4 de junho de 2026

Holocausto palestino. Quem legitima e paga o silêncio da imprensa?, por Armando Coelho

A Palestina sofre. Sem apologia ao terror ou agressão ao povo judeu, cabe refletir sobre a violência da guerra e do terror
Coletivo To Exist is To Resist - Palestina - Creative Commons

Holocausto palestino. Quem legitima e paga o silêncio da imprensa?

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por Armando Coelho Neto

O sabujo papel da grande mídia nacional não é novidade, seja no tocante à proteção dos interesses da pretensa elite nacional e internacional, seja ao reproduzir e adotar como pontos de vistas seus, coberturas e opiniões de fatos cobertos pela mídia internacional. Assim, democracias e ditaduras são exatamente democracias e ditaduras, desde que essas sejam as expressões adotadas pelas agências de notícias “gabaritadas”. Um presidente autoproclamado na Venezuela, por exemplo, pode ser presidente mesmo sem voto, desde que os Estados Unidos o reconheça.

Sem escrúpulos, a grande mídia nacional cumpre o vergonhoso papel de repetir os interesses do mundo ocidental. Nessa condição, permanece tratando os Estados Unidos como exemplo de democracia, ainda que Donald Trump tenha desqualificado de uma vez por todas esse mito. Na dita pátria da liberdade, é possível fazer apologia ao nazismo, enquanto protestos contra o holocausto em Gaza, patrocinado por Israel, são violentamente reprimidos. Aliás, sequer a palavra holocausto pode ser usada. É praticamente de uso exclusivo para judeus.

A expressão terrorismo passa por esse crivo, ainda que na realidade, terrorismo seja arma dos mais fracos. Trata-se de recurso do qual se valem aqueles que, sem exército, mas com causa que julgam justas a ele recorre, seja por natureza política, filosófica, ideológica, racial, étnica, religiosa ou qualquer outra espécie partem para a violência. Em quaisquer dos casos, traz a marca da atrocidade, do trágico, do impactante. Servem de exemplos a explosão de bombas em maratonas como a de Boston (EUA) em 2013, o ataque nesse ano a uma casa de show em Moscou (Russia), ou o fatídico ataque em 7 outubro de 2023, num festival em Israel.

Desse modo, sem apologia e ou condenar povos, grupos, menos ainda expressar simpatias, vale a assertiva do líder Vladimir Putin, quando diz que os grupos tidos como “terroristas” pela Rússia são vistos pela mídia atlanticista como simples opositores, rebeldes, grupos de resistência. Mas, se as mesmas ações são praticadas por grupos simpáticos ao ocidente, são simples rebeldes. Nesse caso, cumpre comparar as atrocidades do grupo nazista Wagner (Rússia e Ucrânia) com o Hamas e Hesbolah (Israel). Todos recorrem a violência.

Com o mesmo cinismo, a grande mídia impõe a visão do que possa ser democracia, ainda que possa ser fruto de voto comprado. Na recente eleição presidencial do Brasil, o derrame de dinheiro público para reeleger o ex-capitão, ultrapassou o limite da indecência, com a maior compra de votos da história. Verbas para caminhoneiros, taxistas, roubo nos empréstimos consignados para aposentados, recursos liberados ilegalmente às vésperas das eleições, entre outras falcatruas. Prender favorito à vitória no Brasil é democrático, já na Venezuela ou outro país é ditadura.

As alternâncias de poder tão decantadas, mesmo entre famílias ou grupo, como nos Estados Unidos, nas republiquetas ou nas brenhas brasileiras, recebem chancelas de aceitação, pela singular existência de voto, urnas eletrônicas ou não, são legitimadas pelo revezamento formal (dos mesmos), em que pese os vícios conhecidos. Ah, mas a pior democracia é melhor que qualquer ditadura. Não, leitor, a essência dessa fala é o valor atribuído às palavras, de forma que, no contexto, existem democracias e democracias, violências e violências aceitáveis e permitidas conforme a conveniência da grande mídia.

Tais rótulos e chancelas são aplicados à palavra terrorismo, como se a violência que esse ato encerra não fosse tão criminoso e repugnante quanto as atrocidades de uma guerra. Nesse sentido, a grande mídia glamoriza o holocausto judeu e minimiza o holocausto – genocídio, matança, extermínio, ou seja lá que nome possa querer dar à devastação, à destruição, à barbárie em Gaza. Qual a diferença entre os inocentes assassinados pelo Hamas e os inocentes assassinados por Israel? Seria um ato terrorista mais grave do que uma guerra genocida, como os assassinatos ao vivo na Faixa de Gaza, hoje o maior cemitério aberto do planeta?

A Palestina sofre. Sem apologia ao terror ou agressão ao povo judeu, ao seu histórico sofrimento, cabe refletir sobre a violência da guerra e do terror, o quanto se nivelam, o silêncio e indiferença da grande mídia. Ou Juca Chaves teria razão quando afirmou: “A imprensa é muito séria, se você pagar, eles até publicam a verdade”.

Armando Rodrigues Coelho Neto é jornalista, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-representante da Interpol em São Paulo

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Armando Rodrigues Coelho Neto é jornalista, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-representante da Interpol em São Paulo.

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  1. Antonio Uchoa Neto

    21 de maio de 2025 11:17 am

    Transcrição de parte de uma sessão de Q & A, durante a palestra The Right Turn, proferida pelo linguista e ativista político Noam Chomsky, em 22 de outubro de 1986, em Boulder, Colorado. Tradução feita a partir de um arquivo de áudio.

    “…Basta uma frase para produzir uma mentira, e dez minutos para decodificá-la, então tomemos uma, uma que você acabou de mencionar. Vamos pegar as atrocidades de Pol Pot, certo? Você diz aqui, em algum lugar, que todos sabemos que Pol Pot matou dois milhões de pessoas, ou um valor aproximado, certo? Vamos dar uma olhada nisso, de dois milhões de pessoas, e o que eu li a respeito (interrupção)…depois você poderá checar as fontes, e entender o que estou dizendo (interrupção)…posso terminar, sobre os dois milhões de pessoas mortas? Certo. O número de dois milhões de mortos, foi produzido em fevereiro de 1977…por Jean Lacouture, jornalista francês, que estava resenhando um livro de autoria de um padre francês, chamado François Ponchaud, que acabara de sair, em francês, e após um ou dois anos foi traduzido para o inglês, caso você não leia francês pode ler a tradução, o título em francês era ‘Camboja Ano Zero’. Era o único livro, até aquela ocasião, escrito por alguém que tivesse qualquer noção, ou conhecimento plausível do que estava acontecendo no Camboja…foi publicado na França, em janeiro de 1977, foi imediatamente resenhado no New York Review of Books (interrupção)…eu vou chegar ao ponto; eu já disse, são necessários dez minutos para decodificar uma mentira, e eu estou decodificando esta (interrupção)…nesta resenha, Jean Lacouture afirmou que, de acordo com Ponchaud, Pol Pot havia matado, quer dizer, não mencionou o nome Pol Pot, pois na ocasião ninguém sabia quem era, ele disse que o Khmer Vermelho gabava-se, essa foi a palavra que ele usou, gabava-se de ter matado dois milhões de pessoas, e daí veio esse montante de dois milhões, que todos passamos a ouvir, o tempo todo, desde então. Bem, eu me interessei, eu não tinha ouvido falar de um montante assim, e o livro não estava disponível nos Estados Unidos – a propósito, a resenha de Lacouture foi imediatamente acolhida pela imprensa, citada em toda parte, com destaque para a assombrosa linha sobre os dois milhões de mortos, e em julho de 1975, dois anos antes o New York Times já os acusava de genocídio, mas agora, havia o testemunho de Ponchaud, o padre francês, como fonte segura de que eles haviam matado dois milhões. Eu não tinha opinião formada sobre o assunto, então fiz o óbvio, eu escrevi para alguns amigos na França, pedindo um exemplar do livro, porque não havia nenhum disponível nos Estados Unidos, e ele era citado em toda parte, todos estavam citando o livro, mas ele não existia, então eu obtive uma cópia do original francês, e o que eu descobri foi, e esta é a origem dos dois milhões: descobri que, de acordo com Ponchaud, os Estados Unidos eram responsáveis pela morte de 800.000 cambojanos, durante os bombardeios da guerra, na primeira metade da década; e depois, segundo ele, de acordo com a embaixada americana, o regime de Pol Pot era responsável pela morte de 1.200.000 cambojanos, por diversas causas, incluindo assassinatos, fome, trabalhos excessivos, etc. Lacouture leu isso, somou os dois valores, a suposta afirmação da embaixada americana, e a afirmação de Ponchaud sobre a guerra americana, pegou o resultado de dois milhões de mortes, e as atribuiu a Pol Pot; este é o montante de dois milhões. Então, dei o passo óbvio seguinte, escrevi uma carta pessoal a Lacouture, em que eu dizia, ‘Olhe, eu não sei o que está acontecendo no Camboja, mas você citou Ponchaud de forma equivocada; eu tenho uma série delas aqui, toda vez que (interrupção)…posso continuar? (interrupção)…posso continuar? (interrupção)…só um segundo…(interrupção)…você me pediu para que falasse de sua própria mentira, mas eu não vou fazê-lo, mas se você quer que eu fale sobre outras mentiras, é o que estou tentando fazer (aplausos). Se você me permitir, esta é uma história muito iluminadora da maneira como um sistema de doutrinação funciona, e o jeito como seus comissionados trabalham (interrupção, aplausos) …vamos continuar (interrupção)…posso continuar? Está mais do que claro que você não quer ouvir o que eu tenho a dizer, e eu entendo o porquê, mas vamos continuar, de qualquer forma (interrupção)…eu não vou tomar o tempo de vocês com as outras mentiras, apenas com essa que já mencionei. Eu ponderei a Lacouture, já que sua falsificação do livro de Ponchaud estava sendo amplamente difundida, e eu considerava isso inadequado, que ele deveria divulgar o que Ponchaud realmente havia dito. Ele terminou por escrever um artigo que foi publicado nos Estados Unidos, em que ele me agradecia por ter apontado alguns desses erros, embora eu tivesse afirmado a ele que quase todas suas citações estavam erradas, mas não vamos nos alongar nisso, e ele se retratou de alguns erros, não todos, mas alguns, e no que diz respeito ao número de mortos, eis o que ele disse: ele disse, talvez o número de mortos seja de milhares, ou centenas de milhares, mas ele disse, isso não importa, o número não tem importância; não importa se o número está na casa dos milhares, ou milhões, isso não importa realmente, porque dava no mesmo. E todos acharam maravilhoso, heróico, e logo após todos continuaram a citar o número de dois milhões, mesmo depois de ele ter admitido que o número poderia ser de milhares, ou centenas de milhares, havia sido apenas um equívoco. Mas, imaginem, se algo assim fosse dito de uma atrocidade americana, como em El Salvador, onde os Estados Unidos foram responsáveis pela morte de 50.000, nesses últimos cinco anos; imaginem se alguém viesse e dissesse assim, ‘bom, são 50.000.000 mortos, ou 5.000.000.000 mortos, não importa o fator, os Estados Unidos são responsáveis por 5.000 mortos, ou 5.000.000, em El Salvador, mas não importa, foi só uma citação errada, afinal o que é uma casa decimal? Pensem, isso é ridículo. É claro que o fator conta, milhares ou milhões de mortos é uma atrocidade, e gabar-se de milhões de mortos é uma atrocidade ainda maior. Esses fatores tem importância, centenas, milhares, milhões, tudo isso importa. Depois eu escrevi um artigo, depois que Lacouture disse que os números não importavam, eu, ou melhor dizendo, um colega meu chamado Edward Hermann, economista da Universidade da Pensilvânia, eu e ele escrevemos um artigo, em The Nation, onde, pela primeira vez, fez-se uma resenha verdadeira do livro de Ponchaud. O livro de Ponchaud é a fonte-padrão sobre o assunto, e nós escrevemos a primeira resenha, já que a de Lacouture tem que ser descartada, por ser totalmente falsa. O livro ainda não havia aparecido em inglês, mas nós publicamos a resenha em The Nation, em 25 de junho de 1977, você podem pesquisar, fazendo o elogio do livro de Ponchaud, como uma pesquisa séria e leitura válida, com seus relatos das horrendas atrocidades cometidas pelo Khmer Vermelho, sua barbárie, ressaltávamos que não tínhamos ideia dos números reais – como poderíamos saber? – mas, com base em seu livro eram provavelmente avultados, e nós nos aprofundamos no assunto, isto é, nós refutamos a observação de Lacouture de que os números eram aspecto secundário, achávamos importante precisar se o número estava na casa dos milhares ou milhão; na mesma resenha, também pontuamos que Ponchaud também havia exagerado em sua visão das atrocidades do bombardeio americano, mas ninguém jamais enfatizou isso, nós jamais fomos criticados em razão de haver mostrado que Ponchaud havia exagerado na questão da quantidade de mortos devida aos bombardeios americanos (interrupção)…com licença, com licença…não, não, suas demais informações são precisas, quanto ao resto…este é o primeiro livro sobre o assunto, e é a principal fonte (interrupção)…sim, todos soubemos disso, na ocasião… (interrupção)…o livro de que você está falando foi escrito em 1978, e apareceu em 1979, após a queda do regime de Pol Pot. Em 1978 nós utilizamos as evidências disponíveis, que haviam surgido até aquela época, e iniciamos nossa análise com a afirmação de que o Khmer Vermelho era responsável por terríveis atrocidades, fizemos uma descrição destas, e nosso livro não era sobre o Camboja, era sobre o sistema de propaganda, era apenas um capítulo de um volumoso livro sobre propaganda, em que comparávamos a maneira como as atrocidades dos outros eram tratadas, e como as nossas atrocidades são tratadas. E o argumento que firmamos, através de dois volumes fortemente documentados, é que, quando se trata das atrocidades dos outros, nós, a imprensa exagera e inventa além dos limites, e quando se trata das nossas atrocidades, ela suprime fatos e silencia sobre aspectos que permanecem ocultos. Um de dezenas de casos analisados é este caso do Camboja, e nós aplicamos este exemplo, mas também apontamos algo além, ou seja, o fato de que as únicas pessoas que sabiam algo sobre o que acontecera lá eram da inteligência americana, isto é, eles de fato tinham evidências sobre o Camboja, eles monitoravam tudo de perto, e de fato, depois disso nós tivemos contato com o Departamento de Estado, para saber o que eles estavam dizendo sobre os números de Ponchaud, está lá. O que eles estavam dizendo era que o número de 1.2 milhão de Ponchaud era uma invenção, eles nunca haviam produzido nada semelhante, e depois disseram, na verdade isso foi dito em público, registrado em livro, em meados de 1977, como a mais recente evidência, eles disseram que o número de pessoas mortas, eles disseram que, sem dúvida as atrocidades tinham ocorrido, mas que o número de mortos alcançava dezenas, ou centenas de milhares, não causados por um genocídio em massa, mas por condições brutais de trabalho forçado; portanto, a inteligência americana estimara dezenas ou centenas de milhares, e assim definiu a questão. Bem, não pudemos chegar a nenhuma conclusão, em nosso próprio estudo, mas ressalvamos que o número de dois milhões talvez estivesse certo, mesmo que fosse totalmente falseado, mas candidamente reconhecemos que o número da inteligência americana estava provavelmente certo. Mas vamos nos dirigir ao ponto final, agora parece haver bastante evidência de que, após a queda do regime de Pol Pot, certo, logo após começaram a surgir muitas evidências; eu agora encerro com as coisas que eu escrevi sobre o assunto, que são perfeitamente exatas. Nunca foi encontrado o menor erro; houve mentiras, como as que ouvimos ainda há pouco, mas não erros. Nos voltemos a uma outra questão, agora, quais são os números reais. Aqui podemos recorrer a estudos posteriores, os quais podem não ser conhecidos em detalhe, mas trata-se de estudos posteriores, e de fato, há duas fontes principais, no momento. Um é um livro sobre o período de Pol Pot, o único de fato escrito pelo único autêntico estudioso cambojano sobre o assunto, Michael Vickery, na verdade ele é americano, trabalha em assuntos estrangeiros, é especialista em Camboja, fala khmer, sua esposa é cambojana, a família dela morreu toda sob Pol Pot, ele trabalhou nos campos de refugiados, o livro chama-se ‘Camboja 1975-1979’, no qual ele dá uma detalhada descrição demográfica do país, região por região, ele se utilizou de toda e qualquer evidência que ele pôde reunir, o livro foi muito elogiado na Inglaterra, por estudiosos indochineses, nunca foi resenhado nos Estados Unidos, não foi publicado aqui, exceto na imprensa alternativa, na verdade professores daqui o resenharam, e sua conclusão final é que (interrupção)…eu vou dizer, porque é importante…(interrupção)…certo, deixe dizer uma coisa, vocês querem saber a conclusão desta questão, ou não (interrupção)…aqueles que desejam saber a conclusão, levantem a mão (interrupção, seguida de aplausos)…ok, então vamos lá, e vamos finalizar essa questão (interrupção)…ok, vocês querem saber qual a conclusão a que os estudos chegaram? (interrupção)…sim, querem (interrupção)…a sua estimativa (interrupção)…a sua estimativa é de que o número total dos que morreram, acima da média que se pode esperar se há crescimento regular da população, é de 700.000. Há um outro estudo, pelo único governo que se interessou por fazer um inquérito oficial a respeito, o governo da Finlândia, e que evidentemente jamais foi divulgado nos Estados Unidos, e o número a que chegaram foi ainda menor. O periódico do Departamento de Estado, ‘Problemas do Comunismo’, apareceu posteriormente com um número ainda menor. Os principais – e a propósito, há também os defensores de Pol Pot, o estudioso do governo, Douglas Pike, hoje diretor do Centro de Recursos da Indochina, de acordo com ele, citando, ‘Pol Pot, era o carismático líder da revolução camponesa, sob quem a população do país não sofreu nem de longe tudo que já foi dito’ (interrupção)…eu não falei essas coisas, apenas relato fatos, e afinal, o que aborrece tanto as pessoas a esse respeito? O que eu e Hermann fizemos, foi, que nós assumimos a posição de que não é apropriado mentir, seja ao suprimir na imprensa, as atrocidades do nosso país, seja ao exagerar as atrocidades de nossos inimigos oficiais, e, é claro, aqueles encarregados disso, que se julgam no direito de mentir, ficam ultrajados com isso. Vamos continuar, para a próxima mentira, tendo chegado a uma conclusão quanto a esta?”

  2. Antonio Freitas

    21 de maio de 2025 3:41 pm

    Excelente!

    Como sempre, Armando cumpre um bom jornalismo.

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