15 de junho de 2026

Israel quebra acordo de cessar-fogo e mata mais de 400 em Gaza 

Ataque marca fim da trégua entre Israel e o Hamas em vigor desde janeiro em Gaza. Além de civis, lideranças do grupo palestino foram mortas
UNRWA - Ashraf Amra

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) operaram uma série de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza, na madrugada de terça-feira (18) pelo horário local. A ofensiva marca a quebra do acordo de cessar-fogo com o Hamas, assinado em janeiro no Catar.

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No Telegram, o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, informou que ao menos 413 pessoas foram mortas e outras 660 ficaram feridas devido aos bombardeios. As autoridades ainda afirmaram que muitas dessas vítimas são mulheres e crianças e que outras ainda estão soterradas sob os escombros. 

Além dos civis, pelo menos quatro funcionários do Hamas foram mortos, de acordo com relatos e o escritório de mídia do governo de Gaza. São eles: Mahmoud Abu Wafah , subsecretário do Ministério do Interior;  Issam al-Dalis , chefe de obras públicas do governo; Ahmed al-Hatta , subsecretário do Ministério da Justiça; e Bahjat Abu Sultan , diretor-geral do serviço de segurança interna.

A Defesa Civil de Gaza afirmou que 35 ataques aéreos foram registrados entre a Cidade de Gaza, em Deir Al-Balah, na região central, e em Rafah e Khan Younis, no sul.

Israel, que impôs um bloqueio total de ajuda humanitária a Gaza há mais de duas semanas, emitiu novas ordens de deslocamento forçado para diversas áreas.

O que diz Israel e o Hamas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu declarou que a operação visa “atingir objetivos de guerra” contra alvos e lideranças do Hamas, após o grupo se recusar a libertar os reféns ainda mantidos em Gaza e rejeitar propostas sobre a segunda fase do cessar-fogo, ainda em negociação.

Israel atuará, a partir de agora, contra o Hamas com força militar crescente“, prometeu Israel, em comunicado.

O grupo palestino, por sua vez, classificou os ataques como “violação flagrante de convenções humanitárias” e responsabilizou os Estados Unidos, aliado dos israelenses e mediador do cessar-fogo, pelo conhecimento prévio do bombardeio mortal, o que “confirma sua parceria direta na guerra de extermínio contra nosso povo“.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    18 de março de 2025 11:41 am

    “Israel atuará, a partir de agora, contra o Hamas com força militar crescente”, diz comunicado de U$rael
    U$rael atuará contra o Hamas mas as vítimas serão Palestinos inocentes e indefesos.
    Trump, com seus planos de transformar Gaza na Riviera, deve tá aplaudindo a hecatombe promovida por U$rael contra a população indefesa de Gaza.
    Esses Ratos morrerão impunes, Deus?

  2. Carlos

    18 de março de 2025 11:46 am

    Agora o resort sai e pelo visto Israel e EUA já se movimentam para reduzir os custos com deslocamento de seres humanos.

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