A Pílula Musical, série do GGN que celebra grandes nomes da música brasileira, dedica a edição desta quarta-feira (30) a Egberto Gismonti, considerado um dos maiores compositores e multi-instrumentistas do país. Com uma carreira que une o erudito, o popular e as raízes indígenas, Gismonti é lembrado pela originalidade e sensibilidade.

Nascido em Carmo (RJ) em 1947, Egberto Gismonti Amin vem de uma família musical com raízes libanesa e italiana. Iniciou seus estudos ainda criança, aprendendo piano, violão, flauta e clarinete. Em 1969, foi para a França aperfeiçoar-se em música contemporânea com mestres como Nadia Boulanger e Jean Barraqué, lançando seu disco de estreia no mesmo ano.
Durante os anos 1970, Gismonti se dedicou à música instrumental, com especial interesse pelo choro, explorando o violão de oito cordas, sintetizadores e o folclore brasileiro. Seu interesse o levou a viver temporariamente entre os indígenas Iaualapitis no Alto Xingu, incorporando essas influências em suas composições.
Reconhecido pela revista Rolling Stone Brasil como um dos 30 maiores ícones brasileiros da guitarra e do violão, ele colaborou com grandes nomes como Naná Vasconcelos, Charlie Haden, Hermeto Paschoal, entre outros. Entre 1977 e 1993, gravou quinze álbuns para o selo alemão ECM e é um dos músicos brasileiros que detêm o controle total sobre seu acervo, por meio do selo Carmo.
Entre suas muitas obras, está a canção “Palhaço”. A interpretação ao vivo no Especial TV Manchete de 1987 é um convite para mergulhar na musicalidade ímpar de Gismonti:
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