10 de junho de 2026

Senado americano deixa sua marca no megapacote fiscal de Trump

Redução de tributos para empresas se torna permanente; Medicaid e programas de energia limpa sofrem mais cortes
Plenário do Senado dos Estados Unidos. Foto: Wikipedia

O Senado norte-americano não apenas aprovou o pacote fiscal proposto pelo presidente Donald Trump, como decidiu tomar permanente uma série de cortes de tributos para empresas

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Segundo o site Politico, a decisão dos senadores de ‘afiar’ ainda mais o pacote fiscal faz com que o coração da agenda legislativa de Trump seja ‘mais explosivo politicamente’.

Entre outros pontos, o programa de saúde pública Medicaid sofreu cortes ainda maiores; créditos fiscais de energia eólica e solar foram reduzidos e ampliaram o déficit em centenas de bilhões de dólares na comparação com a proposta enviada pela Câmara dos Representantes.

O pacote foi aprovado por 51 votos a 50, e os ajustes levaram senadores republicanos a fazer algumas explicações aos parlamentares republicanos da Câmara, que já começaram a recuar no projeto de lei remodelado – em especial os chamados moderados, que contavam com o Senado para diluir a redução do Medicaid e das questões ligadas a energia limpa.

No caso do Medicaid, a Câmara dos Representantes chegou a uma proposta que limitava os encargos sobre prestadores de serviços médicos, um mecanismo usado para o financiamento de programas estaduais. Tal medida foi considerada melhor que outras opções colocadas, como o corte direto na fórmula de compartilhamento de custos federais para inscritos no Medicaid.

As regras do Orçamento aprovado no Senado também indicam que alguns cortes de gastos da Câmara tiveram que ser reduzidos ou totalmente abandonados.

Assim, os políticos tiveram de encontrar compensações em outros lugares — especialmente considerando o custo de US$ 466 bilhões em isenção tributária para empresas, em detrimento da extensão do corte até 2029, como foi feito na Câmara.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    2 de julho de 2025 7:44 am

    Esses $enadores estão lascados. O Elon Mu$k vai defenestrá-los do poder, pois ele usa seus princípio$ para entrar e para sair do gunverno.

  2. Rui Ribeiro

    2 de julho de 2025 7:52 am

    Corte de impostos vai resultar na redução da arrecadação, que aumentará o déficit fiscal, obrigando o país a tomar mais dinheiro emprestado, sendo necessário a elevação da taxa de juros para atrair financiadores, o que aumentará a dívida pública. Do contrário, a infra-estrutura dos EUA será arruinada universalmente em pouco tempo.
    Quanto mais os EUA tentam sair da fossa, mais submergem nas suas próprias fezes.

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