Do Estadão
O volume de água armazenado no Sistema Cantareira , em São Paulo, continua a cair e alcançou hoje, 30, mais um recorde negativo, chegando a 13,5%, 0,1 ponto porcentual abaixo do patamar registrado ontem, de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Há um ano, o nível estava em 62%.
Esse é o nível mais crítico desde que o sistema foi criado, na década de 1970. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de chuva para São Paulo até a próxima quinta-feira. Amanhã o dia deve ser nublado com pancadas de chuva. Na capital, a temperatura mínima deve ser de 19ºC, e a máxima, de 26ºC. No interior, deve variar entre 11ºC e 31ºC.
Ainda de acordo com os índices divulgados pela Sabesp, as chuvas acumuladas de março na região do Sistema Cantareira somam 181,7 mm, e as média histórica do mês é de 181,1 mm. Já o Sistema Alto Tietê, que desde janeiro passou a abastecer parte da zona leste da capital paulista, antes atendida pelo Cantareira, também apresentou queda, passando de 37,5% para 37,4%.
Na sexta-feira, 28, as represas Jaguari e Jacareí, consideradas o coração do Cantareira porque armazenam 82% da água do manancial, estavam com apenas 6,6% da capacidade, a mais baixa já registrada. Também na sexta-feira, a Sabesp anunciou investimentos de R$ 12,763 bilhões para o período entre 2014 e 2018. Deste montante, R$ 5,284 bilhões serão voltados para abastecimento de água; R$ 5,051 bilhões para coleta de esgoto e R$ 2,428 bilhões para tratamento de esgoto.
Assis Ribeiro
31 de março de 2014 10:51 amO problema é grave e parece
O problema é grave e parece que o período de grandes chuvas para a região já passou.
Problemas de água já foram apontados por estudiosos como motivo de disputa e conflitos.
Antes de jogarem a culpa na população observem:
– o gasto de água nas indústrias;
– o desleixo dos governadores na prevenção de problemas;
– a permissividade de se projetar (ou não projetar) mega cidades com índices demográficos insustentáveis;
– a matança de rios e nascedouros.
Para quem quiser ver a riqueza de águas em São Paulo e a sua destruição, motivos das grandes enchentes e ao mesmo tempo da escassez de fornecimento de água, assista ao exelente vídeo:
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Fwh-cZfWNIc%5D
Ricardo Pereira
31 de março de 2014 11:26 amBela dica, Assis.
Já tinha ouvido falar deste documentario e foi otimo vc ter mencionado. Abraço e boa semana pra todos.
Assis Ribeiro
31 de março de 2014 12:12 pmRicardo
O imediatismo e interesses específicos prejudica qualquer planejamento sustentável.
Outro problema que irá afetar em muito São Paulo, e aqui o alerta aos paulistanos, é o desmatamento da Amazônia:
…”Em declarações anteriores à BBC, o cientista José Marengo, especialista em mudanças climáticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) do Brasil, explicou por que a floresta amazônica afeta as chuvas tanto no sul do Brasil quanto na Argentina, no Uruguai e no Paraguai .”…
estudo-comprova-que-desmatamento-da-amazonia-afeta-chuvas-ate-na-argentina
Um forte abraço
MarFig
31 de março de 2014 11:22 amUma coisa temos certeza. O
Uma coisa temos certeza. O governo do estado de SP não tem nenhuma responsabilidade sobre isso pois este estado é governado pelo PSDB. Então os responsáveis são: São Pedro que fez um cartel com Zeus e Júpiter, e que serão prontamente processados pelo MP paulista, a Dilma que não enviou verbas suficientes para a Sabesp por que desviou o dinheiro para a compra da Pasadena o que será investigado pelo PGR em tempo recorde e enviado o processo para o STF antes das eleições e, por fim, os porteiros dos prédios, esses maquiavélicos lavadores de calçadas.
Jorge Luis
31 de março de 2014 11:36 amSem água, chuchu murcha (nas
Sem água, chuchu murcha (nas eleições).
Celio Mendes
31 de março de 2014 11:44 amAgora tentem imaginar se ao
Agora tentem imaginar se ao invés de um governo honesto, competente, eficiente e especializado em gestão, caracteristicas inerentes a qualquer governo tucano segundo a mídia, tivessemos um governo petista, com caracteristicas midiaticamente opostas, certamente as manchetes seriam semelhantes a que vemos estampadas quando se fala do sistema elétrico, que esta muito longe de um racionamento, ao invés disso vemos o governador espertamenre desviar o assunto para a velha e carcomida rivalidade RioXSP sob a beneplácita ajuda da mídia amiga, nada como ser tucano no tucanistão.
alfie
31 de março de 2014 2:49 pmMídia e Cantareira
Há dias seguidos, o Estadão só dá manchete na 1ª página para o caso da Petrobrás. A questão da água, já grave em Guarulhos e em outros locais do estado de SP, é amenizada. Se, no julgamento do mensalão pelo STF, a tese do domínio do fato vigorou com a leniência de boa parte da imprensa, esse viès deveria valer para o governo tucano de SP na questão da faltya d´água. Mas não vale. Por que?.