4 de junho de 2026

O início da cobrança da água captada na bacia do Alto Tietê

Do Estadão

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Governo paulista e comitê da bacia esperam arrecadar R$ 24 milhões com início de cobrança que deve afetar 2,5 mil usuários que captam água diretamente em rios, represas e poços da região
 
Fabio Leite
 
SÃO PAULO – Em meio à crise de seca, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê anunciam nesta quarta-feira, 26, o início da cobrança pelo uso da água captada em rios, represas e poços na região que abrange 36 cidades da Grande São Paulo, incluindo a capital paulista. A medida, que vale também para quem despeja esgoto nos corpos d’água, afeta principalmente as empresas de saneamento básico, como a Sabesp.
 
Segundo o comitê do Alto Tietê, que recebe água do Sistema Cantareira para abastecer cerca de 19,3 milhões de pessoas na Região Metropolitana, cerca de 2,5 mil empresas que possuem outorgas para fazer captação direta de para prestar serviços, incluindo caminhões-pipa, hotéis, condomínios, shoppings e indústrias, estão sujeitas ao pagamento. A previsão é arrecadar cerca de R$ 24 milhões já em 2014. Em 2016, estima-se que a receita chegue a R$ 40 milhões.

 
O Alto Tietê é a quarta a bacia do Estado adotar a cobrança pelo uso da água. A Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde se concentram os reservatórios do Sistema Cantareira, por exemplo, já cobra. A medida está prevista nas políticas Nacional e Estadual de Recursos Hídricos, que definem a água “recurso natural limitado, dotado de valor econômico”. Com isso, o governo espera estimular o uso racional da água.
 
A Bacia do Alto Tîetê é formado pelos rios Tietê, Pinheiros, Tamanduateí, Claro, Paraitinga, Jundiaí, Biritiba-Mirim e Taiaçupeba. Além das represas que levam os nomes dos rios, a área abrange outros importantes reservatórios, como Billings, Guarapiranga e o Paiva Castro, que recebe água diretamente do Sistema Cantareira. Hoje, o principal manancial do Estado chegou a 14,3% da capacidade, o menor índice da história. Procurada, a Sabesp ainda não se manifestou.
 
Desde que a Sabesp começou a remanejar água do Sistema Alto Tietê para regiões que antes eram abastecidas pelo Cantareira, em dezembro, o nível de água dos reservatórios do sistema na Grande São Paulo caiu 8,6 pontos percentuais. No fim de 2013, o volume do Alto Tietê estava em 46,5%. Nesta terça-feira, entretanto, o nível de água está em 37,9%, segundo medição da própria Sabesp.

 

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7 Comentários
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  1. jura

    25 de março de 2014 6:49 pm

    Água ou pó

    Vamos acompanhar as ações da Sabesp em NY para ver se elas vão virar água ou pó:

    http://www.jornalggn.com.br/fora-pauta/acoes-da-sabesp-em-ny-tambem-estao-secando

    http://www.4-traders.com/COMPANHIA-DE-SANEAMENTO-B-14330/technical_analysis-full/

    Companhia de Saneamento Ba Technical Analysis Chart | SBS | US20441A1025 | 4-Traders

  2. Francisco Antonio da Silva

    25 de março de 2014 7:00 pm

    Chuchú caixa seca e ogrande

    Chuchú caixa seca e ogrande estado paulista chega a esta situação. Lamentavel. Torço para que este problema seja resolvido para o bem do povo paulista. Gostaria de dar uma ideia e ja coloquei no site UOL. O  seguinte: a Empresa de mimineração Samarco, hoje do grupo Vale, transporta minerio de ferro desde a mina em Mariana-MG até o porto de Ubú-ES, numa extensão em torno de 500 Km atraves de minerodutos, usando agua bombeada de rios mineiros. Um verdadeiro crime ambiental. Outro mineroduto está sendo construido desde a cidade de Conceição do Mato Dentro-MG até o porto de Açú, no litoral do Rio de Janeiro( 700 Km de extensão) tambem usando agua de rios mineiros exclusivamente para transportar minerio, outro acinte ambiental. Atualmente, a midia nacional ocupa grande parte do seu noticiario negativo falando das cheias dos rios amazônicos. Porque então não buscar estas aguas que estão sobrando na região norte e trazê-las para encher as caixas do Chuchú. Os engenheiros que arrumem um jeito. Talvez o problema de São Paulo possa ser resolvido definitivamente com esta medida.

     

     

  3. Ivan de Union

    25 de março de 2014 7:12 pm

    “cerca de 2,5 mil empresas

    “cerca de 2,5 mil empresas que possuem outorgas para fazer captação direta de para prestar serviços, incluindo caminhões-pipa, hotéis, condomínios, shoppings e indústrias, estão sujeitas ao pagamento”:

    Em outras palavras, todo mundo pagava a conta ate agora, MENOS essas industrias?

    Pra comecar, o numero de industrias esta errado, nao eh e nem poderia ser somente 2.5 mil “empresas”.

    Pra segundar, todo mundo tem certeza que eh uma boa ideia cobrar a mais de caminhoes pipa agora, nesse exato momento?

    Pra terceirar, eh impossivel acreditar que hoteis, condominios, shoppings, e industrias TEM OUTORGA PRA CAPTACAO DIRETA DE AGUA PRA PRESTAR SERVICOS E NAO PAGAM NADA A NINGUEM!  Quem ja ouviu falar nisso?  So tem idiotas nos governos municipais agora?!?!

    1. Julião

      25 de março de 2014 10:41 pm

      Poço artesianos

      Devem ser poços artesianos. Existem muitos, mas muitos mesmo,  espalhados por todo o estado de São Paulo  Vão cobrar só de alguns, como sempre.

  4. nene

    25 de março de 2014 9:10 pm

    E a Cantareira, como vai?

    Pois é, a palestra do governador fez  com que toda a midia parasse de informar a quantas anda o nível nas represas  da Cantareira. A falta da noticia por si só faz com que muita gente que lava calçada com mangueira fique ainda mais a vontade para continuar fazendo isto. Em paralelo a discussão de como fazer até que qualquer obra dê resultado parou de existir.

    Precisamos voltar ao assunto.

  5. Paulo Vasco

    25 de março de 2014 11:02 pm

    Interessante

    O mês de junho próximo vai ser muito interessante, porque:

    #VaiTerCopaNoBrasil.

    #NãoVaiTerÁguaEmSãoPaulo.

    Os coxinhas e o PIG vão passar por um perrengue daqueles, kkkkkkk.

  6. Antonio C.

    26 de março de 2014 1:48 am

    Esgotar pra privatizar

    Esse é o slogan.

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