
O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que o atual governo de Donald Trump representa “algo totalmente novo” na política externa dos EUA, voltado a desmontar o multilateralismo, redesenhar o mundo em blocos regionais e relegar a América Latina — especialmente o Brasil — à condição de “seu quintal”.
“Eles querem considerar a América Latina e a América do Sul, e o Brasil, em particular, como parte do seu quintal. Mas isso nós não vamos aceitar”, disse no programa Roda Viva desta segunda (11).
Amorim acrescentou que, sob Trump, Washington abandonou definitivamente a diplomacia, passou a apoiar abertamente a extrema-direita global e intensificou os ataques a governos progressistas.

REEDIÇÃO DA DOUTRINA MONROE
Durante o programa, o embaixador avaliou que os Estados Unidos ensaiam a reedição da Doutrina Monroe — base histórica do imperialismo norte-americano, marcado pelo domínio territorial, econômico e militar sobre a região.
Para isso, recorrem a tarifas comerciais e instrumentos como a Lei Magnitsky para pressionar governos progressistas e punir quem desafia sua hegemonia — estratégia que, depois do Brasil, já mira Colômbia e México, numa tentativa de recolocar Washington como potência dominante no continente.
Amorim ponderou que, embora os EUA sigam como uma economia com forte poder militar, o cenário atual é outro. “Se essas tarifas fossem aplicadas há 25 anos, fariam um estrago. Hoje incomodam, e teremos que tomar medidas de proteção e compensação”, afirmou, citando que tais ações estão sendo encaminhadas pelo presidente Lula e pelo vice, Geraldo Alckmin.
NOVA INDEPENDÊNCIA
Para enfrentar a ofensiva, Amorim defendeu duas frentes: diversificação de mercados e fortalecimento da integração regional. “A diversificação é o novo nome da independência”, disse, lembrando que o Brasil deve aprofundar laços com o México, que em breve receberá uma delegação de empresários liderada por Alckmin.
O chanceler também ressaltou a importância de ampliar relações com China, Índia, União Europeia, África e parceiros asiáticos como a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), para reduzir vulnerabilidades, fortalecer a autonomia do Brasil e evitar a lógica da dependência.
“A época da autossuficiência e do protecionismo absoluto não existe mais. Mas, para não sermos quintal de ninguém, temos que diversificar nossos parceiros”, completou.
ENCONTRO NA ONU FORA DOS PLANOS
Sobre um possível encontro entre Lula e Trump durante a Assembleia-Geral da ONU, marcada para setembro em Nova York, Amorim disse que não está nos planos, embora não descarte totalmente a hipótese caso surjam gestos que justifiquem a aproximação.
“O Brasil, por tradição, é o primeiro orador na Assembleia-Geral, e os Estados Unidos são o segundo. [Lula e Trump] podem se encontrar, podem não se encontrar. Eu acho que o presidente Lula será sempre cortês porque é da natureza dele. Agora, hoje, não creio que esteja nos planos pedir um encontro”, afirmou.
Leia também:
Rui Ribeiro
12 de agosto de 2025 9:35 pmO Brasil tem que seguir seu curso e deixar o amarelão latir
Rui Ribeiro
13 de agosto de 2025 6:23 am“Domo de Ouro’, sistema antimísseis que Trump quer desenvolver, contará com 4 camadas de satélites e mísseis terrestres”
Será que terá uma taxa de sucesso de 17%? Ou de 102%?
Ou é esperar, caso se tenha fôlego, estômago e visão, prá testumhar ocularmente?
Se imagine a bordo de um drone, tentando alvejar um beija-flor em vôo. Estupidez ao cubo
Rui Ribeiro
13 de agosto de 2025 11:29 am“Líderes Europeus se reúnem para tentar convencer Trump a não abandonar a Ucrânia”.
Porque eles não se reúnem igualmente para convencer Trump a não ajudar U$rael a promover a carnificina de Palestinos e a reduzir a Faixa de Gaza a escombros??
Rui Ribeiro
13 de agosto de 2025 11:40 amKd a ligação telefônica do Trump pro Lula?
“Deve existir uma estrela, um caminho que leve até você a minha voz
Cuidado, Meu Amor, eu preciso lhe avisar, esse mundo está tramando contra nós
Meu Bem, Meu Bem, ao menos telefone
Pelas ruas da cidade eu vou gritando o seu nome
Meu Bem, Meu Bem, ao menos telefone, pelas ruas da cidade eu vou gritando o seu nome
No rádio, Meu Amor, eu não consigo mais ouvir as canções que eu fiz para você
Eu sei que as manchetes dessa guerra e a distância estão te ajudando a me esquecer
Meu Bem, Meu Bem, ao menos telefone pelas ruas da cidade eu vou gritando o seu nome”
Meu Bem, Ao Menos Telefone, Canção de José Roberto
Tarcísio, liga para o Bananinha lá nos EUA, e pede prá ele deixar de traíragem e colaboracionismo.