21 de maio de 2026

Como os aliados de Jair Bolsonaro estão reagindo à iminente prisão de seu líder?

Anistia a toque de caixa, impeachment de Moraes e manifestação na véspera da volta do Legislativo. Confira o que preparam os bolsonaristas.
Foto: Reprodução gravação redes sociais/Instagram

A prisão iminente de Jair Bolsonaro vem acendido o alerta para formas de reação e até tentativas de evitar que isso aconteça entre os apoiadores no Congresso e nas ruas. Em duas frentes, os parlamentares acreditam que o projeto de lei de anistia aos golpistas de 8 de janeiro poderá salvar Bolsonaro da prisão e, entre os seguidores, mobilizações nas ruas estão previstas.

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Na primeira frente, parlamentares da base bolsonarista articulam uma ofensiva legislativa para responder ao avanço das investigações e ao risco da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para isso, declararam prioridade máxima na votação do projeto de lei que concede anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Se aprovada, a lei será usada para perdoar os crimes dos apoiadores acusados de tentativa de golpe e do próprio líder político.

“Quando retornar o trabalho legislativo, nós temos como pauta nosso item número 1: não abriremos mão, na Câmara nem no Senado, de pautarmos anistia dos presos políticos do 8 de janeiro”, afirmou o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), logo após o ato de manifesto de Bolsonaro com aliados na Câmara, usando tornozeleira eletrônica.

A volta dos trabalhos legislativos ocorre no dia 4 de agosto. Mas antes mesmo do retorno oficial, bolsonaristas do Congresso já pressionam e entram com medidas para aprovar a anistia. Nesta segunda (21), a deputada Caroline De Toni (PL-SC) pediu uma sessão virtual extraordinária, em meio às férias, para votar o texto.

A deputada pediu no requerimento que sejam votados de forma urgente, no meio do recesso parlamentar, a anistia ao 8 de janeiro e um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.

Moraes, por sua vez, já ressaltou que a aprovação de uma eventual anistia aos acusados de tentativa de golpe de Estado é inconstitucional. A afirmação foi feita publicamente e também na própria decisão de colocar tornozeleira eletrônica em Bolsonaro, ao argumentar a tentativa de Bolsonaro de impedir as investigações contra ele.

“[Jair Bolsonaro] pretende, tanto por declarações e publicações, quanto por meio de induzimento, instigação e auxílio – inclusive financeiro — a Eduardo Nantes Bolsonaro — o espúrio término da análise de sua responsabilidade penal, seja por meio de uma inexistente possibilidade de arquivamento sumário, seja pela aprovação de uma inconstitucional anistia.”

Além disso, bolsonaristas articulam atos de rua. O próprio líder da Câmara, Sóstenes afirmou que o primeiro ato já tem data, caso Jair Bolsonaro não seja preso antes: o primeiro domingo de agosto, dia 3, véspera da volta da atividade legislativa.

O ato funcionaria para pressionar a votação da agenda da extrema-direita na Casa, incluindo a anistia e impeachment contra Moraes.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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5 Comentários
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  1. Carlos

    22 de julho de 2025 1:07 pm

    Após a prisão do rato, esperamos investigações sérias sobre esta turma acoitada neste partido, PL, e que a todo momento tenta corroer o processo legal.
    Cara, nada deste “partido” visa o país. Desde o início de seus mandatos promovem dados fakes, apoiam ações contra o Brasil e tentam livrar bandidos já condenados e outros em vias de condenação.

    1. Manoel Batista Correia

      23 de julho de 2025 4:50 pm

      Falou tudo Carlos.
      Este bando no congresso são uns jurássico podres que só querem se dar bem.
      O tal do Sóstenes, incompetente e nem sabe pra que serve um deputado ou senador, só quer fazer ruído, e em vez de pensar em leis para beneficio do povo já quer pautar anistia para vagais.

  2. Bernardo

    22 de julho de 2025 3:16 pm

    Os delinquentes e meliantes do PL; esse partido que se diz liberal, mas tem a cara de um movimento nacional italiano ou PNS alemão, é uma praga na política nacional e precisa ser investigado pelo TSE porque há suspeitas de usos indevido do fundo partidário em benefício do ex presidente e de sua família. Também merece investigação o picareta da religião que detém uma igreja e dita os discursos do ex-presidente ( vejam o Apocalipse dos Trópicos). Os mentores das ações de deputados e senadores desse partido são os senhores chefes e donos do partido e da igreja. Ontem o inelegível voltou a dizer que só deve satisfação a Deus e a mais ninguém, cometendo dois crimes: um contra o STF e outro contra Deus pela blasfêmia. O fato é que as ações desses salafrários têm que ser contidas e logo. O Brasil precisa de um ar respirável e a prisão dos golpistas e a extirpação desse mal chamado PL são essenciais.

  3. Margarida Barros

    23 de julho de 2025 2:03 pm

    Faço minhas as palavras de Bernardo.

  4. Manoel Batista Correia

    23 de julho de 2025 4:54 pm

    Se as pessoas que tem um minimo de consciencia neste País não tomar cuidado, teremos a partir de 2027 uma teocracia fundamentalista e facista com este bando de hipócritas que se dizem cristãos, fora direitos fundamentais como saúde, educação, previdencia, sanemento, meio ambiente que serão todos extripados.
    Fiquemos atentos.

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