
A possível nomeação de Eduardo Bolsonaro para um cargo no governo do Rio de Janeiro reacendeu o debate sobre a cassação do mandato do deputado federal eleito pelo PL de São Paulo, que permanece nos Estados Unidos em meio a investigações que também podem atingir seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ideia de nomear Eduardo Bolsonaro para uma secretaria estadual partiu do próprio governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro. Essa manobra poderia evitar eventuais consequências da perda de mandato como deputado por abandono de função, já que a licença parlamentar de 120 dias expirou recentemente.
“Querem financiar com dinheiro público do Rio de Janeiro a conspiração nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro poderia virar uma espécie de ‘embaixador’ informal do Estado nos EUA, uma paradiplomacia golpista”, ironizou o cientista político Claudio Couto durante o programa Política na Veia [confira abaixo].
A estratégia não seguiu adiante pois Castro foi alertado por um magistrado de um tribunal superior sobre os riscos de tal manobra, que poderia ser vista como uma afronta ao STF (Supremo Tribunal Federal), como aponta a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo.
Na visão de Couto, “Cláudio Castro reforça o rol dos traidores da pátria em prol da família Bolsonaro, do golpismo e da sua impunidade. Trai o próprio país e, nesse caso, trai também o seu estado, a sua unidade federativa”.
Outros governadores bolsonaristas cogitaram oferecer cargos a Eduardo Bolsonaro – dentre eles Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Jorginho Mello (SC) mas, segundo Couto, foi Cláudio Castro quem se adiantou. “Ele se coloca como o primeiro dos quinta-colunas, mostrando o calibre dos políticos que temos”.

Na visão de Couto, Eduardo Bolsonaro deve ser cassado por ser um traidor do seu próprio país, “patrocinando penalizações ao Brasil quando estava nos Estados Unidos. Se isso não é quebra de decoro parlamentar, é difícil imaginar o que seja”.
As críticas contra o deputado federal ganharam força por conta da repercussão de suas falas nas redes sociais, onde afirma preferir vero Brasil como uma “terra arrasada” caso as tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, afetem a economia e o Supremo Tribunal Federal (STF). “Se houver um cenário de terra arrasada, pelo menos eu estarei vingado”, disse Eduardo.
Desestabilização global e o papel do bolsonarismo
O programa também discutiu o impacto dos ataques de Donald Trump ao Brasil e a reação do governo Lula, além do alinhamento da família Bolsonaro à agenda norte-americana.
“O clã Bolsonaro está tentando uma nova forma de dar o golpe que não conseguiram em 2022. É uma tentativa de golpe 2.0”, avaliou o jornalista Sérgio Lírio.
Dentro desse contexto, as medidas do ministro Alexandre de Moraes contra ações antidemocráticas foram vistas como um ponto de resistência.
Para o jornalista Luís Nassif, essas ações “criaram, mesmo que temporariamente, um sentimento de nacionalismo que protege o país. Mas sem uma articulação mais ampla, há risco de erosão desse apoio”.
Na visão de Claudio Couto, a crise provocada pela política de Trump pode ter efeitos positivos no longo prazo.
“Ele (Trump) está produzindo uma redução ainda maior do papel dos Estados Unidos em nível global. A médio e longo prazo, isso pode levar a uma reorganização econômica internacional, criando alternativas ao vínculo com a economia americana”.
Ouça o podcast completo aqui:
EDUARDO T S PEREIRA
24 de julho de 2025 9:03 amCastro fez proposta depois que viu que o Bozo vai apoiar outro candidato pro Senado ano que vem.
Ta tentando usar o Rio pra garantir uma vaga numa disputa que vou batalhar muito pra não acontecer.
2 Romarios no senado o rio e o Brasil não merecem,
Rui Ribeiro
24 de julho de 2025 7:23 pmHaddad implorou à familícia bostonara que saia do caminho das negociações entre Brasil e EUA. Flávio Bostonaro sinaliza que a Familícia não sairá do caminho, pius quanto pior para o Brasil, tanto melhor para a Familícia