22 de junho de 2026

Galípolo diz ter compromisso inabalável com a meta de inflação, em vez da taxa de juros

Presidente do BC esteve na Câmara, onde foi criticado pelas altas da taxa Selic, e afirmou que a discussão da política monetária é bem-vinda
Crédito: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou de sessão solene de homenagem aos 60 anos da autarquia federal na Câmara dos Deputados e aproveitou a oportunidade para justificar a taxa Selic, que atualmente é de 14,25% ao ano.

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Na ocasião, Galípolo recebeu diversas críticas sobre as últimas altas da taxa básica de juros, mas atribuiu as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) ao dinamismo da economia brasileira. Assim, é preciso manter “doses tão altas de taxas de juros para controlar a inflação”. 

“Alguns grupos conseguem exceções para pagar menos, enquanto uma grande maioria é obrigada a pagar mais em compensação. Nós temos uma série de subsídios cruzados, perversos e regressivos na sociedade brasileira. E talvez para nós, do Banco Central, esses ônus e bônus, essas trocas, sejam mais evidentes”, afirmou.

O presidente do BC disse ainda que seu compromisso com a meta de inflação é inabalável. 

“É importante enfatizar que, além de legítimo, é absolutamente bem-vindo que a discussão de política monetária [taxa de juros] vá ganhando cada vez mais espaço no debate público. Isso é essencial, é importante, e é óbvio que ela é legítima especialmente por quem foi democraticamente eleito e tem todo direito. Cabe à gente do BC explicar o que faz e porque faz. É nossa obrigação”, declarou Galípolo, do Banco Central.

Em resposta, o deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE) afirmou que, apesar de o governo ter reduzido as despesas, o esforço foi comprometido pela alta dos juros, que aumenta a dívida pública.

Já Heitor Schuch (PSB-RS) ressaltou que o volume de negócios de uma feira de agricultura familiar foi prejudicada, uma vez que “ninguém se atreve a comprar uma máquina pagando 15% de juros”. 

“Os bancos não defendem juros altos. Nós não precisamos de juros altos para termos a rentabilidade e o lucro que temos”, garantiu Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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19 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    1 de abril de 2025 7:41 pm

    A doença da austeridade não será curada enquanto o povo não arrebentar nas ruas o sistema de poder dos juros altos como de costume. Mas Lula não vai desafiar a desordem lucrativa dos especuladores, nem convocar o povo para invadir a Bastilha do Capital (o BC) em 14 de julho de 2025.

  2. Lênin and The Ulianovs

    1 de abril de 2025 8:08 pm

    Deveria ter saído de lá algemado.

  3. Rui Ribeiro

    1 de abril de 2025 8:27 pm

    Mas como é que ele quer manter a inflação dentro da meta?
    Ora, com taxas de juros estratosferivas, que impedem o crescimento da oferta, inobstante a demanda seja sempre crescente cada vez mais.

    Ou ele é idiota ou acha que a população o é.

    1. Anônimo

      1 de abril de 2025 10:57 pm

      PERFEITO

    2. Wilson Ramos

      2 de abril de 2025 11:03 am

      Primeiro, restabelecendo a lógica de seguir a meta e não o centro dela, como impunha o regime anterior, e esta mudança aconteceu. Também atuando para derrubar o overshoting do câmbio. E no momento tratando de manobrar o mercado para não quebrar o sistema, que o Campos Neto amarrou na promessa de elevação da Selic mesmo após seu mandato. Outra grande mudança é a disposição de ouvir o público e o governo eleito, isto estava vedado no regime anterior. Certamente virá daí uma mudança efetiva no padrão da política monetária, que não se dará sem o tempo necessário

      1. Lênin and The Ulianovs

        2 de abril de 2025 8:38 pm

        Ah, sim, talvez a mudança chegue quando uns 500, 600 bilhões de dólares tiverem sido enxugados da renda nacional para a banca.

        Bem, quando não restar mais nada, morto o paciente, por óbvio, cessa a infecção.

        Eu não sei em que modelo estatístico, em que teoria econômica, enfim, em qual acervo histórico de gestão de política econômica, a inflação respondeu a alta de juros.

        No Brasil, desde 1994, pelo menos, a curva de juros nunca coincidiu com a da inflação, não como relação de causa e efeito.

  4. Paulo Dantas

    1 de abril de 2025 9:40 pm

    Enquanto a conjuntura estiver em uma catenária de vies assincrono, os juros ficarão ignóbeis.

    Simples assim.

    Podemos culpar o Trump.

    1. Rui Ribeiro

      2 de abril de 2025 7:18 am

      E se a conjuntura virar estrutura?
      Run to the hills

  5. JOTALÍPOLO

    1 de abril de 2025 10:12 pm

    Que coisa louca colocar a meta de inflação como um Deus para lucrar alguns bilhõezinhos na canetada q papo mais furado ao qual os brasileiros aceitam,quando será q o brasil acordará para este roubo dos nossos impostos e do dinheiro da economia produriva real ?Obs.:Quem convenceu Lula a um ano atrás q não valeria a pena brigar q as coisas iam se ajeitar com o tempo é Q DEVERIA SER COBRADO !!!

    1. Rui Ribeiro

      2 de abril de 2025 8:49 am

      Lendo o comentário abaixo transcrito, fica difícil saber quando será que o Brasil acordará para este roubo dos nossos impostos e do dinheiro da economia produtiva real. Melhor: se não houver uma mudança de rumo, fica difícil saber não é quando, é se o Brasil despertará algum dia dessa hibernação secular. Pelo andar da carruagem, O Bananistão vai continuar eternamente deitado em berço esplêndido.

      Victor Lima
      1 de abril de 2025 às 7:05 pm

      “Os Homens Pescoço”
      Fazendo uma pequena obra em casa tenho convivido com diversos operários de construção e uma característica me chamou a atenção: Parecem não ter cérebro, seu corpo parece terminar no pescoço e a cabeça (completamente oca), é só uma alegoria que carregam para compor o conjunto. As conversas são sempre rasas sobre experiências cotidianas sociais ou familiares. Seus celulares modernos tocam insuportáveis “louvores” de cantores “cristãos” enlouquecidos (deu vontade de mostrar Janis Joplin e seus gritos sagrados), ou “sertanojo” e “pagode”, e parecem ter baterias intermináveis pois funcionam o dia inteiro. São “Homens e Mulheres Pescoço” que fazem nossas obras e servem de combustível para a economia real. O que esperar de um situação dessas? Nunca souberam o que aconteceu no Brasil há 60 anos. Consomem símbolos e signos sem qualquer ferramenta de análise ou questionamento. O Povo Brasileiro precisa ser salvo dele mesmo! Vejam a situação a que chegamos.

  6. Rui Ribeiro

    1 de abril de 2025 10:31 pm

    Tem uns que tomam teu peixe. Tem outros que te dão o anzol e te ensinam a pescar.
    Viva o DeepSeek!

  7. Anônimo

    1 de abril de 2025 10:51 pm

    Esse almofadada neo liberal arcaico, nunca me enganou. Pergunto ao Doutor Lula.: Não tinha outro para indicar????
    Sabendo que essa gentalha é subserviente sòmente ao capital. E quem o elegeu por tabelada foi o povão do Lula a quem deve obrigações e não explicações esfarrapadas e manjadas…

  8. Rui Ribeiro

    2 de abril de 2025 6:22 am

    Coloca-se um falso dilema pra Nação: ou mantem-se a estabilidade da moeda via sangria da riqueza nacional para os especuladores, tendo em vista que a elevação do valor da dívida pública é diretamente proporcional à elevação da taxa de juros, ou há a instabilidade da moeda com sangria menor da riqueza nacional para as patas de meia dúzia de privilegiados.
    No final das contas tem-se inflação acima da meta e a taxa de juros, que não tem meta, na estratosfera. E segue o baile

  9. Rui Ribeiro

    2 de abril de 2025 7:47 am

    Estava lendo um texto do saudoso “André Araújo” e destaquei essa parte:

    “1.META DE INFLAÇÃO CADA VEZ MAIS BAIXA para valorizar os ativos financeiros e deixar baratos os ativos reais. A RECESSÃO É UM PARAISO DE OPORTUNIDADES. Prédios, fazendas, empresas industriais podem ser compradas baratas por quem tem Reais valorizados. Para isso a inflação na meta é fundamental, com a consequente recessão que quebra empresas, promove o desemprego, enfraquece a economia e faz empresários venderem suas empresas.”

    https://jornalggn.com.br/artigos/propina-nao-e-o-unico-tipo-de-corrupcao-por-andre-motta-araujo/

    Agora entendo melhor porque o Trump afirmou que a recessão pode valer a pena a longo prazo.

    1. Cristiano Torres

      2 de abril de 2025 2:46 pm

      O que aconteceu com o André Araújo? Nunca mais o vi por aqui.

      1. Luis Nassif

        2 de abril de 2025 3:20 pm

        Infelizmente, faleceu

        1. Rui Ribeiro

          3 de abril de 2025 8:07 am

          Cadê o Arx, Sr. Nassiff?

  10. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    2 de abril de 2025 8:28 am

    Traduzindo para linguagem dos humanos, o que o Galípolo quis dizer, é que o BACEN vai continuar fazendo o que o mercado financeiro determinar. Na impossibilidade de travar o clube da usura, como indicado de Lula, ele vai tentar diminuir os estragos.

  11. Lênin and The Ulianovs

    2 de abril de 2025 8:41 pm

    Cadeia para Galípolo, para Haddad uma surra “de criar bicho”, como diziam os antigos, e um saco de milho para Lula jogar aos pombos na praça.

    Esse governo do golpe de 2016 nem deveria ter começado, mas já acabou.

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