial ocorre em meio a uma série de cortes na Selic, a taxa básica de juros. Ontem, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu a novamente  taxa em 0,75%, ficando em 12,25%.
 
Entretanto, os dados do BC mostram que os juros para o consumidor continuam subindo. Uma das razões é o alto número de desempregados, que aumenta o risco de calotes. 
 
Sem repassar a redução dos juros, os bancos ganham com o spread, a diferença entre o que pagam para captar dinheiro e o que cobram de seus clientes. O governo federal tem buscado medidas para reduzir os custos dos bancos, como simplificar o compulsório. 
 
Porém, os banqueiros afirmam que isso ainda é pouco e reclamam dos empréstimos que devem ser destinados obrigatoriamente para o financiamento de imóveis e para a agricultura. 
 
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9 Comentários
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  1. edmorc

    23 de fevereiro de 2017 9:34 pm

    Não há qualquer justificativa

    Não há qualquer justificativa para um roubo desses. Nada, absolutamente nada que enseje a cobrança desta taxa, estratosférica e totalmente inviável de ser paga pelo consumidor. Somente a canalhice das operadoras, acobertadas pela cumplicidade do Banco Central.

  2. Marcelo Nascimento

    23 de fevereiro de 2017 10:02 pm

    Cobrando 486% ao ano como

    Cobrando 486% ao ano como fica o papel do agiota???

    O Brasil é um caso raro no mundo onde nao existe agiota.

     

    1. aureliojunior50

      24 de fevereiro de 2017 3:27 am

      Na “compra”

         Fica aguardando os bancos “venderem” em pacote estas dividas impagaveis com um tremendo deságio, como em um leilão, quem dá mais “leva”, e o Banco dá uma “limpada” no balanço.

          

  3. Marcelo Nascimento

    23 de fevereiro de 2017 10:07 pm

    Dei uma olhada nesse site,

    Dei uma olhada nesse site, com referencia ao livro “The Complete Idiot’s Guide to the Mafia”

    Nele ele diz:

    “Mafia guys love loan sharking….Loan sharks make tremendous amounts of money….Most loan sharks charge customers anywhere from two to five points a week in interest on the unpaid balance of the loan.  For example, if a customer borrowed $1,000 on a Friday at five points a week, the following Friday a would pay a $50 ‘vig’ to keep the cash another week or pay it off with a $1050 payment….Small loans, say $100, are usually six payment affairs in which a customer makes weekly payments of $20 to satisfy a $100 loan.  Some loan sharks take $4 at the front end….His average rates are about 150 percent a year.”  (p. 138).

    http://www.changeinterms.com/2009/10/01/legalized-loan-sharking-how-much-is-too-much/

     

    2 a 5% por semana! O que se conclui que os bancos cobram mais do que a mafia!!!!

    1. Ninguém

      24 de fevereiro de 2017 1:01 am

      Os bancos são a saúva da

      Os bancos são a saúva da classe média.

  4. cesarcardoso

    23 de fevereiro de 2017 11:06 pm

    Todo alívio vira lucro

    É assim nos preços dos combustíveis, é mais assim ainda nas taxas de juros bancárias.

    Com o agravante do mercado bancário brasileiro ser altamente concentrado.

  5. Isaura

    23 de fevereiro de 2017 11:13 pm

    Ainda bem que o mais rico do Brasil é banqueiro

    e vendedor de droga para quem quer esquecer que está endividado. Este sempre vai ganhar por cima do iludido e do incauto

  6. Grauninha

    24 de fevereiro de 2017 4:28 am

    Aí essa Ave fadística lê a

    Aí essa Ave fadística lê a matéria e se informa e lembra de ter esquecido de pagar o cartão no dia do vencimento….é de podar as Asas!

  7. WG

    24 de fevereiro de 2017 2:53 pm

    Os coxinhas devem estar muito

    Os coxinhas devem estar muito satisfeitos: banqueiros cada vez mais bilionários comandando o Banco Central  e miseráveis cada vez mais miseráveis. sem o bolsa-família.  Mas esse paraíso desejado por eles, onde reina o deus mercado,  tem tudo para virar um inferno  Esse “deus” não vai protegê-los, ele só sabe cobrar, no cartão.  

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