10 de junho de 2026

Ex-deputado bolsonarista é preso durante operação; acusações foram antecipadas pelo GGN

O ex-deputado distrital Carlos Tabanez foi alvo de Operação da PF em suspeita de fraude de licitações. Caso foi exposto em reportagem do GGN
Carlos Tabanez, ex-deputado distrital e alvo de investigação da Polícia Federal. Foto: Carlos Gandra/CLDF

O ex-deputado distrital Carlos Tabanez foi preso nesta terça-feira (11/02) por porte ilegal de arma de fogo, durante uma operação de busca e apreensão realizada em sua residência pela Polícia Federal.

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Dono de um dos principais clubes de tiro em Brasília, o ex-parlamentar bolsonarista é apontado por sua relação com a empresa R7 Facilities, responsável pela manutenção da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, além de manter contratos de serviços com o governo federal.

Ao lado do advogado da R7 Facilities, Alair Ferraz, Tabanez é alvo de investigação da Polícia Federal, deflagrada em operação nesta terça-feira, para apurar suspeitas de fraudes em licitações. Ao todo, estão sendo cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Distrito Federal.

O Jornal GGN denunciou, no ano passado, a relação de Tabanez com a R7 Facilities nos contratos da manutenção do presídio de Mossoró, a suspeita do uso de laranjas e de fraude em licitações.

O caso foi exposto, originalmente, em reportagem do Estadão e o GGN fez o acompanhamento e aprofundou a denúncia. A reportagem, contudo, foi alvo de ação penal pelo ex-deputado contra a repórter Patricia Faermann e, sob riscos de consequências criminais, a publicação teve que ser retirada do ar.

A PF agora investiga o caso. “As investigações, que tiveram início em abril de 2024, indicam que empresas com vínculos societários, familiares e trabalhistas teriam se associado para a prática de fraudes em licitações”, afirma a Polícia Federal, em nota oficial.

De acordo com a investigação, os alvos teriam utilizado falsa declaração de dados perante a administração pública para obter benefícios fiscais, garantindo assim vantagem indevida frente a outros concorrentes.

Também foi identificado que o grupo utilizaria “laranjas” como sócios das empresas para ocultar os verdadeiros proprietários. “O grupo investigado possui dezenas de contratos vigentes com a Administração Pública, incluindo um contrato com a própria Polícia Federal, alvo desta investigação”, destaca a PF.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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