Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Gilson AS
22 de março de 2014 3:04 amGeneral afirma que o Brasil está preste a sofre um Golpe de esta
Meu Deus !
Que mundo que esses caras vivem.
Para eles a melhoria de vida do povo brasileiro é comunismo.
http://www.folhapolitica.org/2014/01/general-afirma-que-brasil-esta-prestes.html
Diogo Costa
22 de março de 2014 3:13 amA integração política e econômica da Europa
INTEGRAÇÃO QUE VEIO PARA FICAR – A União Europeia possui 28 estados membros. Destes, 18 já adotam o Euro como moeda.
Algumas pessoas chegaram a apostar que a União Europeia sucumbiria depois do Crash de setembro de 2008. Na verdade, é justamente o contrário o que estamos vendo.
A Croácia entrou para a União Europeia em julho do ano passado e outros cinco países estão na fila para fazer o mesmo, de modo oficial. São eles a Turquia, Macedônia, Islândia, Montenegro e Sérvia.
No caso do Euro, o último país a aderir foi a Letônia, em janeiro deste ano. Vários outros países se preparam para também adotar o Euro como moeda, entre eles a Polônia, a República Tcheca, a Romênia, a Hungria e a Bulgária.
O processo de integração política, econômica e social da Europa vem sendo gestado desde 1951 e a tendência é que este processo se amplie até abarcar todos os países da Europa Oriental, possivelmente com a exceção, a médio prazo, da Bielorrúsia.
Prova disto foi a assinatura do Tratado de Lisboa, feita em dezembro de 2007 e que entrou em vigor em dezembro de 2009.
Entre outros pontos, este tratado instituiu a figura do Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, responsável pela Política Externa e de Segurança Comum da União Europeia.
Agora em maio teremos eleições para a oitava legislatura do parlamento europeu. Cada legislatura tem a duração de cinco anos.
Como vemos, a Europa segue em marcha batida para a integração, em que pese uns e outros percalços que surgem aqui e acolá, e que sempre surgiram, desde 1951.
Por fim, percebam que a União Europeia já tem hoje o maior Produto Interno Bruto da face da Terra, o que é um fato bastante notável. A Europa é e sempre será um pólo de poder econômico, político e cultural.
anarquista sério
22 de março de 2014 8:14 amPrêt-à-porter!
Prêt-à-porter!
Assis Ribeiro
22 de março de 2014 9:07 amA Tarso o que é de Tarso:
A Tarso o que é de Tarso: santo ProUni
A César o que é de César.
A Tarso o que é de Tarso.
A melhor ideia já posta em prática no Brasil nos últimos 50 anos, depois das reformas de base de João Goulart, é o ProUni. Esse programa revolucionário em termos de inserção de estudantes menos aquinhoados financeiramente na universidade leva a assinatura do então ministro da Educação Tarso Genro. As Cotas, o Enem, o ProUni e o Ciência sem Fronteiras alteraram a fotografia monocromática do ensino superior brasileiro branco e rico.
Um mundo novo surgiu e ainda faz ranger dentes.
Graças às cotas, as salas de aula ficaram mais coloridas e vão ganhando alguma semelhança com as ruas. O Enem, que ainda precisa ser aperfeiçoado e duplicado, abriu o país para jovens antes acantonados nos seus rincões. O Ciência Sem Fronteiras leva estudantes pobres ao exterior, o que antes era exclusividade e distinção dos ricos e uma forma de aumentar-lhes o capital simbólico já maior no ponto de partida.
O ProUni ajuda a desmontar a máquina do ensino superior como mecanismo exclusivo de reprodução da desigualdade através de uma falsa meritocracia, a disputa de uma vaga em universidades públicas sem as mesmas condições de preparação e sem recursos para bancar curso privado.
Uma sobrinha minha vai fazer medicina em Caxias pelo ProUni. A mensalidade de um curso de medicina dificilmente sai por menos de R$ 5 mil. Um sobrinho meu vai fazer direito na PUCRS pelo ProUni. A mensalidade deve andar pelos R$ 1.800. Quando eu fiz faculdade, tive de pegar o crédito educativo da Caixa Federal. Ao final, tinha uma dívida para pagar. Conheço gente que anda até hoje às voltas com dívidas astronômicas desse tipo. As portas dos cursos de medicina das universidades privadas estava fechadas para jovens sem grana antes do ProUni. O projeto posto em prática por Tarso Genro escancarou-as.
Lamento que o governador Tarso Genro não consiga pagar o piso do magistério, outra ideia genial que ele mesmo patrocinou. Se fizesse isso, já poderia ser considerado o melhor ministro da Educação da história do Brasil. Tem quem elogie empresário que patrocina acesso de jovens carentes à universidade. Faz bem. Mas o programa mais completo, bem-sucedido e universal nesse quesito é o ProUni. Vai aparecer lacerdinha para me acusar de tarsismo. Eu sou apenas um rapaz latino-americano apaixonado por iniciativas que ampliem o acesso dos menos favorecidos à universidade, pois a educação continua sendo a grande porta para uma vida melhor. Tarso erra em ajudar a pagar as tais estruturas temporárias da Copa do Mundo, teta da Fifa, com isenções fiscais.
Nos últimos dez anos, as universidades públicas sucateadas pelo Doutor Fernando Henrique foram recuperadas pelas políticas do “analfabeto” Lula e da Dona Dilma através do Reuni. Estou fazendo uma defesa do petismo? Longe de mim. O PT é muito conservador para um anarquista como eu. Meu guia não é Lula, mas Pepe Mujica. Só estou escrevendo isso por ter visto que até a revista Oia, também conhecida por Veja, está descobrindo o Brasil.
A capa desta semana traz a manchete: “Sorria, bons empregos à frente”.
Ou seria um pedido de penico ao governo, um jeitinho para ter mais publicidade estatal?
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=5701
Assis Ribeiro
22 de março de 2014 9:41 amA imposição moral e ética Do
A imposição moral e ética
Do site: educacional.com.br
Yves de La Taille, psicólogo especializado em desenvolvimento moral, fala sobre como, apesar da crise por que passam, sobretudo na família e na escola, a moral e a ética continuam a ser pontos fundamentais na educação e desenvolvimento das crianças.
Educar. Palavra de apenas seis letras que traz consigo um amplo leque de responsabilidades que deixa qualquer pai ou educador que se proponha à árdua tarefa de ensinar uma criança a trilhar os caminhos do mundo inseguro. A violência, a falta de respeito e o individualismo — algumas das marcas registradas dos dias atuais — levantam questões sobre como andam e como transmitir dois conceitos fundamentais da boa educação e do convívio social: a moral e a ética.
Para Yves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, a situação do mundo hoje é paradoxal. “De um lado, verificamos um avanço da democracia e do respeito aos direitos humanos. Mas, de outro, tem-se a impressão de que as relações interpessoais estão mais violentas, instrumentais, pautadas num individualismo primário, num hedonismo também primário, numa busca desesperada de emoções fortes, mesmo que provenham da desgraça alheia”, afirma.
La Taille nasceu na França, mas, desde criança, vive no Brasil. É professor de Psicologia do Desenvolvimento Moral na USP. É co-autor dos livros Piaget, Vygotsky, Wallon: Teorias Psicogenéticas em Discussão, Indisciplina na Escola (Summus Editorial) e Cinco Estudos de Educação Moral (Casa do Psicólogo) e autor, entre outros, de Limites: Três Dimensões Educacionais (editora Ática). Investiga o desenvolvimento moral desde a década de 80 e é um dos especialistas mais respeitados do país nessa área.
Segundo ele, a crise moral e ética atinge tanto a escola quanto as famílias, e uma empurra a responsabilidade da educação das crianças para a outra. “Muitos professores acusam os pais de não darem, por exemplo, limites a seus filhos, e muitos pais acusam a escola de não ter autoridade e de não impor a disciplina”, diz. Mas completa que tanto uma quanto a outra têm grande responsabilidade no desenvolvimento moral e ético das crianças.
Leia a seguir a entrevista com o professor.
A definição de moral e ética é muito discutida atualmente. Como você define cada uma delas?
Entre as alternativas de definição e diferenciação entre os dois conceitos, eu tenho empregado estas: moral é o conjunto de deveres derivados da necessidade de respeitar as pessoas, nos seus direitos e na sua dignidade. Logo, a moral pertence à dimensão da obrigatoriedade, da restrição de liberdade, e a pergunta que a resume é: “Como devo agir?”. Ética é a reflexão sobre a felicidade e sua busca, a procura de viver uma vida significativa, uma “boa vida”. Assim definida, a pergunta que a resume é: “Que vida quero viver?”. É importante atentar para o fato de essa pergunta implicar outra: “Quem eu quero ser?”. Do ponto de vista psicológico, moral e ética, assim definidas, são complementares.
Alguns estudiosos definem como uma característica da pós-modernidade a crise nos valores morais e éticos por que passam as civilizações, principalmente as ocidentais. Outros falam até em ausência total da moral nas relações entre as pessoas nos dias de hoje. A que você credita essa crise? É possível vivermos sem moral e ética?
A situação parece-me de certa forma paradoxal. De um lado, pelo menos no mundo ocidental, verificamos um avanço da democracia e do respeito aos direitos humanos. Logo, desse ponto de vista, saudosismo é perigoso. Mas, de outro lado, tem-se a impressão de que as relações interpessoais estão mais violentas, instrumentais, pautadas num individualismo primário, num hedonismo também primário, numa busca desesperada de emoções fortes, mesmo que provenham da desgraça alheia. Assim, penso que, neste clima pós-moderno, há avanços e crise. É como se as dimensões política e jurídica estivessem cada vez melhores, e a dimensão interpessoal, cada vez pior. Agora, como não podemos viver sem respostas morais e éticas, urge nos debruçarmos sobre esses temas. De modo geral, penso que as pessoas estão em crise ética (que vida vale a pena viver?), e essa crise tem reflexos nos comportamentos morais. A imoralidade não deixa de ser tradução de falta de projetos, de desespero existencial ou de mediocridade dos sentidos dados à vida.
Então, essa crise das questões morais e éticas tem relação direta com a violência, o desrespeito, o individualismo, etc. vividos atualmente?
Veja: se o projeto de vida de alguém for, como é freqüente hoje em dia, ter muito dinheiro e glória, esse alguém tende a ver as outras pessoas como adversários (o dinheiro não dá para todos) ou como súditos de seu sucesso. Nos dois casos, são instrumentos de seu projeto. Manipula-os quando necessário, elimina-os quando não pode manipulá-los. Eis a violência instalada. Muitos valores presentes na sociedade contemporânea levam a relações fratricidas, e a violência no interior da própria comunidade passa a ser vista como modo inevitável de convívio e qualidade dos “fortes”.
É interessante observar como muitos anúncios de propaganda, na televisão e no rádio, apresentam relações sociais competitivas, rudes e violentas, e isso para vender serviços telefônicos, carros, vídeos, etc., ou seja, objetos ou serviços nada bélicos.
De que maneira essa crise afeta as relações na escola e na família?
Ela afeta todas as relações e, por conseguinte, aquelas que unem a família e a escola. Nesse caso, o que se verifica é a constante delegação de responsabilidade a outrem — da família para a escola e vive-versa — e também a constante acusação mútua de incompetência ou desleixo. Muitos professores acusam os pais de não darem, por exemplo, limites a seus filhos, e muitos pais acusam a escola de não ter autoridade e de não impor a disciplina.
No mesmo livro, você afirma que existe uma contradição, na qual se verifica, ao mesmo tempo, a falta de limites em muitas pessoas (e não apenas nos jovens, como reza o senso comum) e que o excesso desses limites também sufoca a maioria delas. Qual é a medida certa para transpor alguns limites e amadurecer e como impor limites que permitam a vida em sociedade?
A questão pode ser retomada por meio dos conceitos de moral e ética. A moral trata de limites no sentido restritivo (deveres). A ética, por remeter a projetos de vida, trata dos limites no sentido da superação, do crescimento, da busca de excelência. Ora, se há excesso de limites, em breve, se a sociedade, em vez de estimular o crescimento, valorizar a busca de uma vida que não vá além do mero consumo e que se contente com o aqui-agora, com a mediocridade, ela vai prejudicar a perspectiva ética e, conseqüentemente, a perspectiva moral. Uma pessoa somente agirá moralmente se vir, nesse tipo de ação, a tradução de uma vida que vale a pena ser vivida. Como a moral impõe restrições à liberdade, uma pessoa somente vai aceitar tais restrições se fizerem sentido num projeto de vida coletivo e elevado.
Numa palestra, você afirmou que, em sua maioria, os pais de hoje foram os filhos, nas décadas de 60 e 70, que lutaram com todas as forças contra a repressão, por isso, às vezes não impõem os limites corretos aos filhos por terem medo de parecer “autoritários”. Como fazer para dosar a disciplina em casa e transmitir os valores éticos corretamente sem parecer antiquado?
O medo de ser autoritário é um sentimento importante. Mas o que é autoritarismo? É impor regras injustas, arbitrárias. É impor regras — mesmo que boas — negando à pessoa que deve obedecê-las a possibilidade de compreender sua origem e sentido. Exercer autoridade é outra coisa. Para tanto, as regras colocadas devem ser justas e devem também ser explicadas. Um bom exemplo de relação com autoridade é a relação que temos com um médico: seguimos suas prescrições porque o consideramos como representante de um conhecimento legítimo, inteligível (por mais difícil que seja) e que pode nos fazer algum bem. A relação de autoridade, seja na família, seja na sala de aula, deve seguir essa mesma lógica: os pais ou os professores devem ser reconhecidos como pessoas que detêm conhecimentos legítimos e necessários ao pleno desenvolvimento das novas gerações. Assim sendo, é claro que a moral (o respeito pelo outro) e projetos éticos de crescimento pessoal e social correspondem a valores preciosos para a vida. A criança começará a pensar neles referenciada em figuras de autoridade e, quando conquistar a autonomia, vai se libertar da referência à autoridade certamente com gratidão.
Você acredita que a violência a que estão expostos os jovens — através da TV, videogames, etc. — pode por si só influenciar e tornar as crianças violentas ou isso pode variar de acordo com os valores morais implícitos?É uma questão difícil de ser respondida e sobre a qual não temos dados confiáveis. A meu ver, não é tanto a exposição a cenas de violência que pode causar comportamentos violentos, mas sim o sentido dado a elas. Se filmes mostram a violência como recurso último, cujo uso segue certas balizas morais e cujo objetivo é, ele mesmo, moral (lutar pela justiça), é uma coisa. Agora, se glorificam a violência em si, se a colocam a serviço do próprio prazer, se a colocam como primeira opção de resolver conflitos, é outra coisa. No primeiro caso, a violência é apresentada com crítica, no segundo, não. Isso pode exercer uma influência sobre o sistema de valores de jovens. Mas é preciso lembrar que há tantas variáveis e influências em jogo que não se pode eleger os meios de comunicação e entretenimento como grandes vilões.
http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0091.asp
Assis Ribeiro
22 de março de 2014 9:43 amRetórica e ideologia como
Retórica e ideologia como encobrimento da realidade
– A tua argumentação é retórica.
– A tua retórica é que não tem argumentos.
É assim que rola o papo nas redes sociais.
Cada interlocutor quer vencer pela retórica sem ser chamado de retórico. Nos duelos da internet, o que mais se lê é:
– Não generaliza. Toda generalização é um erro.
– Essa tua generalização também?
Outra astúcia da nova retórica é o golpe do equilíbrio. Depois de muita polarizar, um dos debatedores, se for gaúcho, tenta por a bola no meio:
– Não grenaliza, cara.
É pura astúcia retórica. Se o sujeito é de direita, jamais foge ao já clássico e risível clichê ideológico:
– Não tem mais essa de esquerda e direita.
Quanto mais ideológico é o indivíduo, mais provável que num determinado momento ele infle o peito e afirme:
– As ideologias acabaram. Isso é coisa do passado.
Figura típica das redes sociais é o “trollador”, o mala que se encarna em alguém disparando clichês e tentando desqualificar tudo o que outro diz. Tem o “trollador” que não se vê como tal. “Trolla” todo mundo. Quando “trollado”, finge-se de santo ou de equilibrado.
– Eu só estava tentando mostrar o outro lado.
Divertidos são os antipetistas. Exageram tudo o que possa ser ruim para o PT, omitem tudo o que possa prejudicar a direita, especialmente o PSDB. Aí dizem:
– Não dá para aguentar essa redução de tudo a PT e PSDB.
As estratégias discursivas do momento desconhecem o princípio da não-contradição. O saudoso de Médici e da censura do regime militar brasileiro cobra liberdade de imprensa na Venezuela, que chama de ditadura bolivariana.
– Mas tem eleições lá.
– Fraudadas.
– Com observadores internacionais presentes?
– Encenação. Não tem liberdade de imprensa.
– Mas os jornais impressos são todos de oposição.
– Me engana que eu gosto. Kkkkkkk!
Raras vezes a situação esteve tão polarizada. A internet é um campo de oposição dogmática entre direita e esquerda. Reflete nitidamente o que continua ocorrendo em qualquer esfera da vida. Só que na rede tudo se diz. É o espaço do insulto, do palavrão, da provocação frontal. Um teórico dos anos 1960, no estilo Roland Barthes, talvez cravasse numa fórmula: “O cidadão morreu. A internet é fascista”. Favorece a intolerância. A internet, contudo, pode ser o renascimento do cidadão. O fascismo gostaria de controlá-la. Manter só os seus “trolladores” em ação.
O velho esquerdista deixa escorrer a nostalgia:
– A esquerda de hoje não tem projetos.
O novo esquerdista tira uma onda:
– O projeto da velha esquerda era o totalitarismo.
Políticos “realistas” de hoje, revolucionários ou resistentes de ontem, que a direita chamava de baderneiros, rotulam os jovens manifestantes na bucha:
– Terroristas esses black blocs.
– Fascistas esses defensores do AI-5 da Copa.
O inimigo dos direitos humanos nunca vacila:
– Leva o bandido para casa.
O lacerdinha da direita Miami nunca esquece o:
– Vai para Cuba.
Por Juremir Machado.
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=5739
Assis Ribeiro
22 de março de 2014 9:44 amDancemos todos Dancemos
Dancemos todos
Dancemos todos, dancemos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo…
Mario Quintana
Tamára Baranov
22 de março de 2014 10:02 amCarta aos organizadores da ‘Marcha da Família 2014’
De última hora, uma sugestão de mudança de pauta para os marchadores. Por que, ao invés de marcharem “pela Família”, “contra o comunismo” e “contra a ditadura gay”, não marcham por Cláudia Ferreira Silva?
Pragmatismo Político
Caros organizadores da Marcha da Família 2,
Embora falte pouco para o evento, vou cometer a ousadia, um tanto romântica, de sugerir uma mudança na pauta. Por que não marcham pela Cláudia Ferreira Silva, a auxiliar de serviços gerais morta em um tiroteio no Rio de Janeiro e arrastada enquanto era socorrida pela viatura da PM?
A morte de Cláudia foi emblemática. Combinou pobreza, truculência policial, racismo e violência contra a mulher. O mais horrível é que se não fosse filmado o caso seria mais um a engrossar estatísticas da criminalidade.
Cláudia é mártir e merece que marchem por ela. Como vocês já estarão nas ruas, nada mais justo que homenageá-la. Você poderiam, também, marchar em homenagem às 16,9 mil mulheres assassinadas no país entre os anos de 2009 e 2011.
Marchem para denunciar o racismo endêmico que garante dois pretos ou pardos em cada três vítimas de homicídio, marchem contra a posição do país no topo do ranking de desigualdade social, marchem pelos aposentados que depois de trabalhar a vida inteira ainda precisam puxar um carro de picolé ou de pipoca para complementar a renda.
Mas por favor, não digam que Dilma ou o PT querem implantar no Brasil uma “ditadura comunista” o que todas as mazelas do Brasil são de responsabilidade deles. Isso é coisa de conversa de botequim, de gente mal informada. Vocês sabem muito bem que os problemas do nosso país não foram causados só pelas duas letrinhas ou pelos dois últimos presidentes da república. Não sou petista, sequer voto no partido, só não tolero bitolação e falatório sem fundamento.
Os problemas vêm de séculos, dos tempos da colonização, de uma formação econômica baseada na escravidão e de um sistema político feito por e para favorecer a elite. Tem causas múltiplas, não se restringe ao PT ou ao PSDB, ao DEM ou ao PSOL. Nosso empresariado tem uma boa parcela de responsabilidade ao financiar políticos em benefício próprio ou empreender visando apenas o lucro, sem responsabilidades sociais.
Por que não protestam contra o dono da Rede TV, que inaugurou uma mansão de 17 800 metros quadrados enquanto funcionários da emissora estavam com salários atrasados?
Ou então pelo caso de sonegação de impostos da Rede Globo, conhecem essa história? O “cidadâo de bem” que vocês tanto defendem vai se horrorizar com ela.
Marchem pelas vítimas dos “justiceiros”. Ano passado, um caminhoneiro atropelou e matou uma criança de dois anos, aqui no Espírito Santo. Foi linchado e morto. João Querino de Paula era o nome dele. Marchem por ele, que não teve direito a ampla defesa e contraditório. Marchem pela menina atropelada, vítima da falta de infraestrutura das periferias, onde a combinação de vias sem sinalização de trânsito com a ausência de áreas de lazer contribui para ceifar vidas.
Marchem pelo tenente Leidson Acácio Alves Silva, morto com um tiro na cabeça durante patrulha no Rio.
Mas deixem os militares de fora do protesto. Vocês sabem que eles ficaram no poder entre 1964 e 1985, sentem até saudade dessa fase, mas talvez tenham se esquecido que esse regime ditatorial catalisou as desigualdades sociais e deixou a economia brasileira em frangalhos.
Enfim, há muitos motivos para marchar. Daria para encher parágrafos e mais parágrafos de motivos nobres para vocês irem às ruas. Deixem essa paranoia de que estamos a beira de uma ditadura comunista para os hang outs de Lobão e Olavo de Carvalho. Quem acredita nisso crê até no Walter Mercado, aquele do “ligue djá”, lembram?
Abandonem a logorreia beligerante à Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino e combatam o bom combate, a busca por um país mais justo, sem desigualdades.
O filme “Gran Torino” pode ser uma boa lição para vocês. Ele conta a história de um veterano da Guerra da Coréia coberto de preconceitos e ressentimentos com orientais. Até que as circunstâncias o levam a salvar um vizinho asiático. Walt, personagem de Clint Eastwood, escolheu seguir o caminho do bem e combateu o bom combate.
Vocês também são capazes disso, acreditem.
Tamára Baranov
22 de março de 2014 11:42 am50 anos do Golpe: TV Brasil estreia duas séries inéditas
Do Portal EBC
TV Brasil montou uma programação especial com filmes, documentários, programas de entrevistas, jornalísticos e documentários. No dia 24 de março, próxima segunda-feira, a TV Brasil exibe duas séries inéditas, produzidas especialmente para a emissora: Resistir É Preciso e Advogados contra Ditadura.
Resistir É Preciso
Com apoio do Instituto Vladimir Herzog, a série Resistir É Preciso possui dez episódios com 26 minutos de duração (de segunda a sexta, às 19p0) e resgata a trajetória da imprensa brasileira que resistiu e combateu ao golpe militar. Os programas irão ao ar de segunda a sexta-feira, às 19h. A série traz depoimentos e material historiográfico de jornalistas que atuaram em três frentes de combate: a imprensa alternativa, a clandestina e a que atuava no exílio. A série, narrada e apresentada pelo ator Othon Bastos, recupera a história de jornais alternativos, como o PifPaf, o Pasquim, Bondinho, Opinião e outros mais, permitindo conhecer as dificuldades de produção, as perseguições e manobras para mantê-los em circulação.
Para relembrar e construir essas histórias, Resistir É Preciso conta com depoimentos de jornalistas como Audálio Dantas, Juca Kfouri, Laerte, Raimundo Pereira, Paulo Moreira Leite, Bernardo Kucinsky, José Hamilton Ribeiro, entre tantos outros. No primeiro episódio, no dia 24 de março, Resistir É Preciso faz uma viagem no tempo e recua a 1867, ano em que foi publicada a que é considerada uma das primeiras charges políticas da nossa história, desenhada por Ângelo Agostini.
Advogados Contra Ditadura
A série Advogados Contra Ditadura também estreia na próxima segunda-feira, dia 24 de março. É composta por cinco episódios, cada um com 52 minutos. Entra na grade da TV Brasil de segunda a sexta, às 23p0, e faz um apanhado do papel estratégico da Justiça Militar durante o regime e presta uma homenagem aos advogados que estiveram na defesa de presos políticos.
Advogados Contra Ditadura se tornou uma série graças ao olhar precioso de um dos maiores documentaristas brasileiros, Silvio Tendler, conhecido como o “cineasta dos vencidos” ou “o cineasta dos sonhos interrompidos” por abordar em seus filmes personalidades como Jango, JK, Carlos Marighella, entre outros. Silvio Tendler já produziu cerca de 40 filmes e agora vai contar, na TV Brasil, memórias de homens e mulheres fundamentais na luta contra as atrocidades cometidas pelo Estado: os advogados que atuaram na defesa de presos políticos.
A série foi realizada em parceria com o Projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. O Projeto Marcas da Memória da Comissão de Anistia é um fundo de apoio às iniciativas de memorialização produzidas pela sociedade civil e que tem como objetivo agregar à política estatal de reparação um processo de reflexão e apredizado coletivo, fomentando ações locais, regionais e nacionais que permitam a emergência de olhares plurais sobre o passado, conectando-os às nossas responsabilidades com as mazelas do presente e com as tarefas democráticas e de democratização ainda em curso.
Confira o teaser da série
[video:http://www.youtube.com/watch?v=7aDrOMpQUjk align:center]
A ideia da série surgiu do livro Advogados e a Ditadura de 1964 – A defesa dos perseguidos políticos no Brasil, organizado pelos professores Fernando Sá, Oswaldo Munteal e Paulo Emílio Martins. Foi lançado em 2010 pela editora PUC-Rio e tomado como inspiração para a série que teve direção de Silvio Tendler.
O primeiro episódio de Advogados Contra Ditadura, na segunda, dia 24 de março às 23p0, narra os primeiros dias do golpe e como eles foram vivenciados pelos advogados que viriam a atuar na defesa dos presos políticos: conflito da Cinelândia, a resistência armada que não houve, a prisão dos advogados de esquerda, a resistência dos estudantes, o primeiro estádio usado como prisão da América Latins, entre outros assuntos com depoimentos de Técio Lins e Silva, Modesto da Silveira, Eny Moreira, Sepúlveda Pertence, Ivan Proença e Cecília Coimbra.
Militares pela Democracia
A TV Brasil também vai exibir uma segunda série sobre o tema criada especialmente por Silvio Tendler. Militares pela Democracia entra no ar no dia 31 de março e fala sobre os homens do exército, da Marinha e da Aeronáutica que sofreram por reagir ao golpe dentro dos quartéis. “Sempre penso em como enfrentar injustiças e a censura, seja ela qual for. Foi assim que surgiu a ideia de realizar a série sobre os advogados, mas fiquei instigado em fazer seu irmão gêmeo, para mostrar também como nem todos os militares perseguiram, torturaram e foram algozes nessa história. Alguns se viram expulsos das Forças Armadas, cassados, tiveram suas vidas sacrificadas por conta da ditadura”, conclui o cineasta.
Em Militares da Democracia, também realizada em parceria com o Projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, retoma-se o percurso de vários grupos de militares que muito antes do golpe de 1964 já vinham se organizando por novos direitos, melhores condições de trabalho, e na defesa de uma sociedade melhor. E como, a partir de 1964, esses distintos grupos passaram a ser tratados, sofrendo represálias, como a perda do direito de usar a farda, de seus direitos trabalhistas, assim como foram impedidos de exercer suas atividades profissionais.
TV Brasil
Resistir É Preciso – estreia no dia 24 de março, às 19p0 (de segunda a sexta, com dez episódios)
Advogados Contra Ditadura – estreia no dia 24 de março, às 23p0 (de segunda a sexta, com cinco episódios)
Militares pela Democracia – estreia no dia 31 de março, às 23p0 (de segunda a sexta, com cinco episódios)
Sintonize a TV Brasil:
RJ/TV aberta – canal 2 VHF e 32 UHF (transmissora da zona rural)
Em SP, canal digital 63 UHF
Net – canais 4 (SP), 16 (DF), 18 (RJ e MA)
Sky-Direct TV – canal 116
TVA digital – canal 181 (RJ e SP)
L1
22 de março de 2014 12:04 pmTodo mundo que ganhou
Todo mundo que ganhou dinheiro na pirâmide vai pagar imposto?
http://gazetaonline.globo.com/novo/index.php?id=/_templates/mobile-noticia.php&xml=/_conteudo/2014/03/noticias/dinheiro/1482569-associados-da-telexfree-e-da-bbom-dizem-nao-ter-recebido-informe-de-rendimentos.html
jns
22 de março de 2014 12:11 pmPatrick Peyton
O agente da CIA que vestiu a batina para promover o golpe militar no Brasil
O apoio da igreja católica aos militares em 1964 foi decisivo para a concretização do golpe de estado que levaria o país a instalar uma ditadura de vinte anos.
Padre Peyton, o Servo do Diabo
O financiamento veio de mais de trezentas empresas multinacionais e o irlandês Patrick Peyton, um agente da CIA, foi o organizador da famosa Marcha da Família Com Deus Pela Liberdade.
Se a Guerra Fria obrigou as pessoas e entidades a escolher a quem iriam apoiar, a Igreja Católica, presumivelmente, neutra, ficou do lado das designações dos Estados Unidos.
A Igreja Católica, por sua ambiguidade durante a Segunda Guerra Mundial – apoiou e abençoou os exércitos nazistas – foi expulsa do o leste europeu, após a chegada dos comunistas soviéticos, que libertaram os povos empobrecidos pela guerra dos nazistas e do domínio secular da igreja.
Temendo que o mesmo sucedesse na América Latina, a igreja católica combateu a ameaça comunista, incitando os seus fiéis a temer e repudiar e, nas missas, os padres acusavam os comunistas de hereges e ateus inimigos da fé.
Neste cenário, no final de 1963, sob as bênçãos do presidente Kennedy, chegava ao Brasil o padre Patrick Peyton, um irlandês naturalizado estadunidense, conhecido como o “Padre das Estrelas”, por gostar de aparecer ao lado das celebridades de Hollywood.
O papa João Paulo II e o padre Patrick Peyton
A associação entre a igreja católica e o serviço secreto americano, surgiu através da ligação do padre com J. Peter Grace, multimilionário devoto do catolicismo e bisneto do fundador da WR Grace and Company, uma empresa multinacional com interesses em mineração, açúcar e transportes na América do Sul, com quem Peyton tinha feito contato em 1946, durante uma viagem transatlântica.
Grace estava envolvido em operações secretas dos EUA e os dois se aproximaram de Allen Dulles, diplomata, banqueiro, além de ter se tornado o primeiro civil e o mais antigo diretor da CIA.
Mais tarde, Dulles encontrou-se com Grace no escritório do vice-presidente Richard Nixon, na Casa Branca, que expressou o seu entusiasmo com as ações planejadas para a América Latina.
Peyton, preparado pela Agência Central de Inteligência, recebeu financiamento americano para atuar na América Latina e promover a sua Cruzada pelo Rosário em Família.
Os fundos da CIA foram gastos no Chile, na Venezuela, na Colômbia e no Brasil, onde Peyton promovia a suas cruzadas preparatórias para a instalação da decoradora militar, que contou com a decisiva colaboração de agentes religiosos.
[video:http://youtu.be/is8R3roaMfE%5D
O seu superior provincial, Richard H. Sullivan, soube da existência do financiamento do serviço secreto americano através de Theodore Hesburgh, o presidente do Conselho de Administração da Universidade de Notre Dame, onde Peyton estudou, em outubro de 1964.
Utilizando a publicidade produzida no exterior, o rádio, o cinema, a televisão e, mais tarde, com a ajuda de celebridades e artistas, o Peyton tornou-se um dos pioneiros do evangelismo na mídia de massa.
No início de 1964, uma celebração do padre Peyton foi o primeiro programa de televisão em rede a cobrir todo o país, com o suporte técnico feito em Washington.
Recitando a sua ladainha que consistia em alertar aos brasileiros quanto aos perigos de um governo que não fosse como os dos EUA e contra a ameaça comunista à família e à religião, a pregação do agente Patrick Peyton atingiu em cheio milhões de brasileiros nos seus concorridos encontros.
Com a ajuda de um profissional de publicidade não católico, Peyton popularizou o slogan: “A família que reza unida, permanece unida”.
Padre Peyton foi um fenômeno de massas nos anos 50 e 60 do século XX
Nos meandros do golpe, agentes religiosos colaboraram decisivamente com os militares e, após a sua deflagração, a igreja católica aplaudiu, fervorosamente os golpistas.
De acordo com os líderes golpistas de 1964, dom Paulo Evaristo Arns chegou a ir ao encontro das tropas do general Olimpio Mourão Filho, deflagrador do golpe, quando elas marchavam de Juiz de Fora rumo ao Rio de Janeiro.
Em 31 de março, dom Paulo encontrou-se com as tropas golpistas em Pedro do Rio, Três Rios, oferecendo aos mineiros a assistência religiosa, durante o encontro que deixou o clérigo tranquilo, com a garantia de que não entraria no poder nem a anarquia e nem o comunismo.
Para garantir que o aparato militar não sofresse reveses articulados pela esquerda, muitos clérigos atuaram como delatores e as participações contundentes de ativistas anticomunistas e da igreja são personificadas pelas atuações de Antônio de Castro Mayer, o bispo de Campos, e de Geraldo de Proença Sigaud, o arcebispo de Diamantina.
Na marcha, que recebeu os militares golpistas no Rio de Janeiro, em 2 de abril de 1964, as mulheres que representavam a tradicional família brasileira, seguindo o lema “Família que reza unida, permanece unida”, estenderam os seus rosários, assinalando, com este gesto, o papel que exercera a igreja católica na consolidação do novo regime ditatorial que se instalava no Brasil.
[video:http://youtu.be/qr6po881cZw%5D
Os fatos descritos são, amplamente, conhecidos, mas nunca deve ser deslembrada a formação da espúria aliança consumada entre a CIA, a Igreja Católica e as marionetes militares brasileiras para a defesa dos interesses americanos no nosso país.
[video:http://youtu.be/Sw6YQ7M3Sn8%5D
Informações e imagens da internet
AMIGO DO POVO
22 de março de 2014 1:26 pmSustentabilidade
Meio
Sustentabilidade
Meio Ambiente
O Dia (da crise) da Água
Precisamos incentivar uso racional da água e energia nas construções e tratar com seriedade o fato de a Região Metropolitana de SP consumir muito mais do que produzpor Nabil Bonduki — publicado 22/03/2014 08:18 Sabesp
Foto aérea do sistema Cantareira
Hoje, 22 de março, Dia Internacional da Água, São Paulo nada tem a comemorar. A situação crítica do sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de mais da metade da Região Metropolitana de São Paulo e que chegou ao nível mais baixo da história, nos coloca diante de uma crise de proporções inéditas.
Urge ao governo do estado, por meio da Sabesp, mostrar para a população a gravidade da situação e adotar medidas drásticas e imediatas para reduzir o consumo, garantir o uso racional da água e proteger com mais ênfase os mananciais da Grande São Paulo.
Vivemos as consequências de erros do passado. A atual crise talvez pudesse contribuir para evitar que continuemos a errar, mas, infelizmente, as medidas anunciadas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) mostram que está se reproduzindo soluções paliativas que reforçarão a dependência da região.
Um pouco de história nos ajuda a compreender a origem da crise. Em meados do século passado, São Paulo demandava novas fontes de energia. A solução adotada foi o bombeamento do curso dos rios Tietê e Pinheiros para a represa Billings, aproveitando os 700 metros de desnível na Serra do Mar para gerar energia na Usina Henry Borden. Estava garantida a energia barata mas, em contrapartida, decretada a morte da Billings como manancial.
Com o crescimento da população, Guarapiranga, utilizada para abastecimento desde 1929, não era mais suficiente. A solução foi a implantação, na década de 1960, do sistema Cantareira, formado por cinco bacias hidrográficas que abrangem uma vasta região de 228 mil hectares – quase metade dela situada no estado de Minas Gerais. Os rios que alimentam o sistema contribuem também para o abastecimento de Piracicaba e Campinas.
Inaugurou-se, então, a prática de “tomar emprestado” e não devolver – pois essas águas, utilizadas e transformadas em esgoto, iam sem tratamento para os rios Tietê e Pinheiros e acabavam na Billings, não retornando às bacias de origem. Estávamos em plena ditadura e nem se cogitava o gerenciamento dos recursos hídricos por bacias hidrográficas.
O bombeamento do rio Tietê só foi proibido no inicio dos anos 1990. Os sistemas Cantareira e Guarapiranga já não bastavam para abastecer a metrópole e o Braço Taquacetuba da represa Billings, cujos formadores estão em território paulistano, passou a ser revertido para a represa de Guarapiranga e utilizado também para abastecimento.
Mas o corpo central da Bilings já estava comprometido por quatro décadas de bombeamento do Tietê e a qualidade das águas de Guarapiranga só piorava, apesar das restrições estabelecidas em 1976 pela legislação estadual de proteção aos mananciais. Ocupações irregulares, consequência da falta de política habitacional, e o descaso dos governantes foram agravando o problema.
Nas décadas de 1990 e 2000, a pauta dos recursos hídricos esteve muito presente na agenda ambiental nacional. Foi criado o Sistema Nacional de Recursos Hídricos, instituídos os Comitês de Bacias Hidrográficas – instâncias tripartites de gestão. Mas em São Paulo, apesar de algumas iniciativas notáveis, como o Sistema de Fiscalização Integrada SOS Mananciais, as legislações específicas das bacias hidrográficas Guarapiranga e Billings e a criação das Áreas de Proteção Ambiental Municipais Capivari-Monos e Borore-Colônia, o tema não foi tratado com a devida importância.
O colapso do sistema Cantareira reconduziu a pauta dos recursos hídricos para a agenda governamental. Mas a solução proposta pelo governo estadual, de buscar água no rio Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento do Rio de Janeiro, é mais do mesmo. Se, no passado, captamos água em Minas Gerais, em detrimento da utilização de mananciais localizados na Região Metropolitana de São Paulo, agora iremos novamente buscar água em outras bacias hidrográficas? Em contrapartida, nada tem sido dito sobre a proteção dos mananciais existentes. Será que não aprendemos com as lições do passado?
O município de São Paulo pouco pode fazer para proteger os formadores do sistema Cantareira, que estão fora do seu território. Mas, pode muito ao proteger a porção paulistana das bacias hidrográficas Guarapiranga e Billings.
É nesse sentido que propusemos no Substitutivo do Projeto de Lei do Plano Diretor, que estou redigindo na Câmara Municipal, a recriação da zona rural do município, onde estão as cabeceiras dos principais formadores das represas Guarapiranga, principalmente, e Billings. Avançamos, assim, com um projeto de desenvolvimento econômico adequado para essa região, pautado na sustentabilidade e na inclusão social produtiva, coibindo os loteamentos urbanos. Por outro lado, estamos regulamentando, em nível municipal, o pagamento por serviços ambientais, um novo instrumento para preservar as matas que protegem os cursos d’água e nascentes, mecanismo que deveria também ser adotado pelo Estado, com recursos da Sabesp.
É nossa responsabilidade proteger a água que os mais de quatro milhões de paulistanos não abastecidos pelo sistema Cantareira bebem. Para evitar que fiquemos sem água, precisamos de mais educação ambiental e usar o pouco que resta do sistema Cantareira com parcimônia.
Precisamos incentivar uso racional da água e energia nas construções e tratar com seriedade o fato de a Região Metropolitana de São Paulo consumir muito mais água do que produz, o que caracteriza um aspecto evidente de insustentabilidade.
O problema é metropolitano, a gestão é estadual, mas o município de São Paulo, adotando as propostas que integram o substitutivo do Plano Diretor, pode iniciar um processo inovador para garantir a proteção dos mananciais.
AMIGO DO POVO
22 de março de 2014 1:45 pmFORÇA MÃO SANTA
Oscar prestigia a Liga das Américas e é ovacionado no Maracanãzinho
Mão Santa fez história com a camisa do Flamengo
EDSEL BRITTO E FABIO KLOTZ
Rio – O jogo entre Pinheiros e Halcones Xalapa até ficou em segundo plano quando a torcida viu Oscar nas arquibancadas do Maracanãzinho, nesta sexta-feira, no Final Four da Liga das Américas. Os torcedores do Flamengo ovacionaram o ídolo. Muitos viraram de costas para quadra para aplaudir e reverenciar o Mão Santa.
“Ser recebido com o calor desta torcida é de arrepiar. É emocionante ver a torcida do Flamengo. Ela carrega o time para a vitória”, disse o ídolo.
Oscar confirmou presença na final da Liga das Américas, entre Flamengo e Pinheiros, neste sábado, às 21p5, no Maracanãzinho. Ainda no intervalo da vitória rubro-negra sobre o Aguada, nesta sexta, o eterno camisa 14 projetou a decisão e não ficou em cima do muro na hora de apontar o favorito.
“Arrisco palpite no Flamengo. O Flamengo vai ganhar”, cravou. E ainda foi além:
“O melhor vai vir depois, o Campeonato Mundial. Dois jogos contra o campeão europeu. Provavelmente, o Flamengo vai ser campeão mundial”, previu.
Reverenciado no Maracanãzinho, Oscar disse que não sente saudade da época em que estava em quadra.
“Minha vida é melhor agora. Eu falo sobre a minha vida (em palestras), não tenho de treinar, correr, suar e sou pago para isso. É uma vida maravilhosa”, afirmou, bem-humorado.
O ex-ala recordou a final do Brasileiro de 2000 entre Flamengo e Vasco no Maracanãzinho.
“Foi algo inesquecível e negativo. Vínhamos embalados. Nós perdemos o título. Não foi o Vasco que ganhou. Aquela final deixa minha boca amarga incrivelmente.”
Em 2001, num Fla-Flu, também no Maracanãzinho, Oscar entrou para história ao bater o recorde mundial de pontos. Ele não ficou satisfeito com atuação em quadra.
“Eu estava um m… Não acertava nada, mas o recorde era questão de tempo, foi com uma cesta de dentro do garrafão. Fiz o recorde e ainda pelo Flamengo. Quer mais o quê?”, relembra.
Oscar passou por mais susto recentemente e ficou internado devido a um problema cardíaco. Ele passou por uma ablação (procedimento cirúrgico). No Maracanãzinho, ele brincou com o teste do coração ao ver a torcida rubro-negra ovacioná-lo e garantiu:
“Estou ótimo.”
jns
22 de março de 2014 2:35 pmA Guerra Comercial
A Reação da Rússia Contra as Sanções Comerciais
The Guardian | Alec Luhn | 20 Mar 2014
Rússia disparou os primeiros tiros no que pode se transformar em uma guerra comercial, fechando fábricas e reforçando a inspeção de mercadorias na fronteira ucraniana.
Petro ‘Rei do Chocolate’ Poroshenko, defensor dos manifestantes e apoiador o recém-criado governo da Ucrânia, em discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Foto: Zuma / Rex
As tensões também aumentaram em torno da compra de tratam de dois navios de guerra da classe Mistral da França por 1,2 bilhão de euros, após o ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius, declarar que Paris pode rescindir o contrato se a Rússia provocar uma nova escalada na Ucrânia.
O Vice-Primeiro Ministro da Rússia, Dmitry Rogozon, comandante da indústria de defesa, respondeu nesta quarta-feira que a França deve construir os dois navios de guerra no tempo previsto ou “devolver o dinheiro e partes desses navios que já haviam sido construídas”. A United Shipbuilding Corporation da Rússia informou, para a agência de notícias estatal RIA Novosti, que a França teria que pagar grandes penalidades se ela rescindisse o contrato unilateralmente.
Na quinta-feira de manhã, a polícia russa fechou uma fábrica na cidade de Lipetsk, no sudoeste da Rússia, operada pela empresa de confeitaria ucraniana Roshen.
Outros relatórios revelaram que, para comprometer a logística da ampla rede de distribuição da Roshen, foi tomado o controle de um armazém em Lipetsk.
De acordo com o site da empresa, a planta de Lipetsk é a sua única fábrica na Rússia.
Enquanto isso, a Reuters informou que guardas de fronteira aumentaram os controles aduaneiros “sobre possíveis tentativas de trazer contrabando da Ucrânia, incluindo armas”, disse um funcionário da alfândega.
No início do dia, a agência de segurança FSB da Rússia anunciou que havia fechado um anel de contrabando internacional que estava trazendo armas através da Ucrânia para os rebeldes do norte do Cáucaso, confiscando 12 armas de fogo em um carro na fronteira russo-ucraniana.
As operações coincidem com a declaração que Moscou iria incorporar, oficialmente, a península da Criméia separatista da Ucrânia, até o fim da semana, complicando, ainda mais, as relações com Kiev.
Nos últimos anos, a Rússia tem sido o maior parceiro comercial da Ucrânia e o embaixador da Ucrânia, em Genebra, na quinta-feira, disse que seu governo procurou “sempre relações comerciais normais” com a Rússia..
Masha Lipman, analista do Carnegie Moscow Centre, disse que as ações da Rússia provavelmente foram motivadas politicamente. “Esses instrumentos estão sempre à mão e foram utilizados recentemente. Eu não vejo por que não seria usado agora, novamente”, disse ela.
A Rússia reforçou os controles aduaneiros sobre os produtos ucranianos neste verão, proibindo os projetos da Roshen por, supostamente, violar as normas de segurança.
Petro Poroshenko, o proprietário da Roshen e sétimo homem mais rico da Ucrânia, foi um dos principais apoiadores dos protestos Euromaidan que depôs o presidente Yanukovych.
Conhecido como o “Rei do Chocolate”, Poroshenko planeja se candidatar à presidência em maio e tinha uma vantagem significativa sobre o ex-pugilista Vitaly Klitschko, o seu principal rival para o cargo, nas pesquisas para as eleições deste mês.
Os músicos ucranianos que apoiaram o movimento Euromaiden também foram atingidos pela precipitação da crise diplomática. Na quinta-feira, os organizadores cancelaram a apresentação na cidade siberiana de Barnaul, prevista para o dia 12 de abril, da banda de rock mais famosa da Ucrânia, Okean Elzi, que apoiou o movimento Euromaidan e fez shows para dezenas de milhares de manifestantes em Kiev, em dezembro.
A decisão foi tomada após várias outras cidades russas, incluindo Vladivostok e São Petersburgo, cancelar ou adiar indefinidamente os concertos da banda Okean Elzi depois que um conhecido político conservador de São Petersburgo, Vitaly Milonov, pedir que os músicos fossem banidos por suas “posições radicais”.
Políticos russos há muito tempo pintam o novo governo de Kiev como dominado por nacionalistas radicais.
A banda mais popular da Bielorússia, Lyapis Trubetskoi, informou, na quinta-feira, que os organizadores da cidade de Tyumen tinham cancelado o seu concerto sob pressão das autoridades.
Anteriormente, os políticos do Partido Comunista em Pskov exigiram o banimento da banda porque o seu líder “apoiou a derrubada do governo ucraniano” durante uma aparição aos manifestantes em Kiev.
Enquanto isso, a Ópera Nacional Ucraniana em Kiev cancelou uma apresentação do pianista russo Denis Matsuyev, na próxima semana.
O motivo do cancelamento não foi informado, mas o pianista estava entre as 390 figuras da área da cultura que assinaram uma carta de apoio à intervenção de Putin na Criméia.
Emanuel Cancella
22 de março de 2014 4:00 pmMédicos
Mais Médicos
A vinda de médicos estrangeiros para o Brasil só aconteceu pela negativa de médicos brasileiros em trabalhar em determinados lugares. Isso acendeu uma luz vermelha no país, já que a ampla maioria de nossos médicos se forma em universidade pública e com dinheiro também público. Não seria justo que nossos médicos, principalmente os formados em universidade pública, comprometessem-se a trabalhar por alguns anos em cidades onde a necessidade se fizesse? Foi aberta a polêmica na sociedade, o corporativismo médico aflorou e o governo foi obrigado a trazer médicos de fora para cuidar de nossa gente. E vieram os médicos estrangeiros, em sua maioria cubanos. Quem diria, um país pobre em função do maior bloqueio econômico já visto na história, é quem ofereceu o maior número de médicos! E os cubanos na medicina são referência em vários tratamentos, muita gente viaja à Ilha de Fidel para buscar tratamento que não encontrou em outro lugar no planeta. Mas esses médicos cubanos são muito especiais, doam mais de 80% do salário recebido no Brasil para o governo cubano investir em sua gente. Que gesto bonito desses médicos! Para mostrar que a decisão é de livre arbítrio, só dois desertaram! Enquanto aqui nossos médicos se negam a trabalhar nos lugares mais pobres do país, faltam a plantão na rede pública deixando a sociedade, principalmente os mais pobres, desamparados e em muitos casos resultando em óbito. Isso tem que ser dito, pois parte da representação médica faz campanha contra o “Programa Mais Médico”. Que querem esses médicos brasileiros? Que os pobres brasileiros morram sem atendimento médico?
Rio de janeiro, 22 de março de 2014
Ivan de Union
22 de março de 2014 7:33 pmNassif, urgente: se eu fosse
Nassif, urgente: se eu fosse voce eu trazia o post
100 vezes Cláudia
pra capa de novo. Assassinos em serie dentro da PM?
Eles nao tem controle nenhum sobre isso, nao investigam, nao olham os numeros, nao se organizam.
Ta pra acontecer tudo de novo a qualquer minuto.
AMIGO DO POVO
22 de março de 2014 7:33 pmMARCHA DE FAMÍLIA, SEM MUITA FAMÌLIA
Manifestantes se reúnem para nova versão da Marcha da Família em SP
PM acompanha grupo concentrado na Praça da República, no Centro.
Manifestantes pedem retorno dos militares ao poder.
Márcio PinhoDo G1 São Paulo
82 comentários
Manifestantes se reuniram em São Paulo na tarde deste sábado (22), na Praça da República, para realizar uma nova versão da “A Marcha da Família com Deus pela Liberdade”. O grupo pretende relembrar a marcha anticomunista e de apoio ao golpe militar realizada há 50 anos em 19 de março de 1964.
saiba maisGrupo se concentra na Praça da Sé para ‘Marcha Antifacista’
Até por volta das 15p0, a PM não havia divulgado estimativa de participantes.
Os manifestantes pretendem seguir da República até a Praça da Sé. A Polícia Militar informou que adotará esquema específico de segurança. A CET informou que vai monitorar o trânsito na região da Praça da República a partir das 15h.
A marcha é realizada poucos dias antes dos 50 anos do golpe militar, completados no dia 1º de abril. Os organizadores do evento pedem uma intervenção militar para retirar do poder os políticos corruptos, moralizar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, promover valores morais e então convocar novas eleições apenas para “fichas limpas”.
Pouco antes da marcha começar a caminhada, um homem foi hostilizado pelos manifestantes. Aos gritos de “Fora petista”, ele foi retirado da concentração.
(Foto: Marcio Pinho/G1)
Mais cedo, um fotógrafo independente foi agredido. Outros fotógrafos que acompanhavam o ato disseram que ele foi atingido na cabeça por manifestantes.
Contra corrupção
Um dos organizadores, Bruno Toscano Franco, de 41 anos, diz que a marcha surgiu da necessidade de mostrar a insatisfação “com tanto descaso, com tanta corrupção”. “A gente está cansado de viver num país em que a educação e outros serviços básicos não são no padrão Fifa”, disse. Outra motivação, segundo ele, é contar a história “verídica” do país e escondida nas escolas, na opinião do grupo. “[O presidente] João Goulart estava agindo de má fé contra o povo brasileiro, expropriando terras particulares, dizendo que era reforma agrária”, defende.
Desta vez, a ameaça comunista no Brasil é representada pelo PT. Franco cita o financiamento feito pelo BNDES para a construção do porto de Mariel em Cuba como uma prova da aproximação do governo Dilma Rousseff com os ideais comunistas. O porto foi inaugurado em janeiro com a presença da presidente.
Para Franco, a intenção do governo federal é transformar em um imenso bloco comunista a União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Atualmente, doze países contando o Brasil compõem esse bloco que seria voltado à cooperação regional.
O fotógrafo atuou durante anos como aviador e é filho e neto de militares. Ele critica ainda a ausência dos valores da família e critica a defesa de criminosos por grupos de direitos humanos. “Onde estão os valores da família nesse país? Acabei de ter uma filha e não quero deixar esse país para a minha filha viver”, diz. Ele critica ainda a criação de um kit gay para discutir homofobia nas escolas.
Saiba com foi a Marcha da Família original, em 1964
A “Marcha da Família Com Deus pela Liberdade” ocorreu em 19 de março de 1964 e reuniu cerca de 500 mil pessoas. O ato começou na Praça da República e terminou na Praça da Sé, percorrendo no caminho a Rua Barão de Itapetininga, Praça Ramos de Azevedo, Viaduto do Chá, Praça do Patriarca e Rua Direita. A marcha foi convocada como uma resposta ao comício que o presidente João Goulart fez na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 13 de março, quando defendeu suas reformas de base para um público de 200 mil pessoas. Os manifestantes eram contra o governo de João Goulart, pois temiam a implantação de um regime comunista no Brasil, e favoráveis ao golpe militar.
Ela foi organizada pela União Cívica Feminina, um grupo de mulheres com ligação com empresários paulistas. Segundo a historiadora Heloísa Starling, da Comissão Nacional da Verdade, a Marcha teve ainda apoio de setores da Igreja Católica e acabou se tornando o modelo para manifestações que começaram a ocorrer em diversas outras cidades. Para a historiadora, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi a “face mais espetaculosa dos golpistas” em 1964. O ato e as manifestações em outras cidades que se seguiram fizeram parte de uma grande “frente social” que teve ainda participações de setores do comércio, imprensa e estudantes. “Era necessária essa mobilização popular para legitimar o golpe”, segundo Heloísa.
Quase duas semanas depois da Marcha, em 31 de março, o Exército mobiliza tropas e começa a tomada do poder. Em 11 de abril, o general Castello Branco é nomeado o primeiro presidente do período de ditadura, que durou 20 anos. O regime de exceção durou no país até o começo de 1985, quando o governo do general João Baptista de Oliveira Figueiredo foi sucedido por José Sarney (PMDB). À época, Sarney era vice de Tancredo Neves, eleito pelo Colégio Eleitoral após o movimento Diretas Já. Durante a ditadura, opositores do regime foram exilados, presos, torturados e assassinados. Em 2012, a Comissão Nacional da Verdade foi instalada pela presidente Dilma Rousseff para apurar as violações aos direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar. A comissão tem até 16 de dezembro de 2014 para concluir os trabalhos.
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AMIGO DO POVO
22 de março de 2014 8:55 pmO título correto é MARCHA DA
O título correto é MARCHA DA FAMÍLIA, SEM FAMÍLIA, pois assim parece, que concorco com isso! Não, o meu partido é do povo, paz e amor.
Zeus
22 de março de 2014 7:54 pmCarta aos linchadores de policiais do blog.
Desde que os debates se iniciaram aqui, fui praticamente voz vencida em relação a preservação dos princípios da não-culpabilidade e na reivindicação que afastássemos o populismo penal, e a chantagem midiática do caso da moradora arrastada pela viatura policial.
Isto não tem nada a ver com anuir com a violência policial ou a impunidade deles.
Mas um fato novo surge agora, e merece, ainda que com todas as resevas ser analisado:
http://riodejaneiro.ig.com.br/?url_layer=http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-03-22/motoqueiro-isenta-pms-e-diz-que-viu-menor-abrir-cacamba.html
Testemunha afirma ter visto um homem (aparentemente adolescente) seguir a viatura em uma motocicleta, e deliberadamente abrir a tampa da viatura.
Claro que este novo ingrediente não afasta o terror pela ocorrência da morte de uma moradora em meio a tiros de fuzis em plena manhã.
No entanto, os histéricos gritos pelo linchamento dos policiais devem arrefecer, caso comprovado o dolo de um terceiro em expor a vítima ( e os policiais) a tal situação.
Ivan de Union
22 de março de 2014 10:51 pmA QUEM voce ta pensando que
A QUEM voce ta pensando que ta enganando, Charlie/Xacal? Quantas personalidades e quantos nomes voce tem, delegadinho?
hc.coelho
22 de março de 2014 9:45 pmFaltou o pig
A passeata em favor da ditadura e da tortura teve poucas pessoas porque a diretoria dos grandes jornais e da revistinha do esgoto não participaram. Sem falar nos articulistas como o merval. Senão seria mais do que o dobro. Uns quinze.
hc.coelho
22 de março de 2014 10:28 pmInformação do e. m., BH
O em, na reportagem de capa na versão da internet dá uma magnifica informação, merece o prêmio “jornalismo do pig”: “Conforme a polícia, o grupo reivindica a volta do militarismo ao poder no país.” Conforme a polícia…
Morri de rir.
alfredo machado
22 de março de 2014 11:52 pmPetrobras à venda rsrsrs
Nassif,
Depois, o dueto oposicionistas e grande mídia ficam sem saber o motivo de DRousseff estar disparada na frente, o fato é que adversários deste nível fazem da reeleição algo absolutamente certo.
Eduardo “quem” e o mineirim precisam de uma bússola, pois não sabem o que falam e nem prá onde andam..
EDUARDO INSINUA QUE DILMA QUER VENDER A PETROBRAS
Presidenciável do PSB dispara artilharia pesada contra a presidente Dilma Rousseff mais uma vez em Salvador, neste sábado, onde comandou o ‘Seminário Regional Programático’; Eduardo Campos atacou Dilma sobre a nova arma da oposição, as possíveis complicações da Petrobras com compra da refinaria de Pasadena; “Em três anos, a Petrobras vale a metade do que valia e deve quatro vezes mais do que devia. Às vezes fico seriamente desconfiado se isso não faz parte de um plano para desvalorizar e vender a Petrobras”; socialista lembrou campanha de 2010, quando Dilma acusou o tucano José Serra de querer privatizar a estatal; “Em 2010, a presidente acusou o candidato que disputava a eleição com ela de querer fazer a privatização da Petrobras. Três anos depois, a Petrobras vale a metade do que valia”
22 DE MARÇO DE 2014 ÀS 19:12
Pernambuco 247 – Governador de Pernambuco e pré-candidato à presidência da República, Eduardo Campos segue com artilharia pesada contra a presidente Dilma Rousseff em sua caminhada Brasil a fora. Em Salvador, neste sábado, onde comandou o ‘Seminário Regional Programático’ do PSB, na Arena Fonte Nova, socialista atacou Dilma com a nova arma da oposição, as possíveis complicações da Petrobras com compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.
Ele sugeriu em entrevista coletiva que Dilma desvaloriza a estatal para privatizá-la. Perda no valor das ações e as denúncias que envolvem a empresa o “preocupam severamente”.
“Em três anos, a Petrobras vale a metade do que valia e deve quatro vezes mais do que devia. Às vezes fico seriamente desconfiado se isso não faz parte de um plano para desvalorizar e vender a Petrobras”.
Eduardo fez ataque explícito à presidente Dilma lembrando campanha de 2010, quando ela acusou o tucano José Serra de querer privatizar a estatal. “Em 2010, a presidente acusou o candidato que disputava a eleição com ela de querer fazer a privatização da Petrobras. Três anos depois, a Petrobras vale a metade do que valia”.
Presidenciável do PSB foi além e disse que demissão do ex-diretor da estatal Nestor Cerveró “não resolve a crise”. “A gente não pode achar que está tudo normal e que a saída de uma pessoa vai resolver algo mais complexo. Nós temos preocupação com a Petrobras. A Petrobras não pertence a este governo, pertence ao povo brasileiro”.
Pernambucano atacou ainda um dos maiores programas dos governos do PT, o Bolsa Família. “Queremos ter o direito de não achar normal que as filhas do Bolsa Família de hoje sejam as mães do Bolsa Família de amanhã”.
Socialista disse ainda que Dilma não pode usar o programa como arma eleitoral, de modo que o eleitor ache que se o PT sair do governo o Bolsa Família acabará. “Não pode haver terrorismo eleitoral. O Bolsa Família não está em debate, ele é uma conquista das famílias mais pobres”.
Motta Araujo
23 de março de 2014 1:10 amhttps://www.livrarialeitura.p
https://www.livrarialeitura.pt/images/products/9789724738444.JPG
ICONES DO CAPITALISMO – CALOUSTE GULBENKIAN – Armenio nascido em 1869, de pais abastados, estudou engenharia em Londres, no Kings College, formando-se em 1891. Escreveu um artigo em uma revista sobre as possibilidades de haver petroleo no Oriente Medio. O Ministro que cuidava dos recursos naturais no Imperio Otomado
leu o artigo e o chamou, pedindo um relatorio sobre a existencia de petroleo nas provincias turcas, que naquela época era todo o Oriente Medio. Nesse entretempo o Imperio Alemão aumentava sua influencia sobre o Imperio Otamano, futuro aliado na Primeira Guerra Mundial, os alemães tinham preferencia sobre o petroleo da provincia conhecida como vilayet de Mossul, hoje Iraque. Os alemães fundaram a Turkish Petroleum Company, sob controle do Deutsche Bank, que tambem estava construindo a ferrovia Berlim-Bagdah.
Com a derrota da Alemanha e do Impeio Otamno em 1918, Gulbenkian começou a manobrar sobre a concessão da Turkish Petroleum. Foi contratado pelo Governo francês para tentar obter reservas de petroleo no Oriente.
Em 1920, pelo Tratado de San Remo, foi definido pelas potencias vencedores que o controle alemão sobre a Turkish Petroleum seria confiscado. Gulbenkian, já profundamente envolvido no tema petroleo, foi o grande lobista em torno da transferencia do controle do petroleo do Iraque para os Aliados. Não foi coisa simples, só em 1928 a antiga Turkish
Petroleum virou Irak Petroleum Co.Ltd. com a seguinte divisão de ações: Anglo Persian (hoje BP), Cie.Française des Petroles (hoje Total) e Royal Dutch Shell com 23,75% cada uma, Near East Development Co.Ltd. tambem com 23,75%, esta sendo por sua vez controlada meio a meio pela Standard Oil Co.of New Jersey (hoje Exxon) e Socony Mobil Oil Co.Ltd. (hoje Mobil), ambas empresas originadas do grupo Rockefeller. Faltam 5%, com quem ficou? Com Calouste Gulbenkian, foi sua comissão.. Esses 5% do petroleo iraqueano o fizeram um dos homens mais ricos da Europa.
Com a Segunda Guerra, Gulbenkian, que tinha nacionalidade britanica, saiu de Londres com destino a Nova York, onde pretendia fixar residencia. Chegando em Lisboa adoeceu e não pode viajar mas gostou muito de Portugal e da acolhida que teve em Lisboa, resolveu lá ficar. Fixou residencia no Hotel Aviz, pequeno e luxuoso, que acabou comprando. Gulbenkian era um avido colecionador de arte e sua valiosa coleção que incluia muitos Rubens, Van Dyck, Gainsborough, Fragonard, Corot, Monet, Degas foi legada a uma Fundação com sede em Lisboa, que hoje um um grande museu, edificios administrativos, escola, oficinas de restauração, é hoje uma das grandes coleções privadas da Europa, já exibida varias vezes na National Gallery de Londres e nos museus de Nova York.
Gulbenkian casou uma só vez, teve dois filhos, Nubar, um estroina e gastador que vivia em conflito com o pai e Rita, cuja descendencia hoje no bisneto de Gulbenkian, administra a fundação.
Alem da Fundação de arte, Gulbenkian patrocinou muitas filantropias em beneficio de armenios espalhados pelo mundo, alem de construir o Patriarcado Armenio em Jerusalem.
Caloste Gulbenkian, o “pai” do petroleo do Iraque, morreu em Lisboa em 1955 e está enterrado na Igreja de São Sarkis em Londres, construida por ele..