5 de junho de 2026

EUA oferece US$ 50 milhões pela prisão de Nicolas Maduro

Departamento de Estado diz que presidente da Venezuela “lidera cartel que envia drogas para o país há uma década”
Nicolas Maduro, presidente da Venezuela. Foto: RS/Fotos Públicas

O governo dos Estados Unidos dobrou para US$ 50 milhões a recompensa oferecida por informações que levem à captura do presidente da Venezuela Nicolás Maduro.

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A decisão representa uma ampliação significativa em relação à recompensa anterior de US$ 25 milhões, que já tinha sido ampliada em janeiro de 2025 em meio à posse de Maduro para um terceiro mandato à frente da Venezuela.

“Por mais de uma década, Maduro lidera o Cartel de los Soles, que é responsável pelo tráfico de drogas para os Estados Unidos. Em 25 de julho de 2025, o Departamento do Tesouro norte-americano designou o Cartel de Los Soles como um Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT)”, diz nota oficial do Departamento de Estado, assinada pelo secretário Marco Rubio.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a procuradora-geral Pam Bondi acusa Maduro de ter ligações com organizações criminosas como o Cartel de los Soles, o Tren de Aragua da Venezuela, e o cartel mexicano de Sinaloa “para levar drogas mortais e violência ao nosso país”.

“Desde 2020, Maduro estrangulou a democracia e assumiu o poder na Venezuela. Maduro afirmou ter vencido a eleição presidencial da Venezuela em 28 de julho de 2024, mas não apresentou nenhuma evidência de que ele havia prevalecido. Os Estados Unidos se recusaram a reconhecer Maduro como o vencedor das eleições de 2024 e não o reconhecem como presidente da Venezuela”, ressalta a nota do Departamento de Estado.

O governo venezuelano, por sua vez, rejeita as acusações, classificando o aumento da recompensa como uma operação de propaganda política e um “disfarce ridículo”. O ministro das Relações Exteriores da Venezuela afirmou que a dignidade do país “não está à venda” e criticou a iniciativa como parte de um espetáculo midiático para apoiar grupos políticos derrotados na Venezuela.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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