10 de junho de 2026

China resgata vídeo de Reagan para dar aula de Economia a Donald Trump

Em entrevista de 1987, ex-presidente explica os efeitos de longo prazo do protecionismo e das tarifas sobre as importações
Crédito: Reprodução

A Embaixada da China nos Estados Unidos usou um vídeo de 1987, em que o ex-presidente americano Ronald Reagan critica a imposição de tarifas sobre importações, para demonstrar a Donald Trump os possíveis efeitos do tarifaço sobre produtos importados para os EUA em vigor desde o último sábado (5). 

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No vídeo publicado nas redes sociais, Reagan, que assim como Trump era do Partido Republicano, afirma que a taxação pode parecer algo patriótico, para proteger produtos e empregos americanos. A medida, porém, funciona apenas no curto prazo. 

“O que acaba acontecendo é o seguinte: primeiro, as indústrias locais começam a depender da proteção do governo por meio de tarifas elevadas. Elas deixam de competir e param de fazer as mudanças gerenciais e tecnológicas necessárias para ter sucesso nos mercados globais. E, quando tudo isso ocorre, algo ainda pior acontece”, afirma Reagan. 

“Tarifas altas inevitavelmente levam à retaliação de outros países e ao desencadeamento de intensas guerras comerciais. O resultado são tarifas cada vez maiores, barreiras comerciais mais altas e menos concorrência.  Assim, em pouco tempo, devido aos preços artificialmente elevados por tarifas, que subsidiam a ineficiência e a má gestão, as pessoas param de comprar”, emenda o ex-presidente. 

O cenário, na avaliação de Reagan, se torna ainda pior, pois os mercados encolhem e colapsam, empresas e indústrias fecham e milhões de pessoas perdem seus empregos. 

Assim, Reagan afirmou que a memória desta política praticada nos anos 1930 fez com que ele fosse determinado a poupar o povo americano da legislação protecionista “que destroi a prosperidade”. 

Na última semana, Trump anunciou tarifas sobre produtos importados, em especial à China, cujo imposto sobre produtos importados agora é de 34%. O tigre asiático foi recíproco, fato que desagradou o presidente norte-americano. Nesta segunda-feira (7), o chefe de Estado prometeu tarifas adicionais de 50%, caso o governo chinês não retroceda. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Anônimo

    8 de abril de 2025 6:52 am

    Recessão é justamente o que o presidente americano procura no intuito de criar um ambiente de bolsa de valores: partir do zero para que só as grandes corporações sobrevivam sem concorrência…

    1. AMBAR

      9 de abril de 2025 11:59 am

      Dinheiro vai para onde o dinheiro está. Sem concorrência só haverá monopólio se houver mercado, e com recessão, adeus mercado. Sem mercado interno consumidor e mercado externo perdido pelas sanções, a tendência é de quebra. Trump caminha para a ruina.

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