10 de junho de 2026

Alabuga Start: programa russo oferece trabalho e capacitação para jovens brasileiras

"Diferente dos Estados Unidos, aqui não existe racismo. As pessoas são genuinamente calorosas e acolhedoras", diz Victoria Kilani, da Nigéria
Imagem: divulgação

O programa Alabuga Start, promovido pelo governo russo, está atraindo jovens mulheres, de 18 a 22 anos, de países como Brasil, Índia e diversas nações da África e América Latina, em uma iniciativa que promete trabalho, moradia e formação profissional.

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Na Zona Econômica Especial de Alabuga, na República do Tartaristão, o programa combina treinamento remunerado, intercâmbio cultural e aprendizado da língua russa.

Victoria Kilani, da Nigéria, faz parte do programa. Inicialmente garçonete, tornou-se barista e agora almeja a gerência de restaurante. “Honestamente, não vejo pontos negativos em estar no programa Work in Russia. Eu amo minha experiência na Rússia. Diferente dos Estados Unidos, aqui não existe racismo. As pessoas são genuinamente calorosas e acolhedoras”, relatou.

Trabalho, desenvolvimento e contexto geopolítico

O Alabuga Start se apresenta como um programa de qualificação para mulheres em setores como transportes, logística, serviços, hospitalidade, produção e indústria alimentícia. Além da promessa de independência financeira, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da Rússia para estreitar laços diplomáticos com países do Sul Global.

A formação alia teoria e prática, com suporte de mentores experientes. Segundo a organização, as participantes podem aprender uma profissão gratuitamente e conquistar certificações reconhecidas.

Para Andre João Ripple, chefe do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação da Embaixada do Brasil, o modelo russo de capacitação é um diferencial: “Há muito o que aprender aqui sobre como o sistema de treinamento funciona e como os estudantes podem aplicar seu conhecimento na prática. É uma ideia fantástica dar aos jovens a oportunidade de fazer o que amam. Todas as condições foram criadas para eles aqui”, afirmou.

Remuneração e benefícios

As participantes começam recebendo uma bolsa de US$ 860, podendo chegar a US$ 1.780 após a conclusão do programa. Além do salário, o treinamento inclui aulas de língua russa, história e legislação, preparando as jovens para uma possível integração ao mercado de trabalho local.

Para Bassiru Zoma, encarregado de negócios da Embaixada de Burkina Faso, o programa “Work in Russia se mostrou uma iniciativa excepcional, permitindo que jovens ativos adquiram rapidamente habilidades essenciais. Estamos comprometidos com o desenvolvimento da juventude e com a promoção de sua integração profissional bem-sucedida. O programa atendeu plenamente às nossas expectativas nesse sentido.”

Infraestrutura e realocação

O programa cobre os custos de realocação e oferece moradia em complexos residenciais modernos, equipados com segurança 24 horas e sistema de identificação facial. Em troca, é cobrada uma taxa simbólica de US$ 44 mensais.

Para Yongavo Mohamed, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Serra Leoa, a iniciativa deve alcançar ainda mais jovens. “Atualmente, temos apenas cinco mulheres no programa, mas seria fantástico contar com 30 participantes. Essas jovens ganharão experiência em uma nova profissão no programa.”

Imersão cultural e soft power russo

Localizada na cidade de Yelabuga, a Zona Econômica Especial de Alabuga é um dos polos industriais mais dinâmicos do país. Para além do trabalho, o programa oferece acesso a eventos internacionais e imersão na cultura local, estratégia que reforça o soft power russo, ao promover uma imagem positiva do país entre os participantes e seus países de origem.

Você pode saber mais sobre o programa e enviar sua inscrição no site oficial do Alabuga Start.

Nota da redação: Este texto, especificamente, foi desenvolvido parcialmente com auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial na transcrição e resumo das entrevistas. A equipe de jornalistas do Jornal GGN segue responsável pelas pautas, produção, apuração, entrevistas e revisão de conteúdo publicado, para garantir a curadoria, lisura e veracidade das informações.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. JOEL PALMA

    24 de fevereiro de 2025 6:59 pm

    Força meninas, a Rússia precisa ser povoada. Pra quem achar que pode viver melhor lá, é interessante.

  2. SILVIO JOAQUIM DE SANTANA

    2 de outubro de 2025 6:10 pm

    Esse negócio tem cara de golpe! Se liguem.

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