O Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) controlado pelo bilionário Elon Musk se espalhou por diversas agências governamentais, em meio aos sucessivos cortes de mão de obra federal, e os integrantes do departamento são, em geral, pessoas ligadas a empresas do Vale do Silício ou grandes bancos.
A revista norte-americana Wired realizou um levantamento de pessoas ligadas ao DOGE, com foco naqueles que foram trazidos sob a segunda administração Trump ou diretamente contratadas em agências — como Funcionários Especiais do Governo (SGEs) ou funcionários regulares — e que estão operando como membros de equipes DOGE.
O que a publicação encontrou foi que, tecnicamente, existem dois DOGEs estabelecidos sob a ordem executiva do presidente Donald Trump: a organização permanente US DOGE Service (USDS), anteriormente o US Digital Service, que é uma organização permanente, e a organização temporária USDS, por onde os funcionários especiais podem ser contratados e cujo contrato está vigente até 04 de julho de 2026.
Em linhas gerais, o DOGE se divide em cerca de três categorias: ex-funcionários de Trump, advogados conservadores e pessoas ligadas ao Vale do Silício (financiadores, fundadores, tecnólogos ou pessoas conectadas a eles).
Entre os ex-funcionários de Trump, estão pessoas como a porta-voz do DOGE, Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete de política da Casa Branca, Stephen Miller. Ambos trabalharam como guias de Musk para chegar a Washington.
Na segunda categoria estão pessoas como James Burnham e Austin Raynor, ambos ex-funcionários dos juízes conservadores da Suprema Corte Neil Gorsuch e Clarence Thomas, respectivamente.
Jacob Altik, outro advogado conservador do esquadrão DOGE, foi selecionado para ser funcionário de Gorsuch. Jeremy Lewin, que atuou no fechamento da USAID ( Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) pelo DOGE, trabalhou com o antigo escritório de advocacia da segunda-dama Usha Vance, Munger, Tolles & Olson, um escritório que também representou a Tesla.
Finanças e Vale do Silício
No caso das pessoas ligadas ao Vale do Silício, o fio condutor mostra-se óbvio: todos apresentam alguma conexão com Elon Musk, e essa conexão normalmente acontece por meio de uma de suas empresas ou de seus aliados.
Pelo menos 49 pessoas listadas pela Wired possuem essa conexão, dentre elas Steve Davis, presidente da Musk’s Boring Company, e que já trabalhou na SpaceX e na reformulação do X (antigo Twitter), que liderou os esforços de recrutamento do DOGE antes do dia da posse e continuou a desempenhar um papel fundamental na organização.
A SpaceX tem representação significativa no DOGE, com 16 dos 80 agentes do DOGE listados tendo trabalhado lá em alguma função, e também na Federal Aviation Administration, o que pode apresentar um conflito de interesses, e também apareceram na SSA, OPM e no Departamento de Energia.
Também aparecem com frequência pessoas ligadas ao bilionário Peter Thiel, cofundador do PayPal e da Palantir Technologies; ex-funcionários do banco Morgan Stanley que ajudaram Musk na compra do Twitter; o CEO da Valor Equity Partners, um dos primeiros investidores na Tesla.
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
29 de março de 2025 8:19 amCom Musk sendo CEO da américa, não demora muito e o vale do silício se tronará o vale do suplício. A principal diferença entre os demoniocratas e os repugnantes, é só o grau de cinismo. Antes que seja tarde, o mundo precisa descobrir que BUSINESS CORE DA AMÉRICA É A GUERRA.