10 de junho de 2026

Apesar de Trump, China segue atraindo capital externo

Analistas dizem que país pode esperar mais investimentos em ativos, mesmo com a guerra tarifária estabelecida pelos EUA
Foto de Eric Prouzet na Unsplash

Nem mesmo a guerra tarifária imposta por Donald Trump impediu a China de receber um fluxo expressivo de capital estrangeiro para seus mercados de títulos e ações, e analistas projetam mais investimentos estrangeiros em ativos chineses.

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Dados da Administração Estatal de Câmbio chinesa apontou uma entrada de capital líquido no total de US$ 17,3 bilhões em abril, vindo tanto de pessoas jurídicas como de pessoas físicas.

Segundo comunicado do regulador cambial, os investidores estrangeiros aumentaram suas posições em títulos chineses em US$ 10,9 bilhões líquidos em abril, enquanto o investimento estrangeiro em ações domésticas passou a ser comprado no final de abril.

O site South China Morning Post ressalta a mudança na dinâmica global dos investimentos, uma vez que investidores continuam diminuindo suas posições em dólar por conta da guerra comercial lançada pelo presidente dos EUA em abril.

Além disso, a divulgação de tais dados contrasta com as preocupações existentes no mercado internacional, muito por conta do aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro e pela onda de vendas decorrentes do rebaixamento da classificação de crédito soberano dos Estados Unidos anunciada pela agência Moody’s na última semana.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 30 anos ultrapassaram 5% durante as negociações de segunda-feira, o primeiro dia de negociação desde o rebaixamento e o nível mais alto desde novembro de 2023.

Enquanto isso, diversos bancos de investimento projetam melhora no ritmo de crescimento econômico da China, muito por conta da resiliência apresentada pelo país após as medidas impostas por Trump, enquanto as preocupações com os EUA continuam a crescer.

Os sinais contrastantes de Washington e Pequim destacam a mudança na dinâmica global dos investimentos, à medida que mais investidores continuam se afastando de ativos em dólar desde que Trump lançou sua guerra comercial global no início de abril, de acordo com analistas.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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