5 de junho de 2026

Maduro começa terceiro mandato com novas sanções

Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia não reconhecem vitória; governo Biden aumentou recompensa pela prisão do mandatário venezuelano
Presidente da Venezuela Nicolás Maduro fez o juramento na sua posse de terceiro mandato. Foto: RS/Fotos Públicas

O presidente Nicolás Maduro foi empossado para um terceiro mandato de seis anos no governo da Venezuela, enquanto Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido adotam ações coordenadas por não reconhecerem a última eleição como legítima.

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Segundo o jornal Financial Times, o governo de Joe Biden sancionou o chefe da estatal petrolífera PDVSA e outras autoridades próximas a Maduro por permitirem a “repressão e subversão da democracia”.

Os norte-americanos também aumentaram a recompensa por informações que levassem à captura do mandatário venezuelano de US$ 15 milhões para US$ 25 milhões. Autoridades afirmaram que outras medidas serão tomadas nos próximos dias, mas o republicano Donald Trump tem sua posse programada para o próximo dia 20.

Ao mesmo tempo, União Europeia e Reino Unido adicionaram outras 15 autoridades venezuelanas às listas de sanções – em entrevista, a ministra do Reino Unido para América Latina, baronesa Jennifer Chapman, afirmou que as medidas são um indicativo de que as ações do governo Maduro “não ficarão sem contestação”.

A posse de Maduro foi acompanhada pelos presidentes de Cuba e da Nicarágua, além de representantes parlamentares da Rússia e da China. Brasil e Colômbia enviaram embaixadores para a cerimônia.

Em seu discurso, Maduro afirmou que nunca irá trair o povo. “Eu seguirei em frente com a força de um furacão, a força vulcânica de um povo que quer sua pátria, que quer paz e um futuro”, ele acrescentou.

Nicolás Maduro proclamou vitória na eleição realizada em julho do ano passado, mas não apresentou documentos que comprovassem o resultado mesmo com os apelos da comunidade internacional.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    11 de janeiro de 2025 8:49 am

    Maria Corina, Bukele, Lula, Guaidó e Trump estão alinhados num esforço para restaurar a democracia na Venezuela. Vergonha alheia, Lula

  2. Mário Mendonça

    11 de janeiro de 2025 8:56 am

    Essas sanções vinda do USA, nada tem a ver com uma ditadura, mas como bem escrevia aqui o saudoso André Araújo, tem a ver com a CITGO, que hoje pertence a PDVSA. Quando veremos isso na grande mídia heim? Geopolítica não é para amadores!

    1. Rui Ribeiro

      11 de janeiro de 2025 11:30 am

      Se as sanções dos EUA contra a Venezuela fossem decorrência de ditadura, porque eles não tratariam a Arábia $audita da mesma forma?

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