5 de junho de 2026

Mediadores pressionam Israel por resposta à nova trégua em Gaza

Egito e Catar apresentam proposta de cessar-fogo de 60 dias com libertação de reféns em etapas; Hamas aceita, e Israel promete se manifestar
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. | Foto: RS via Fotos Públicas
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. | Foto: RS via Fotos Públicas

Mediadores internacionais aguardam nesta terça-feira (19) a posição oficial de Israel sobre a mais recente proposta de cessar-fogo em Gaza, um dia depois de o Hamas ter sinalizado concordância e “disposição para iniciar outro ciclo de negociações para acabar com quase dois anos de guerra”. Nas últimas 22 semanas de tratativas indiretas, duas breves tréguas permitiram trocas de reféns por prisioneiros, mas fracassaram em produzir um acordo duradouro.

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A bola está no campo israelense”, resumiu o chefe da inteligência do Egito, no Cairo, após a entrega formal do documento a Jerusalém. Questionada pela AFP, uma fonte política israelense de alto escalão afirmou que “a posição de Israel não mudou: libertação de todos os reféns e respeito às demais condições definidas para acabar com a guerra”.

Costurada por Egito e Catar, com apoio dos Estados Unidos, a proposta retoma linhas de um plano do enviado americano Steve Witkoff: cessar-fogo de 60 dias e negociações para encerrar a guerra, atrelados à libertação de reféns em duas etapas. “A questão do desarmamento do Hamas será debatida durante o cessar-fogo”, informou a rádio pública israelense Kan.

Do lado palestino, o recado veio por Izzat al Rishq, do comitê político do Hamas: “O Hamas e as (outras) facções esperam (…) que Netanyahu não imponha obstáculos ou barreiras à implementação do acordo”.

O cálculo político em Israel

Benjamin Netanyahu ainda não anunciou posição. Na semana passada, porém, foi taxativo: aceitará apenas um arranjo “no qual todos os reféns sejam libertados de uma só vez” e segundo as suas “condições”. A imprensa israelense aponta que a resposta oficial deve sair “antes do final da semana”.

A pressão interna é intensa. Ministros da ala ultradireitista, como Itamar Ben Gvir (Segurança Nacional), alertam para uma “tragédia” caso o premiê “ceder ao Hamas” e sustentam que Netanyahu “não tem mandato para alcançar um acordo parcial”.

Campo de batalha segue ativo

Enquanto diplomatas tentam fechar a janela de 60 dias sem fogo, a guerra continua. O Exército israelense concentra operações na Cidade de Gaza e em campos de refugiados próximos, com o objetivo declarado de desarticular o Hamas e recuperar todos os sequestrados.

Testemunhas relatam bombardeios no bairro de Zeitoun e presença de blindados nos arredores de Al Sabra. A Defesa Civil de Gaza registrou pelo menos 11 mortos nesta terça-feira, um deles em ataque de drone em Al Sabra.

A escalada começou com o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou 1.219 mortos em Israel, em sua maioria civis, e o sequestro de 251 pessoas, das quais 49 seguem em Gaza, 27 delas já mortas, segundo os militares israelenses. Em resposta, a ofensiva israelense causou mais de 62 mil mortes no território palestino, a maioria civis, conforme o Ministério da Saúde local, números considerados confiáveis pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Com informações da AFP

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Anônimo

    19 de agosto de 2025 3:24 pm

    Não adianta nenhuma trégua neste genocidio principalmente porque israel não respeita nenhuma trégua!!! E porque trégua? Numa guerra uma trégua é bem vinda para as tropas se reabastecerem. Mas nodaso de um genocidio não há o que reabastecer. Qualquer negociação tem que passar pela constituição de um tribunal internacional de julgamento do genocidio para determinar os culpados e penas e a reconstituição de Gaza para os palestinos. Essa proposta deve ser submetida à aprovação dos países que reconhecendo a palestina e encampada também pelo hamas!!!

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