Jornal GGN – O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, descartou a inclusão de mais estímulos à economia para combater desacelerações de curto prazo no crescimento. A declaração foi feita pelo líder do país nesta quinta-feira (10), durante um fórum de investimentos numa ilha chinesa.
Ele afirmou que, mesmo que grandes quedas nos dados de importações e exportações tenham reforçado as previsões de que a segunda maior economia do mundo perdeu força no início de 2014, o modelo será mantido.
Li destacou que a criação de emprego será a prioridade de política do governo, afirmando, não importando se o crescimento ficar um pouco abaixo da meta oficial de 7,5 por cento. Não haverá a adoção de medidas substanciais de estímulo em resposta a flutuações momentâneas. O foco, de acordo com o primeiro-ministro, serão os desenvolvimentos saudáveis de médio a longo prazo.
As declarações de Li estão entre as mais claras dadas até agora sobre os planos do governo para a economia, que tem aturdido investidores globais neste ano com uma performance surpreendentemente fraca.
Dados comerciais divulgados nesta quinta-feira mostraram que as exportações caíram inesperadamente pelo segundo mês seguido em março, a pior leitura em mais de quatro anos, enquanto as importações tiveram a pior queda em 13 meses.
As exportações caíram 6,6% em março ante o ano anterior, após queda de 18,1% em fevereiro. Já as importações recuaram 11,3%, deixando o país com um superávit comercial de US$ 7,7 bilhões para o mês, ante déficit de US$ 23 bilhões em fevereiro.
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