21 de maio de 2026

A espionagem russa no Brasil

Extensa reportagem do The New York Times levantou uma rede de espionagem russa baseada no Brasil.

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A reportagem do New York Times, assinada por Michael Schwirtz e Jane Bradley, revela uma ampla operação da inteligência russa que utilizou o Brasil como base para criar identidades falsas para espiões infiltrados — os chamados “ilegais”. Esses agentes viviam como cidadãos brasileiros, com documentos autênticos e disfarces bem construídos, antes de seguirem para missões nos Estados Unidos, Europa ou Oriente Médio.

A operação começou a ser desmantelada após a prisão de Sergey Cherkasov, que usava a identidade de Victor Muller Ferreira e tentou estagiar no Tribunal Penal Internacional. A Polícia Federal brasileira, com apoio de serviços como a CIA, passou a investigar “fantasmas”: pessoas com documentos brasileiros legítimos, mas sem histórico de vida no país.

A investigação, chamada Operação Leste, identificou ao menos nove agentes russos com identidades brasileiras falsas. Os espiões montavam negócios, faziam amigos, viviam relacionamentos e se integravam à sociedade, tornando suas coberturas difíceis de detectar. Entre os casos, destaca-se Artem Shmyrev, que vivia no Rio como Gerhard Daniel Campos Wittich e fundou uma empresa de impressão 3D.

A partir da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, aumentou a cooperação internacional para combater a espionagem russa. A ação brasileira desmontou parte significativa da rede, com prisões, fugas e agentes desmascarados, em uma resposta inédita à presença da inteligência russa no país.

Resumo em pontos:

  • Objetivo da operação russa: criar identidades brasileiras legítimas para espiões operarem no Ocidente.
  • Estratégia: obtenção de certidões de nascimento autênticas, mas com dados falsos.
  • Investigação: conduzida pela Polícia Federal brasileira, com apoio de serviços de inteligência de países aliados.
  • Resultado: desmantelamento de uma célula de espiões russos; ao menos dois presos, outros fugiram.
  • Impacto: a operação expôs a vulnerabilidade do sistema brasileiro de registro civil e marcou uma rara vitória ocidental contra os “ilegais” da Rússia.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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9 Comentários
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  1. AMBAR

    21 de maio de 2025 1:19 pm

    Er, pra que a Rússia precisa nos espionar?

  2. Roberto

    21 de maio de 2025 1:22 pm

    Não entendi no início o texto afirma que os supostos agentes viviam no país. No parágrafo sequinte diz exatamente o contrário e no final confirma o que foi declarado no início?

    1. Fábio de Oliveira Ribeiro

      22 de maio de 2025 8:38 pm

      No Brasil o cara que visita um apartamento é considerado proprietário dele. Pior, se for petista ele será tratado como corrupto porque o apartamento foi pagamento por vantagens políticas inespecificas que ele presumivelmente deu em troca. Se aprender forró o gringo é turista, mas o russo que faz isso e toma caipirinha é espião.😂😂

  3. J. Alberto

    21 de maio de 2025 3:36 pm

    Prezado Nassif, sinceramente não sei o que pensar deste episódio. Só sei que os EUA ganharam mais um motivo para desconfiar do Brasil, e que essa cooperação CIA+PF não contribui para a boa relação dos BRICS.
    O que será do nosso Brasil em meio a esse confronto velado entre potências? Apenas mais um teatro de batalha? Um local no qual não se debate se a guerra o reduzirá a um terreno baldio, mas quando?
    Chegou a hora de arcar com as consequências da estrutura militar e de inteligência que temos, que pouco sentido existencial acumulou desde a Guerra do Paraguai, e que nem um pouco se preparou para este tipo de cenário.

  4. fabricio coyote

    21 de maio de 2025 4:52 pm

    como comentei aqui

    https://jornalggn.com.br/agencia-xeque/o-jornalismo-de-irrelevancias-e-o-episodio-janja-tik-tok/

    a rede globo tem seus espiões disfarçados de fonte

  5. Ralph

    23 de maio de 2025 4:12 pm

    Apenas lembrando que espiões russos não precisam necessariamente estar a serviço de seu próprio país ou apoiando Putin. Dentro da própria Rússia existem milhares de russos mamelucos e quinta colunas a soldo das CIA ou MI6 ou Mossad da vida.

  6. ORLANDO FOGAÇA FILHO

    25 de maio de 2025 4:52 am

    https://youtu.be/EO16zuD0jXM?si=PGTBui_L9v_d3mgv

  7. emerson57

    25 de maio de 2025 2:03 pm

    Nos espiões americanos NÃO VAI NADA?

  8. Carlos Augusto De Bonis Cruz

    27 de maio de 2025 5:46 am

    As agências estadunidenses espionam, subvertem, dão golpe, corrompem, tem sede e endereço no Brasil, são visitadas por procurador, juiz, presidente, vice presidente, … e o problema são os russos. Kkkkkkk

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