4 de junho de 2026

Autoritarismo e tecnologias digitais, flerte constante

A tese central é que esses movimentos não teriam ganhado tanto espaço sem a lógica estrutural e econômica dessas plataformas

O artigo de Daniela Theuer, “A internet, a democracia e a captura das paixões”, discute a ascensão de movimentos políticos autoritários na América Latina e em outras partes do mundo, associando esse fenômeno ao impacto das tecnologias digitais de comunicação, como redes sociais (Facebook, Instagram) e plataformas de vídeo (YouTube). A tese central é que esses movimentos não teriam ganhado tanto espaço sem a lógica estrutural e econômica dessas plataformas, que priorizam a maximização de lucro e a disseminação de conteúdos polarizadores.

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Contexto Histórico e Político

Nos anos 2000, a América Latina experimentou a chamada “onda rosa”, marcada pela ascensão de governos sociais-democratas que questionavam o modelo neoliberal dominante desde os anos 1980. Esse modelo, promovido por figuras como Ronald Reagan e Margaret Thatcher, defendia o Estado mínimo, a abertura comercial e a financeirização da economia. No entanto, nos anos 2010, houve um contramovimento à direita, com a ascensão de uma nova extrema-direita, que no Brasil chegou ao poder em 2018. Esse período foi marcado por crises financeiras e políticas, polarização social, e o crescimento de movimentos negacionistas e conspiratórios.

Papel das Tecnologias Digitais

O artigo propõe que as redes sociais e plataformas digitais desempenharam um papel crucial na ascensão desses movimentos autoritários. A lógica de funcionamento dessas plataformas, que priorizam o engajamento e a maximização de lucro, facilitou a disseminação de discursos polarizadores e a desinformação. Isso criou um ambiente propício para a ascensão de políticos que, embora eleitos democraticamente, buscam minar as próprias instituições democráticas.

Análise e Conclusões

O texto argumenta que a estrutura e a economia das plataformas digitais são fundamentais para entender como esses movimentos ganharam força. A lógica de maximização de lucro e o modelo de negócios baseado em anúncios incentivam a disseminação de conteúdos sensacionalistas e polarizadores, que capturam a atenção dos usuários e alimentam a polarização política. O artigo conclui que é necessário compreender e reformar o funcionamento dessas plataformas para preservar a democracia e direcionar a energia social para a resolução de problemas globais urgentes.

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Breve História da Internet

O artigo também traça uma breve história da internet, destacando como a lógica estrutural e econômica das plataformas digitais moldou o acesso à informação e a comunicação no mundo contemporâneo. Desde seus primórdios, a internet evoluiu para ser dominada por conglomerados empresariais que controlam o fluxo de informação e comunicação, influenciando profundamente a política e a sociedade.

Em resumo, o artigo oferece uma análise crítica do papel das tecnologias digitais na ascensão de movimentos autoritários e na polarização política, defendendo a necessidade de reformas para preservar a democracia e enfrentar os desafios globais.

(Resumo do artigo feito com ajuda de IA)

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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3 Comentários
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  1. Douglas da Mata

    11 de fevereiro de 2025 9:04 pm

    Graaaaaande novidade!!!!?

    Alguém chama Marx, please.

    As inovações tecnológicas são parte imanente das etapas de acumulação e superação do capitalismo…

    Claro, que tais mudanças impactam as sócio reproduções, ou as formas de sociabilidade e de construção e disseminação do discurso ideológico das classes em disputa, mas, principalmente, a narrativa dominante, e vice versa.

    Essa simbiose, por um tempo, foi reificada em conexões comunicacionais e logísticas, como telégrafo ao longo de ferrovias, linhas transatlânticas de navio, cabos telefónicos idem, e etc…

    A questão é que, em determinado momento, a comunicação se descolou do transporte.

    A inovação mais impactante de transporte ainda é o avião, que é antiga.

    Já a comunicação se e fundiu ao fluxo de capitais, misturando conceitos e algoritmos na disseminação de engajamentos e juros.

    O princípio, no entanto, está presente desde a invenção da prensa a tipo, que derrubou o monopólio católico da comunicação (da fé), e deu a incipiente classe burguesa uma base ideológica que transbordou dos monastérios, e do poder dos escribas para a reforma protestante e uma teoria luterana da prosperidade…

    Séculos depois, a coisa mudou, mas a essência continua…

    O rádio e o cinema ajudaram um bocado o fascismo, nazismo e o getulismo de 1937.

    Perón também de ancorou nos meios de comunicação de massa.

    E tantos outros exemplos, o maior deles os EUA, com Hollywood e etc.

    A internet é só mais uma etapa, a grande sacada foi anexar o usuário como parte do conteúdo, e claro, seus preciosos dados, exacerbando o ultra individualismo sócio comunicativo, e por certo, político!!!

    Como sempre, ela (a internet), como toda manifestação de inovação, tem classe dominante, língua dominante e um país dominante (por enquanto).

  2. João

    12 de fevereiro de 2025 12:07 am

    repartição pública.
    Essa repartição pública não se comporta adequadamente.
    Essa repartição pública se aproveita da parcela.
    Essa repartição pública não quer largar o osso.
    A repartição pública citada fere um Princípio Constitucional.
    A repartição pública citada não é sensata.

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    12 de fevereiro de 2025 10:34 am

    Isso surpreendentemente atual apesar de velho:
    https://www.youtube.com/watch?v=wwIZznpurGo
    As palavras de advertência de Chris Hedges em 2007 e os desenvolvimentos políticos em 2025 comprovam duas coisas: 1) a existência do plano colocado em marcha pela extrema direita fanática cristã americana e seu sucesso (confirmado pela criação do Ministério da Fé como se os EUA fosse uma cópia medíocre de The Handmaid’s Tale); 2) preguiça, o niilismo e/ou a incapacidade dos americanos de resistir ao autoritarismo político e à opressão religiosa. Ninguém deve esperar uma revolução americana. Isso não ocorrerá. Mas explosões locais de violência certamente irão ocorrer, porque sempre existirão alguns desesperados dispostos a se sacrificar lutando de volta contra o Trumpistão. O declínio e queda dos EUA está em força total afrente e o país será decapitado, junto com o restante do mundo por certo, na guerra nuclear que os fanáticos cristãos americanos inevitavelmente irão começar em breve. Ninguém será capaz de impedir isso, porque os militares americanos são estúpidos e covardes demais para recuperar o controle da situação para reestabelecer a normalidade democrática nos EUA.

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