5 de junho de 2026

Bolsonaro deve apresentar defesa da denúncia do golpe em 2 dias

O ex-presidente tem dois dias para se defender dos planos de golpe de Estado e de impedir que Lula assumisse a Presidência
À direita, batendo continência à Jair Bolsonaro, o ex-comandante do Exército, Freire Gomes e, ao fundo, o ex-comandante da Aeronáutica, Baptista Júnior. À esquerda e de costas, o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira.

O prazo para o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentar a sua defesa da denúncia de golpe de Estado contra o país está terminando. Bolsonaro deve enviar sua defesa em até dois dias: 6 de março é o prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Desde que a denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa de envolvimento na trama para tentar invalidar o resultado das eleições de 2022, a defesa do ex-mandatário tentou, por diversas vezes, atrasar a ação e pediu um prazo de 83 dias.

Mas, tradicionalmente, os tribunais brasileiros não adotam um prazo tão extenso para apresentação de defesa. Assim como Bolsonaro, todos os 34 denunciados tiveram este prazo de 15 dias. O ministro Alexandre de Moraes decidiu que, com o ex-presidente, a regra não seria diferente, e manteve o limite da entrega da resposta para esta quinta-feira.

A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e aponta Bolsonaro como peça-chave do plano de um golpe de Estado para impedir a posse do atual presidente Lula, vitorioso nas eleições 2022, e impetrar um regime ditatorial.

Entre as provas materiais, estão reuniões em que o ex-presidente discutiu estratégias para reverter sua derrota nas urnas, incluindo a apresentação do plano de golpe aos comandantes das Forças Armadas, além da minuta golpista encontrada na casa do ex-ministro Anderson Torres e os demais documentos dos planos de intervenção militar apreendidos. O GGN expôs as provas da denúncia aqui, confira.

Aliados de Bolsonaro minimizam o impacto da denúncia e afirmam que a defesa está preparada para rebater as acusações. No entanto, dentro do próprio círculo bolsonarista, cresce a preocupação com o avanço das investigações e o potencial de novas complicações jurídicas.

A partir desta denúncia, Bolsonaro enfrentará um julgamento que definirá seu futuro político e jurídico. O desfecho do caso tem implicações diretas para 2026, ano em que o ex-presidente ainda tenta se manter como principal nome da oposição, mas já está inelegível e vê o risco crescente de prisão.

Leia mais:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos

    4 de março de 2025 1:39 pm

    E este genocida tem defesa?
    Tanto faz 15 ou mil dias. O que este canalha fez enquanto presidente, e o que tentou fazer após derrotado nas eleições, não tem nenhuma tese no mundo que o livre de uma pena máxima em quaisquer das denúncias.
    A única razão para postergar é tentar elaborar um plano de fuga junto ao novo time de coiotes.

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