4 de junho de 2026

Janio de Freitas: o grupo que está escapando das acusações do negócio de Pasadena

Da Folha

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Janio de Freitas
 
Vai escapando de fininho um grupo situado bem na encruzilhada decisiva do negócio de Pasadena

Depressa foram escolhidos pela imprensa, como de praxe, os culpados na compra desastrada da refinaria de Pasadena, EUA –Nestor Cerveró, ex-diretor financeiro da BR Distribuidora, e o Conselho de Administração da Petrobras então presidido por Dilma Rousseff. Graças a isso, vai escapando de fininho, sem sequer uma citação nos tantos quilômetros de papel e incontáveis horas de TV/rádio dedicados ao caso, um grupo de pessoas situado bem na encruzilhada decisiva do negócio. Naquele ponto em que uma transação se define pela segurança e a decência, ou se abrasileira.

Citadas em artigo na Folha como “cláusulas draconianas daquele contrato” de compra da refinaria, exatamente por sua frouxidão é que essas cláusulas criaram a via para um negócio já injustificável nos iniciais US$ 360 milhões (US$ 190 milhões por 50% da refinaria e US$ 170 milhões pela matéria-prima em estoque). E terminado, se já terminado mesmo, em mais de US$ 1,1 bilhão.

Os estudos preliminares do negócio indicaram a necessidade de investimento de uns US$ 200 milhões, se efetuada a compra, da Petrobras e da Astra Oil, detentora dos outros 50% da refinaria. Mais: comum em sociedade entre poucos, a Petrobras estava ciente da possibilidade de dissolução da parceria. Apesar disso, a precariedade do contrato firmado pela Petrobras, para compra de metade da refinaria, não a protegeu da recusa de investimento pela Astra. E, como decorrência, de ver-se forçada à compra da segunda metade, o que foi feito por meio judicial e elevou o preço da refinaria, para a estatal, ao US$ 1,1 bilhão.

Sem dissolver outras possíveis responsabilidades pelo teor do contrato, tecnicamente ridículo e eticamente suspeito, a farta equipe jurídica da Petrobras e sua direção devem muitas explicações. O mesmo quanto às assessorias contratadas, participantes da preparação do negócio, e aos responsáveis pelas respectivas contratações.

Nesse grupo, até agora favorecido pelo noticiário e o comentarismo da pressa satisfeita, encontram-se grandes responsabilidades tanto pelos disparates do negócio, nas duas transações, como pela cobertura que lhe deu aparência de ação justificável.

O MARCO

A primeira intransigência do black blocão criado pelo PMDB na Câmara foi derrotada, com a aprovação do “Marco Civil da Internet” incluindo os itens repelidos pelo deputado Eduardo Cunha em nome da tropa. Mas desse avanço para a internet no Brasil não se deduza que, em sua área, tudo está resolvido.

O projeto aprovado pela Câmara pode até surpreender, em se tratando dos deputados. Leva para a apreciação do Senado, porém, um problema de extrema gravidade: a proteção moral das pessoas ficou, na prática, reduzida a nada. Salvo em caso de obscenidade pessoal, a vítima de postagem difamatória ou injuriosa não terá como obter a retirada senão com recurso judicial. Ou seja, com a velocidade do Judiciário, o difamado de amanhã só terá a difamação retirada em tempo de que seu futuro neto não a encontre ao se tornar internauta.

O direito dos difamados não pode desaparecer em uma lei que se chamará de “Marco Civil”.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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17 Comentários
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  1. alfredo machado

    28 de março de 2014 1:42 pm

    Pasadena

    Nassif,

    Além da equipe jurídica, que embrulhou as duas cláusulas em caixa com papel de presente e manteve o seu conteúdo inteiramente fora do alcance do Conselho de Administração, o fato é que tal Conselho parece ser composto uma pessoa só, DRousseff.  

    Cabe aguardar o resultado da Comissão interna, que poderá esclarecer todas as dúvidas a respeito daquela aquisição. Aqui, o perigo está na forma pela qual o tal resultado. assim como por quem será apresntado à sociedade. 

    1. Jose Elio

      28 de março de 2014 2:16 pm

      Concordo contigo pois este

      Concordo contigo pois este conselho é um colegiado as decisões se dão por voto, não adiantaria a Dilma ser contra se Gerdau e os demais fossem a favor, simplesmente haveria so uma ata dizendo isso mais o negocio seria realizado. Não comentam isso só imputam a culpa em Dilma e não esclaressem o voto em colegiado.

       

  2. Silvio Torres

    28 de março de 2014 1:47 pm

    Olha, na minha modesta

    Olha, na minha modesta opinião, nada justifica uma suposta “inocência” do governo petista em levar uma rasteira deste tamanho, principalmente quando estava em jogo a Petrobras. Estou usando inocência para não dizer patetice, burrice ou, valha-me Deus!, má fé mesmo.

    1. Ivan de Union

      28 de março de 2014 2:22 pm

      Na sua “ma fe”, concordamos.

      Na sua “ma fe”, concordamos.

  3. Ivan de Union

    28 de março de 2014 1:49 pm

    “a farta equipe jurídica da

    “a farta equipe jurídica da Petrobras e sua direção devem muitas explicações”:

    Eu gostaria muitissimo de saber como essas duas paginas “se perderam” duas vezes, a primeira para o governo quando da compra, e a segunda para o requerimento de Embassahi.

    Que isso eh armacao, eh obvio.

  4. FVX

    28 de março de 2014 1:51 pm

    Resumo da opera, a Petrobras

    Resumo da opera, a Petrobras não poderá realizar mais nenhum negocio nacional ou internacional por medo da midia.

    O que admiramos e que a Refinaria apesar do bilhão tá produzindo e faturando, mas ninguem fala do bilhão que tá no fundo do mar e não produz nada, chamado P-36?

  5. Celio Mendes

    28 de março de 2014 2:31 pm

     
    O ilustre jornalista não

     

    O ilustre jornalista não leva em consideração que a mídia atua já há muito tempo como partido politico, dessa forma o que seria sua atribuição primária que é a apuração dos fatos doa a quem doer submete-se aos seus interesses politicos, o caso da roubalheira em SP é um exemplo definitivo dessa postura, aliás o jornalista esta devendo ao seu público um artigo sobre o tucanoduto metroviário.

  6. iron

    28 de março de 2014 2:31 pm

    O que Janio de Freitas quis

    O que Janio de Freitas quis dizer é que há muita, mas muita maracutaia por tras do negócio. As indicações políticas para as diretorias e altos cargos da Petro revelam o caminho a ser seguido nas investigações.

  7. Maria Luisa

    28 de março de 2014 2:38 pm

    Black Blocão

    A melhor do dia. Esse Jânio de Freitas é malino, no sentido de esperto, como dizia vovoh. E a questão que ele coloca, da difamação na Internet, não é o mesmo que ocorre hoje com a velha imprensa ? Pra consegui o direito de resposta ou de correção num jornal, revista ou outro, nem adianta ir ao bispo! Eh um valha-me deus!

    1. Zé da Silva

      28 de março de 2014 3:21 pm

      crimes de imprensa

      Sem contar Maria Luíza que as indenizações às pessoas comuns (não membros da magistratura), depois de muitos anos de labuta no tenebroso judiciário brasileiro, alcançam valores de dez, vinte ou no máximo trinta mil reais, valor de um cafezinho para os poderosos grupos que operam a indústria de difamação.

      Eles devem rir muito quando são “condenados”…

  8. luca/eu

    28 de março de 2014 3:42 pm

    Tá e aí?  Nem o dono do post

    Tá e aí?  Nem o dono do post sisse quem é que faz parte desse grupo “esquecido”.  Isso virou um não-post,uma nâo-matéria e uma não-infortmação…  Que tem politicagem nisso,tá todo mundo caréca de saber,eu pensei que ia saber dos fatos realmente relevantes da maracutaia.

  9. Guilherme Nobre

    28 de março de 2014 4:57 pm

    Vai encarar? (André) Motta Araújo

    Gostem ou não alguns por aqui, o comentário dele é indispensável nesse tipo de assunto.

     

    1. Luiz Eduardo Brandão

      28 de março de 2014 7:13 pm

      Concordo

      Também estou no aguardo.

  10. DanielQuireza

    28 de março de 2014 6:24 pm

    Conselho de administração é

    Conselho de administração é para decições altamente estratégicas de uma companhia.

    Ou seja, decisões muito grandes e relevantes como a politica do pré sal, e, por ex, grandes fusões.. Não tem como um conselho que se reune uma ou menos vezes por mes esmiuçar uma cláusula de contrato de compra de uma refinaria pequena, ainda que no total, pelos desdobramentos, tenha chegado a 1 bi. Lembrando que a Petro lucra 25bi por ano. Não que não tenha havido negligencia mas esse valor para a empresa é irrelevante.

    Essa tentativa de querer culpar a Dilma ou mesmo o conselho não vai colar. Ao que tudo indica, até agora, no máximo foi um erro, e não foi do conselho, mas sim de quem executou.

  11. iron

    28 de março de 2014 7:00 pm

    Golpe na Petrobras ? Que

    Golpe na Petrobras ? Que golpe nada.

    Mensalão ? Que é isso companheiro, nunca existiu.

    Como é sabido, os tais grupos tem origem no espolio politico (ou expoliação) de um falecido deputado pelo Paraná. Afinal para que serve a ABIN, é outra pergunta a ser feita.

    Luis Nassif, brilhante e combativo jornalista, ganhador de varios premios na área – Em 1986 ganhou o Premio Esso, categoria principal, com a série de reportagens sobre o Plano Cruzado.(Wiki).

  12. anarquista sério

    28 de março de 2014 7:46 pm

     
    Janio de Freitas tem um

     

    Janio de Freitas tem um problema grave:

      Ele sempre enxerga os fatos de um lado só.

      E esse lado é sempre pró PT.

      Ou quando alguém de outro partido é acusado das mesmas acusações,ele escreve do lado do acusado?

       Mas com os petistas ,sempre ele arruma uma desculpa.

      Decano do jornalismo? Só se for de araque.

     Ele não é jornalista de fato.De direito ele é um ”jornalista” às causas petistas- por mais absurdas ou condenatórias que sejam;

    1. Ivan de Union

      28 de março de 2014 10:56 pm

      Anarca, sinto muito, mas da

      Anarca, sinto muito, mas da pra ler a merda do comentario?  Ele nao menciona nem “petistas” nem “PT”:  voce eh a unica pessoa nesse post que os esta mencionando.

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