10 de junho de 2026

FT: Alguém pode impedir a aquisição hostil do governo dos EUA por Elon Musk?

Magnata está agindo nos bastidores com uma seleção de executivos e programadores para mapear gastos e cortar US$ 2 bi de do orçamento anual
Donald Trump anunciou que Elon Musk comandará o Departamento de Eficiência Governamental um novo departamento do governo dos EUA. Foto: RS/Fotos Públicas

Um dos homens mais ricos do mundo, o bilionário Elon Musk integra o governo dos Estados Unidos e, ainda na campanha eleitoral, fazia provocações nas redes sociais sobre cortar trilhões de dólares de gastos públicos. 

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Porém, após a eleição, o magnata está agindo nos bastidores com uma seleção de executivos da área da tecnologia e jovens programadores, a fim de causar um “tratamento de choque a uma das maiores burocracias do mundo”.

Desde então, os chamados emissários do Departamento de Eficiência Governamental de Musk estão nas grandes agências do governo para despedir milhares de funcionários públicos. 

Além do Tesouro, departamento de estado e de saúde e órgãos pequenos, Musk conseguiu até por fim a uma agência inteira, a exemplo da USAID, em que apenas 600 dos 10 mil funcionários permanecerão nos cargos. 

Musk atualmente é um dos maiores tecno-libertários, que defendem que as regulamentações governamentais impedem a inovação e os lucros de empresas privadas, mesmo que suas empresas somem mais de US$ 20 bilhões em contratos governamentais.

Após a vitória de Trump, para quem doou US$ 250 milhões, o magnata estabeleceu a meta de reduzir em US$ 2 bilhões do orçamento anual, o que representa quase um terço do valor total. Em janeiro, a equipe de Musk teria identificado US$ 1 trilhão.

Até os demais republicanos acreditam que atingir tal objetivo parece improvável. 

Musk estaria se baseando nas estratégias adotadas em startups, pois depois de assumir o Twitter em 2022, 80% dos funcionários foram dispensados. Neste processo, mais que perder talentos, a empresa passou a apresentar uma série de falhas, a ponto de implorar que alguns dos demitidos aceitassem ser readmitidos.

Musk agora se gaba do trabalho no Twitter, além de ameaçar denunciar aqueles que “impeçam o seu trabalho”. E, mesmo diante de resistências, ele deve mirar a seguir as áreas da assistência social e educação.

*Com informações do Financial Times.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    9 de fevereiro de 2025 11:19 am

    Quantos maiores os cortes, mais sobrarão recursos públicos para serem rateados entre esses ratos

  2. Lauri Guerra

    9 de fevereiro de 2025 12:31 pm

    Os cortes não almejados por Musk não são de 2 bilhões de dólares. São 2 TRILHÕES de dólares, com o objetivo tornar possível mais cortes de impostos para os super-ricos. Ainda que se essa quantia fosse usada para pagar o serviço da dívida e abater o principal, demoraria 20 anos ou mais para zerá-la.
    Está em curso uma tentativa de golpe de estado por parte da oligarquia estadunidense com o objetivo de saquear o estado, impor condições precárias de trabalho e remuneração à massa trabalhadora, e abolir os controles do estado sobre as empresas. Isso só é possível num regime fascista, que é o projeto deles.

  3. JOEL PALMA

    10 de fevereiro de 2025 1:34 pm

    O take over é tradicional nos EUA: a cada novo presidente, manda quem financiou mas não tem votos…

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