10 de junho de 2026

Governo federal retoma estoques de arroz após 11 anos

País terá maior safra de sua história neste ano, segundo presidente da Conab; recomposição favorece produtor e garante alimento ao consumidor
Foto de Pierre Bamin na Unsplash

O governo federal oficializou nesta sexta-feira (22/08) a retomada da formação de estoques públicos de arroz após 11 anos.

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O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, lembra que, no governo passado, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar foi extinto, acabando também com o Plano Safra da Agricultura Familiar.

“Não teve mais juros subsidiados para produzir comida para o nosso mercado interno, muitos pequenos agricultores que trabalham de uma forma diversificada acabaram migrando para a monocultura de exportação”.

Em evento realizado no Rio Grande do Sul, o produtor entregou à Conab 540 toneladas do grão. O volume será armazenado na rede credenciada pela companhia e reforçará os estoques públicos.

“Quando a gente compra os produtos para formar estoques públicos é porque o mercado está pagando um preço muito baixo para os produtores”, explica Edegar Pretto.

“Então a gente compra, paga um preço melhor, garante a renda, garante o lucro para quem bota na mesa o que é essencial para a nossa vida, que é o alimento. E, por outro lado, em a Conab tendo produto no seu estoque, a gente tem também uma segurança, uma garantia para quem consome”, ressalta.

Desta forma, no momento em que o produto subir de forma demasiada, o estoque poderá ser usado para equilibrar os preços. “Então é uma política pública que ajuda quem produz, e dá segurança para quem consome ter nas prateleiras dos supermercados um preço justo”, afirma Pretto.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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5 Comentários
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  1. Sérgio Santos

    23 de agosto de 2025 11:48 am

    A questão, ou a perspectiva adequada de observar a importância dessa medida, acho, que é um pouco diferente da apresentada pelo Ministro.
    Entendo que a perspectiva adequada é a de garantir a estabilidade das duas pontas: a do produtor, que produz com a CERTEZA da venda e da margem; e a dos humanos do Brasil, que também terão CERTEZA de que seus salários poderão pagar os preços dos alimentos básicos.
    Né?

  2. Anônimo

    24 de agosto de 2025 8:11 am

    Isso quer dizer que o preço não pode cair. Se o preço estiver muito baixo, significa que está errado, pois precisamos sempre garantir uma boa margem de lucro para os produtores, mantendo-o em um nível que, na prática, o salário mínimo não consegue sustentar

    1. Joao carlos Fontana hanus

      25 de agosto de 2025 12:33 pm

      Tudo que voces fazem e falam, a culpa e do governo passado!!!! Voces ficaram no governo 15 anos e mais 02 total 17 anos no poder! E um cara governou 04!!! Esse cara movimentou a maior economia do pais nesse período!! Aceita que voces nao tem competência para administrar!! E deixa o outro governo passado em paz!

  3. Beatriz Guedes

    25 de agosto de 2025 10:11 am

    Governo responsável !

  4. Paulo

    25 de agosto de 2025 1:01 pm

    Medida correta, parabéns. Estoques reguladores são de suma importância. O que havia feito no governo Bolsonaro, acabar com esses estoques, foi uma aberração.

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