6 de junho de 2026

I – Começa a grande batalha nacional contra Trump, por Luís Nassif

O ponto central é a opinião pública sendo informada de cada passo, das consequências, dos avanços, dos retrocessos, das vitórias e mercado.
Reprodução

O governo está montando um plano de contingência para enfrentar a tarifa de 50% imposta por Donald Trump.

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Trata-se de uma jogada política de Trump, visando a desestabilização do governo. Nas próximas semanas haverá um aumento ainda maior da vira-latice nacional, através de mensagens nas redes sociais criticando a suposta intransigência do governo Lula.

Daí a importância do governo manter a nação mobilizada para enfrentar a primeira etapa da crise e as que virão em seguida. → Você também pode participar deste debate junto ao Projeto Brasil no Fórum “Taxação dos EUA”, acesse aqui.

Um plano de contingência é dividido em temas e já devem estar trabalhando:

  1. Grupo de Análise e Inteligência Comercial, para monitorar de perto a política comercial dos EUA, analisar declarações e ações do governo norte-americano e prever possíveis cenários.
  2. Grupo de Negociação e Diplomacia, identificando interlocutores-chave no governo e em grupos de interesse dos EUA. E também articular as ações nas embaixadas.
  3. Grupo de Impacto Econômico e Setorial, com avaliação detalhada dos impactos das tarifas sobre a economia nacional e os setores mais afetados, propondo medidas de apoio.
  4. Grupo de Estratégia Jurídica e Regulatória, analisando as implicações legais das tarifas e buscando mecanismos de defesa no âmbito da Organização Mundial do Comércio.
  5. Grupo de diversificação de Mercados e Produtos, sob responsabilidade da Apex (Agência de Promoção das Exportações).
  6. Grupo de Comunicação Estratégica, o grupo síntese de todos os demais, definindo a estratégia de comunicação para o público interno e externo.

Esse é o ponto central, a opinião pública sendo informada de cada passo, das consequências, dos avanços, dos retrocessos, de cada pequena vitória, diversificação de mercado etc.

Aliás, houvesse mais atrevimento, esse grupo deveria se articular com grupos de interesse nos Estados Unidos, afetados pela truculência de Trump, e organizar manifestações nas redes sociais norte-americanas, recorrendo a artistas e influenciadores simpáticos à causa do multilateralismo e da tolerância. E divulgando o soft power brasileiro, a busca do entendimento, em oposição ao individualismo selvagem de Trump.

Indústria automobilística

Espera-se que a bem vinda aproximação com a China não leve o governo Lula à loucura de isentar de imposto de importação as peças que virão da China para a montagem, em SKD, dos automóveis da BYD no Brasil. Empresa amiga mesmo é aquela que investe na fabricação de veículos no país e privilegia a formação de uma cadeia de autopeças com empresas brasileiras. É o que a BYD está prometendo.

Aliás, o que o governo deveria fazer seria criar incentivos fiscais progressivos, amarrados à formação de uma nova indústria de autopeças nacional.

Leia também:

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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9 Comentários
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  1. Giselle Ferreira de Britto

    29 de julho de 2025 6:41 am

    Q batalha? Celso Amorim , o governo e as elites já decidiram tudo! Take or Take! Está é a resposta deles!
    Bando de covardes, arregões! Pífio! Dá nojo!

  2. OCTAVIO CALONGE TORRELBA

    29 de julho de 2025 7:37 am

    A única saída para o Lula seria dar um golpe (coisa que ele nunca daria) Mas se para acabar com a pressão o governo tivesse que tirar o Moraes não seria só intervindo no judiciario?

  3. JotaDoBrasiiilL

    29 de julho de 2025 9:06 am

    Pra mim não existe pânico e sim OPORTUNIDADE,é preciso respirar fundo e segurar a onda,precisaremos substituir os setores estrangeiros na economia por setores nacionais com o grande poder e peso do Estado brasileiro visto q somos CHANTAGEADOS POR BANDIDOS ,estas pessoas POBRES de Espírito e ESFOMEADAS por poder e dinheiro!!!

    1. SchwartzAaron

      29 de julho de 2025 6:05 pm

      Vdd Jota,não queria estar na pele do Thuamp,o peso da decadência dos euaaa tá nas costas dele do tamanho de um planeta inteiro e pior muitos lá torcendo contra igual aqui no Brasil,vão jogar tudo no colo do Thuamp igual tentaram fazet com lula no Brasil dai Thuamp ser esta metralhadora giratória,TÁ LUTANDO PELO SEU PAÍS,qq um q polariza com Lula se dá bem mas perde,Lula serve como se fosse uma ESCADA pra pessoa subir é incrível isto !!!

  4. EDUARDO T S PEREIRA

    29 de julho de 2025 9:24 am

    Copo meio cheio: Exportador que se restringiu a 1 mercado só, vai redescobrir que também existe o mercado interno.

    Copo meio vazio : O Exportador , politicamente alinhado com o bolsonarismo suicida, não vai fazer isso e continuar pondo a culpa no Lula.

    Vender aqui, ia aumentar a oferta e diminuir a inflação e ajudar o Governo e o Povo, então não pode ser feito.

  5. Carioca

    29 de julho de 2025 10:13 am

    O que falta ao governo ELEITO do país ir para as redes sociais, imprensa, canais e informar a população da tribo de que existe um governo ELEITO, e CONGRESSO idem, e que um (ex?)deputado federal. eleito pelo mesmo sistema, pago com o dinheiro do erário da nação, alardear claramente que TUDO FARÁ para atrapalhar as negociações ?

    Sinal claro de fraqueza ? de que sucumbiu ?

  6. Rui Ribeiro

    29 de julho de 2025 12:17 pm

    Vira-latice ou vira-latismo?

    “É papel nosso, dos ministros, azeitar os canais, para que a conversa, quando ocorrer, seja mais dignificante e edificante possível. não seja uma coisa, como aconteceu, vocês presenciaram varias conversas que não foram respeitosas. Tem de haver uma preparação antes para que seja uma coisa respeitosa, para que os dois povos se sintam valorizados à mesa de negociação. Não haja um sentimento de vira-latismo, de subordinação. Preparar isso é respeito ao povo brasileiro”. – Haddad

    “Trata-se de uma jogada política de Trump, visando a desestabilização do governo. Nas próximas semanas haverá um aumento ainda maior da vira-latice nacional, através de mensagens nas redes sociais criticando a suposta intransigência do governo Lula”. Nassif

  7. jsfilho

    29 de julho de 2025 3:05 pm

    Será preciso disseminar um amplo, profundo e contundente sentimento anti-imperialista (ou melhor, anti-EUA, personificado no Trump) na sociedade brasileira. Por hora, é a nossa única arma.

    bananasnews.noblogs.org

  8. Victor Lima

    29 de julho de 2025 8:32 pm

    Um país com quase 220 milhões de habitantes, recursos naturais e energia, clima diversificado que permite cultivar de tudo até com mais de uma safra anual, um sistema bancário desenvolvido e um mercado interno que é acusado de pressionar a inflação por demanda, que mais precisamos para dar as costas a esse endemoniado do Trump que não sabe bem o que quer, além de ganhar muito dinheiro com informações privilegiadas? O arregão mor já quer liberar o cafezinho dos americanos das tarifas, quem sabe o suquinho de laranja e as bolachas? Janja é que tem razão: F*ck you Trump”

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