O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (28) que vai criar uma convenção ultra especial para levantar as riquezas minerais no solo brasileiro, a fim de explorá-las para financiar o desenvolvimento do país.
A declaração foi feita durante a inauguração da usina a gás natural em São João da Barra, no Rio de Janeiro, em resposta à afirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que na última semana impôs a exploração das terras raras como condição para negociar o tarifaço imposto ao Brasil.
“Eu fico sabendo que os EUA vão ajudar a Ucrânia, mas ele [Trump] está querendo ter privilégio nos minerais críticos da Ucrânia. Esses dias eu li uma matéria de que os EUA têm interesse nos minerais críticos do Brasil. Eu nem conheço esse mineral, ele já é crítico? Eu vou pegar ele para mim. Por que eu vou deixar para outro pegar?”, pontuou o chefe de Estado.
Governo federal vai mapear 70% do território brasileiro ainda não pesquisado, a fim de encontrar novos minérios que possam financiar o desenvolvimento do país.
No entanto, as empresas contratadas para realizar tal levantamento serão monitoradas pelo Planalto. “Para garantir que aquilo que é nosso possa gerar riqueza, para que esse país deixe de ser um país eternamente em desenvolvimento”, completou Lula.
Tarifaço
O presidente voltou a criticar ainda a gestão bolsonarista, que colocou o Brasil no obscurantismo e comprometeu a credibilidade do Brasil no exterior.
Lula voltou a ironizar ainda o patriotismo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), investigado por tentativa de golpe de Estado entre outros crimes.
“O pai dele não merece o sacrifício do povo brasileiro. E ele não vai ser julgado pelo governo, vai ser julgado pela Justiça”, afirmou o petista, uma vez que a suposta perseguição política a Jair Bolsonaro teria sido uma das questões que influenciou a decisão de Trump em taxar os produtos importados brasileiros em 50%.
Durante a crítica, Lula lamentou a imposição do presidente norte-americano, que deve entrar em vigor na próxima sexta-feira 1º e é a mais alta em comparação aos demais parceiros comerciais dos EUA.
Antes do tarifaço, ambos os países tinham uma relação comercial e diplomática de 201 anos, descrita por Lula como “muito acertada e muito séria”.
“Espero que o presidente dos EUA reflita sobre a importância do Brasil. Nós vamos fazer aquilo que no mundo civilizado a gente faz: tem divergência? Tem. Senta em uma mesa, coloca as divergências de lado e vamos tentar resolver. E não de forma abrupta, individual, tomar a decisão de que vai taxar o Brasil em 50%”, ressaltou Lula.
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28 de julho de 2025 5:50 pmE esse governo de m”RDA não fez isso ainda?
O que é isso, meu Zeus????
Daqui uns 45 anos, quando os EUA ou a China tiverem sugado tudo, aí vamos saber o que perdemos…talvez…