1 de julho de 2026

Governo federal zera alíquota de importação de nove alimentos na tentativa de conter a alta nos preços

Essa é apenas uma das medidas do pacote anunciado ontem pelo vice-presidente Geraldo Alckmin; confira
Crédito: Arquivo/ EBC

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou, no final desta quinta-feira (6), um pacote de medidas para tentar conter a alta nos preços dos alimentos. As iniciativas devem entrar em vigor nos próximos dias.

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Como uma das principais medidas, o governo decidiu zerar a alíquota de importação de nove alimentos, entre eles estão:

  • Carne: com tarifa atual de 10,8%;
  • Café: 9%;
  • Açúcar: 14%;
  • Milho: 7,2%;
  • Oleo de girassol: 9%;
  • Azeite de oliva: 9%;
  • Sardinha: 32%;
  • Biscoitos: 16,2%;
  • Massas alimentícias: 14,4%.

No caso do fim dessas taxas, no entanto, a medida ainda precisa ser aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). Alckmin, no entanto, garantiu que essa e as outras regras devem ser aprovadas em “questão de dias”, após o envio da nota técnica.

Entre as outras propostas do governo também estão a ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA); o foco sobre o novo Plano Safra para o financiamento de produtos da cesta básica; o reforço do estoque regulador da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); além da publicidade dos melhores preços.

Segundo o vice-presidente, o Palácio do Planalto ainda irá articular para que os governos estaduais deixem de cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de produtos da cesta básica.

São todas medidas para reduzir preço, para que o cidadão possa manter o poder de compra. Isso acaba estimulando o comércio e a economia. O governo está abrindo mão de imposto para favorecer a redução de preço”, disse Alckmin, após uma reunião com o presidente Lula (PT), em Brasília, da qual também participaram os ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Carlos Fávaro, da Agricultura.

Para o governo Lula, as ações para conter as altas nos preços são urgentes, uma vez que o tema tem grande apelo popular e pode estar relacionado a queda na popularidade do presidente.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Escuderie Le Coq

    7 de março de 2025 11:32 am

    É preciso definir qual é o tamanho da incapacidade do governo.

    Será apenas um problema político e de comunicação ou é uma anomalia técnica mesmo?

    Cá entre nós, acho que as hipóteses não se excluem, e no caso deste governo, andam juntas.

    Até as carpas do lago que enfeitam o Palácio do Planalto sabem que o problema dos preços não é falta de oferta, pelo menos, não exclusivamente.

    Dias desses, o economista Luis Mercherer escreveu algo interessante, aqui neste espaço, sobre a cadeia produtiva de alimentos, e o mito da agricultura familiar.

    Resumindo, ele disse que, na atualidade, para prover a demanda perene, com oferta permanente de produtos, as estruturas de plantio, logística, e comercialização enfrentaram um salto tecnológico e financeiro que não seria mais permitido aos pequenos produtores familiares a participação imaginada no setor.

    Há culturas produzidas quase todo ano, em sistemas de migração espacial, garantindo safras permanentes dos produtos principais.

    Isso requer acesso a crédito, e claro, se tem crédito tem juro, e se tem juro, tem financeirização e seus efeitos.

    A alta de preços alimentos tem muito mais a ver com câmbio, e demandas externas diretamente ligadas a esse indicador, e claro, a busca por remuneração para dar conta da dívida de produtores, que deriva da alta de juros e de dívidas maiores.

    Tem, por outro lado, o problema dos insumos dolarizados, que empurram custos de produção para cima.

    Assim, eu penso que uma pequena parte pode ser tributada a oferta pequena, sim, mas zerar impostos é concentrar ainda mais renda no cofre de atravessadores, aumentando a pressão sobre o setor produtivo, que, desestimulado, pode alterar sua agenda produtiva, buscando o conforto de cultivos menos suscetíveis às oscilações.

    Vejam que na lista de produtores desonerado há vários em que somos campeões de produção, e claro, de exportação.

    Logo, é tolice imaginar que haverá mudança de preços, fazendo uma conta simples, câmbio versus isenção.

    O que o governo induziu é que alguns especuladores adquiram, sem ônus tributário, seus próprios estoques reguladores privados.

    Alguém precisa interditar esse governo.

    Urgente.

  2. ULISSES

    8 de março de 2025 12:38 pm

    Alguém precisa interditar este governo? E botar quem? Bozo ou Tarcínico? Se com bozo já era pior antes, imagina ele deixando correr solto? Nem osso sobraria mais. Comentários de quem se autdenomina Esquadrão da Morte? É gozação?

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