Do Estadão
Dilma disse na nota de terça que, se soubesse das cláusulas, não apoiaria o negócio. As declarações da presidente sobre Pasadena provocaram forte reação no meio político e empresarial.
Sobre a refinaria Nansei Sekiyu, em Okinawa, Dilma justificou que “a aquisição estava alinhada com a estratégia geral da companhia (…) no que se referia ao incremento da capacidade de refino de petróleo no exterior” e ressaltou que “a refinaria detinha uma vantagem (…) por possuir um grande terminal de petróleo e derivados”.
Documentos internos da empresa, aos quais o Estado teve acesso, mostram que o conselho, presidido por Dilma na época, aprovou a compra de 87,5% do negócio no Japão. O ministro Guido Mantega (Fazenda) também era integrante do conselho e avalizou a compra. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli citou o contrato da refinaria de Okinawa como exemplo de que o Put Option era comum nos contratos da empresa, colocando em dúvida a versão da presidente de que foi surpreendida pela cláusula no caso Pasadena. O contrato do Japão não continha a cláusula de Marlim.
Negócio. A compra da refinaria Nansei foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobrás em novembro de 2007. O negócio se assemelha à compra de Pasadena em pontos como o fato de a refinaria japonesa, que custou US$ 71 milhões, não processar o óleo pesado produzido pelo Brasil. Segundo pessoas envolvidas no negócio, a Petrobrás foi obrigada a fazer investimento bilionário para adequá-la e reparar danos. Procurada, a estatal não quis falar sobre a Nansei Sekiyu.
A Petrobrás chegou a anunciar que tinha um comprador para a refinaria japonesa em 2013. No entanto, com a licença de funcionamento da unidade vencida, o negócio não foi adiante. A petroleira colocou a refinaria como um dos ativos de que pretende se desfazer para reforçar o caixa e dar conta do plano que prevê investimentos de US$ 236,7 bilhões entre 2013 e 2017.
A refinaria foi comprada de um grupo japonês ligado à americana Exxon Mobil. A Petrobrás nunca detalhou publicamente os investimentos feitos na instalação. / COLABOROU LISANDRA PARAGUASSU
Ivan de Union
22 de março de 2014 3:20 pmJa encheu o saco, viu?
Um
Ja encheu o saco, viu?
Um causo eh um causo, e outro causo eh outro causo, e ambos ja estorricaram minha santificada paciencia.
Nesse meio tempo, a lavagem de dinheiro dos bancos esta clara: compania “compra” por 42 milhoes, “vende”METADE por 360 milhoes um ano mais tarde, e no frigir final dos ovos, vende “tudo” por 1.1 bilhao.
MarcoPOA
22 de março de 2014 3:49 pmE o Lula?
Ainda não acharam o Lula ou o Lulinha nessa historia?
Tudo indica que vai ser um longo caminho até outubro de 2014!
Luiz Eduardo Brandão
22 de março de 2014 3:53 pmPilantragem do Estadão
Pra variar, o Estadão deforma os fatos. O problema não foi com a causa put option, mas com a Merlim. Vide o “editorial” do Nassif. No meio da matéria, o Estadão fala nela de passagem.
edmorc
22 de março de 2014 8:28 pmPut Option
Correto. Aliás essa cláusula “Put Option” é a forma mais justa de desfazer qualquer sociedade, desde o boteco da esquina até os grandes empreendimentos. Pois qualquer parte, se quiser vender, tem que colocar um preço razoável, pela qual ela também compraria.
Marco St.
22 de março de 2014 6:02 pmEita oposição chinfrim e picareta!
Eita oposição chinfrim e picareta!
Explico: Achar que a Dilma vai perder 1 voto por causa deste imbróglio é de uma tibieza assombrosa.
Esse jogo só está sendo jogado por causa de especuladores, acionistas minoritários e apostadores da bolsa.
Esses tem a seu serviço, como sempre, os boçais de nossa imprensa e meia dúzia de politicos querendo 30 segundos de exposição no JN.
Nada mais.
Paiva
22 de março de 2014 9:10 pmSe tudo der certo, vai dar
Se tudo der certo, vai dar merda…
Pedro Penido dos Anjos
22 de março de 2014 11:26 pmAdemais, o conselho era
Ademais, o conselho era exatamente o mesmo. E gigantescos bancos internacionais deram pareceres e apoio finaceiro, etc….
O Estadão vai atrás do City? A folha vai? O Globo? Sardenberg? Patu?