10 de junho de 2026

A reação cautelosa ao limbo tributário nos EUA

Ameaça de tarifação elevada por Trump foi questionada depois que corte federal bloqueou cobrança divulgada no início de abril
Foto de Towfiqu barbhuiya via pexels.com

A ameaça feita pelo governo de Donald Trump em impor tarifas de 50% à União Europeia e percentuais elevados a outros parceiros comerciais foi colocada em xeque depois que juízes federais bloquearam a cobrança de diversas taxas.

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A decisão proferida pelo Tribunal de Comércio Internacional dos EUA foi recebida com cautela tanto por especialistas em comércio como por parceiros comerciais norte-americanos.

A sentença bloqueia (pelo menos temporariamente) diversas tarifas decretadas por Washington sobre diversos parceiros comerciais após anúncio efetuado no início de abril.

Agora, tais tarifas estão fixadas em 10%, mas devem aumentar para níveis mais altos, que variam de acordo com o país, no início de julho, após uma “pausa” de 90 dias que o governo Trump decretou para permitir as negociações.

Reportagem do jornal The New York Times destaca que o governo já recorreu da decisão e conseguiu manter as tarifas cobradas nos patamares atuais.

Por conta disso, pode-se dizer que a decisão tomada pelo tribunal de comércio ofereceu “uma chance frágil de alívio” para mercados como Austrália, Grã-Bretanha, Canadá, União Europeia e Índia, mas o caos tributário não parou.

Assessores de Trump dizem que uma decisão desfavorável poderia enfraquecer o poder de negociação do governo – vale lembrar que as tarifas mais altas têm sido usadas como instrumento de barganha em negociações comerciais.

Não se sabe ao certo se o governo encontraria algum tipo de mecanismo para contornar a decisão judicial, que pode desencadear um longo período de negociações entre os EUA e seus parceiros comerciais afetados.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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