21 de junho de 2026

ONU manifesta horror sobre o fim do acordo de cessar-fogo em Gaza

Chefe de Direitos Humanos da ONU apelou para uma reação da comunidade internacional sobre o cenário catastrófico
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk. | Foto: ONU

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk , expressou horror aos ataques aéreos israelenses contra a Faixa de Gaza, na madrugada desta terça-feira (18). Os bombardeios marcaram o fim do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que estava em vigor desde janeiro. 

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Estou horrorizado com os ataques aéreos e bombardeios israelenses de ontem à noite em Gaza”, disse Turk, em um comunicado. “Este pesadelo deve terminar imediatamente”, clamou Turk, acrescentando que “os últimos 18 meses de violência deixaram bem claro que não há saída militar para esta crise”.

O único caminho a seguir é um acordo político, em linha com a lei internacional. O recurso de Israel a ainda mais força militar só acumulará mais miséria sobre uma população palestina que já sofre condições catastróficas”, afirmou  ele.

Os reféns devem ser libertados imediatamente e incondicionalmente. Todos aqueles detidos arbitrariamente devem ser libertados imediatamente e incondicionalmente. A guerra deve terminar permanentemente”, apelou Turk.

O chefe da Organização das Nações Unidas (ONU) ainda apelou para uma reação da comunidade internacional. “Pedimos a todas as partes com influência que façam tudo o que estiver ao seu alcance para alcançar a paz e evitar mais sofrimento aos civis“, completou.

Os ataques

Israel, que impôs um bloqueio total de ajuda humanitária a Gaza há mais de duas semanas, emitiu novas ordens de deslocamento forçado para diversas áreas de Gaza e prometeu que “atuará, a partir de agora, contra o Hamas com força militar crescente“, após o grupo palestino se recusar a libertar reféns e rejeitar propostas sobre a segunda fase do cessar-fogo, ainda em negociação.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, informou que ao menos 413 pessoas foram mortas e outras 660 ficaram feridas devido aos bombardeios nesta terça. Entre as vítimas fatais estão chefes do grupo paramilitar.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    18 de março de 2025 1:46 pm

    A Suíça cancelou um importante evento internacional sobre os direitos humanos dos palestinos. País neutro, mas se borrando de medo da pressão dos governantes israelenses e norte-americanos.

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