Quando eu era adolescente no Rio de Janeiro, eu via os programas eleitorais e sentia uma certa simpatia pelos candidatos ditos de direita, em especial pelo falecido Artur da Távola. Tanto é verdade que mesmo com pouca idade procurava ler o caderno “Ensaios” publicado toda quarta-feira (salvo engano) no Jornal do Brasil, cujo principal ensaísta era o Artur.
Por anos colecionei estes cadernos. Fui obrigado a despreza-los por falta de espaço e devido às mudanças de endereço que sempre me perseguiram desde cedo. Tal afeição pelo Artur da Távola soava estranho no âmbito familiar. Naquela época, assim como hoje, se espalhava as máximas: “pobre vota em pobre”, “pobre vota na esquerda”, e outras crendices populares plantadas pelos bolchevistas tupiniquins. Mais nada do que vinha da esquerda me soava muito bem. Lembro que certa vez falei para o meu irmão mais velho Alexandre, já falecido, o seguinte: “os candidatos de esquerda não me convencem”. Não foram poucas as críticas que ouvi depois. O Artur da Távola costumava dizer uma coisa que era verdade:
“Frequentemente sou compreendido por quem não me conhece e incompreendido por quem me conhece”.
A vida prega certas coincidências, e numa certa tarde eu estava cumprindo meu labor como Office-boy na Tijuca. Estávamos em ano eleitoral, quando passei em frente ao comitê do PSDB, o Artur era candidato, penso que para Deputado Federal ou para a prefeitura do Rio de Janeiro. Havia várias fotos do Artur coladas na faixada do comitê. Resolvi entrar e pegar algum material de campanha para examinar.
Bem, assim que entrei, notei a presença do Artur conversando com algumas pessoas. Eu, um adolescente, office-boy, cansado por ter percorrido diversas ruas a pé (quem já foi office-boy sabe o que estou falando), ao invés de ir para casa resolvi seguir meu chamamento intuitivo, não imaginava que ele iria se dirigir a mim. Pois, para minha surpresa, assim que eu entrei, ele veio na minha direção, estendeu sua mão e me cumprimentou. Me fez perguntas do tipo: como você está? Qual o seu nome? Já nos conhece? Conhece nossos objetivos para a cidade? Naquele momento não havia câmeras, fotógrafos, televisão… Era só eu e ele. Ali eu suspeitava de que ele seria um bom candidato. Embora a frase abaixo seja do Artur, não parecia reproduzir seu estilo de vida. Não na sua totalidade:
“O mundo e o homem são seletivos. Só querem se identificar, com figuras-modelos, padrões, superdotados porque é difícil suportar qualquer relação sem admiração”.
Artur incentivava o gosto pela boa música, pelos bons livros, pela educação, pela crítica Foi dele importantes alterações nas concessões de emissoras de televisão para permitir a criação de canais vinculados à sociedade civil. Quanta diferença do quadro político dominante e de suas políticas reducionistas e destrutivas, a exemplo do “kit gay”, do “Programa Mais Médicos” que ajuda a escravizar médicos cubanos, e da política externa elogiosa a governos como da Venezuela e de Cuba. Ou ainda as ajudas – via ONG’s – a baderneiros que espalham o terror pelas grandes cidades.
Em 2014 teremos uma nova oportunidade de renovar o quadro político existente. Deus nos ajude a aproveitar.
Anarquista Lúcida
2 de março de 2014 10:43 pmTaí 1 q se confessa reaça desde criancinha…
E depois dizem que nao existe mais direita e esquerda. Basta ler um cara como esse para perceber que existem sim, e, que os céus sejam louvados, sao MUITO DIFERENTES!
Gilberto .
2 de março de 2014 11:46 pmDe alguém que compartilha isto…
Esperar o que? Consultar a razão do astrólogo?
SAUDADES DO MOTTA E DO ANDRE ARAUJO!!!
Mauro Pitanga shared Olavo de Carvalho‘s photo.
5 hours ago #OlavoTemRazão
Anarquista Lúcida
3 de março de 2014 12:01 amAndre Araújo é 1 gentleman perto desse cara
Esse tá mais para Leônidas, Zancheta, aquele outro que é RQualquer Coisa…
Sergio Saraiva
3 de março de 2014 1:31 amCoisas da terra.
“O Brasil é o único Pais em que além de puta gozar, cafetão sentir ciúmes e traficante ser viciado, o pobre é de direita”.
Tim Maia.
Marco André
2 de março de 2014 10:48 pm? (!!!)
? (!!!)
Antonio Carlos Silva - RJ
2 de março de 2014 11:29 pm“…Quanta diferença do
“…Quanta diferença do quadro político dominante e de suas políticas reducionistas e destrutivas, a exemplo do “kit gay”, do “Programa Mais Médicos” que ajuda a escravizar médicos cubanos, e da política externa elogiosa a governos como da Venezuela e de Cuba…”
Realmente, o texto que elogia o falecido amigo do vendilhão Marcello Alencar demonstra que o comentarista é a cara da extrema direita alienada .
Pedro Costa
2 de março de 2014 11:59 pm“Quanta diferença do quadro
“Quanta diferença do quadro político dominante e de suas políticas reducionistas e destrutivas, a exemplo do “kit gay”, do “Programa Mais Médicos” que ajuda a escravizar médicos cubanos, e da política externa elogiosa a governos como da Venezuela e de Cuba. Ou ainda as ajudas – via ONG’s – a baderneiros que espalham o terror pelas grandes cidades. Em 2014 teremos uma nova oportunidade de renovar o quadro político existente. Deus nos ajude a aproveitar.”
Tenha dó, seu Nassif! Esse espaço já foi melhor frequentado. O que o texto desse reaça, um sujeito deslumbrado, tem para merecer um post? Em que contribui para a discussão saudável? Se fosse para, ao menos, fazer apologia dos dotes (?) do jornalista “Artur”, vá lá!
Davi Sensu
3 de março de 2014 12:17 amComovente!
A ignorância e a crendice de braços dados, cabeças erguidas e corações leves.
Realmente me causou grande comoção saber que um candidato foi angariar votos do povão, representado nessa fábula do santíssimo pelo auxiliar administrativo na época ou office boy, como parece preferir o autor. Linda história, aproveitando a conexão (ou o link, pra quem for adepto), recomendo a leitura da carta aberta de um certo prefeito, também tocou meu coração.
Marco St.
3 de março de 2014 12:18 amPelo menos esse aí não
Pelo menos esse aí não esconde que é direitista assumido desde criancinha.
Ao contrário de muitos, que se recusam a sair do armário e se escondem atrás de um manjadíssimo “sou apartidário e sou contra tudo isso que está aí”.
O problema não é ser de direita, o problema é fingir que não é,
Jaime Balbino
3 de março de 2014 12:25 amPuta que pariu! O cara
Puta que pariu! O cara infelizmente jogou fora os escritos do Arthur e agora reserva espaço pro Olavo de Carvalho. Esse é um exemplo de “involução”. Melhor correr no lixo ou na internet para tentar recuperar os antigos textos e assim conseguir fazer uma critica decente no ultimo parágrafo. Essa deve ter envergonhado o mestre admirador do bom estilo.
Jaime Balbino
3 de março de 2014 12:27 amMas folgo em saber que não só
Mas folgo em saber que não só o Lula aperta mão de gente suada. Devevter surpreendido mesmo o moleque. Mas esse donstra não ter aprendido a lição dada.
Jailton
3 de março de 2014 12:42 amFalta assunto
Falta comentarista de domingo no blog?
Nada pior para publicar?
Clever Mendes de Oliveira
3 de março de 2014 1:06 amArtur da Távola, um cara bom de papo capaz de enganar o incauto
Mauro Pitanga,
Como todo tucano, Artur da Távola, tinha uma capacidade muito grande de convencer os mais incautos em uma causa em que ele, Artur da Távola, não acreditava. Como todo bom tucano, mesmo quando se tratava de um tucano com formação de esquerda como no caso de Artur da Távola, ele não aceitava que se permitisse que um povo sem instrução escolhesse um presidente com os poderes de presidente em um regime presidencialista. Para resolver esta dificuldade, eles, os tucanos e Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros inclusive, preferiam defender o parlamentarismo. Para não parecerem feios no filme inventaram o slogan “Governo bom o povo põe, governo ruim o povo tira”. Quando, entretanto, precisavam criticar o presidencialismo o primeiro defeito que eles apresentavam era o fato do presidencialismo conceder muito poder a um presidente. Evitavam, no entanto, dizer que o perigo não era a concessão de poder a um só homem, o perigo era o fato de este um só homem ser resultado do voto de todo brasileiro em que cada brasileiro tendo a cultura de Artur da Távola ou a cultura de um iletrado qualquer tinha o mesmo valor.
Quando Fernando Henrique Cardoso às custas do Plano Real (Ou visto de outro modo, às custas do aumento assustador da dívida pública) elegeu-se presidente da República, os tucanos trataram de aumentar o poder do presidente da República. E pensando mais longe, vendo a probabilidade de ganhar uma reeleição, os tucanos trataram logo de aprovar a emenda da reeleição que é um mecanismo que aumenta ainda mais o poder de um presidente em um regime presidencialista que eles cínica ou hipocritamente diziam combater.
Para azar deles tudo que eles criaram foi utilizado com muito mais maestria pelo homem do povo e inculto Lula. Apropriando até do slogan que acabou virando contra os próprios tucanos, uma vez o povo os defenestrou da cadeira presidencial, tirando assim um governo ruim, os tucanos ficaram sem ter muito o que dizer, ou tendo o que dizer apenas para aqueles sem senso crítico para perceber a hipocrisia.
E que se diga, Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros, apesar de cínico ao não dizer que não confiava na capacidade do povo para eleger um presidente da República, era, assim como os primeiros tucanos, de esquerda, ao contrário dos novos tucanos que são todos da direita.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 02/03/2014
Sergio Saraiva
3 de março de 2014 9:38 amMuito bom
Espero que o Nassif suba este comentário para post.
Seria, contudo, interessante esclarecer que Paulo Alberto Moretzsohn é o próprio Artur.
Celso Carvalho
3 de março de 2014 1:41 amEsse coitado não é de
Esse coitado não é de direita nem de esquerda. É um deslumbrado pelo estilo Caras. Como se dizia há não muito tempo atrás: um bocó de mola.
Jose Saguy Tenorio
3 de março de 2014 1:57 amPitanga!
Pitanga, você não sente saudade do Amaral Neto, João Figueredo, Médici?
Você participou da campanha da família do Bilsonaro?
Pitanga. nascestes Pitanga e morresrás Pitanga, jamais serás uma jaca, uma melancia não tens o dom de crescer. kkkkkkk
nosde
3 de março de 2014 1:57 am“Frequentemente sou
“Frequentemente sou compreendido por quem não me conhece e incompreendido por quem me conhece”. . . . . CLARO, QUEM TE CONHECE QUE TE COMPRE ORAS . . . . .
Gabriel Q Vix
3 de março de 2014 1:59 amUai sô, cade o final do
Uai sô, cade o final do texto?
Eu até me animei a ler, aguardando uma conclusão redentora sobre a direita brasileira de outros tempos, com bons representantes, incentivadores da cultura, etc, blá blá blá…
Mas no final deu preguiça ao autor de explicar a diferença para o “quadro político dominante e de suas políticas reducionistas e destrutivas”.
Depois que terminar o texto publica aí pra gente ler!
Jose Saguy Tenorio
3 de março de 2014 2:17 amÔH, Pitanga!
Esse blog é muito legal, pela pluralidade, Nassif é muito educado além de democrático.
Engraçado que esse pessoal de direta quando querem criticar o comunismo o socialismo mira logo em Cuba.
Já repararam que poucos criticam a China que é tão fechada quanto Cuba, mas como a China agora tem poder econômico… ah a China pode, né?
A Globo diz para os idiotas detestarem e malharem Cuba, Venezuela e eles enfiam o pé na Jaca, sem dó nem piedade e nem param para pensar no que mandaram eles fazerem. kkkkk
A “grande imprensa”, aquela que pertence a apenas seis famílias, disse que a Venezuela não presta, que Cuba é nojenta, pronto, os aloprados saem por aí, repetindo o que donos da imprensa mandaram ele dizer.
ÔH, Pitanga, para pra pensar Pitanga. Pensa por você mesmo Pitanga, pois ainda há tempo Pitanga.
Tenho plena certeza que você não é parente nem da Camila e nem do Antônio Pitanga, né?
Descanse em paz Mauro Pitanga.
Sergio l
3 de março de 2014 2:35 amPéssimo post, no qual
Péssimo post, no qual predomina o abuso do direito universal de ignorar.
O autor ignora quase tudo a respeito do que escreve. Primeiro ignora que o PSDB foi, nas suas origens, um partido social-democrata de centro esquerda, nascido como reação ao fisiologismo e direitismo do então PMDB, onde predominava a figura do Quércia (que curiosamente morreu apoiando a triste candidatura do Serra). Arthur da Távola, um dos seus fundadores, tinha um histórico ligado ao trabalhismo e nacionalismo, tanto que havia sido cassado pela ditadura militar.E, mesmo dentro do PSDB governista pós 1994, Arthur da Távola dificilmente poderia ser rotulado como “de direita”. Não lembro de nenhum pronunciamento seu ou atuação em defesa das privatizações, da desnacionalização, da perseguição aos movimentos sociais, dos juros astronômicos, da recessão e de todo o resto do esculacho neoliberal imposto pelo governo FHC à Nação
Eu admirava o Arthur da Távola por seu programa na TV Senado sobre Música Clássica, também ignorado pelo autor.
Luiz Gonzaga da Silva
3 de março de 2014 2:58 am“Em 2014 teremos uma nova
“Em 2014 teremos uma nova oportunidade de renovar o quadro político existente. Deus nos ajude a aproveitar.”
O artigo não dá nem para comentar de tão ruim, mas concordo com o parágrafo final.
O quadro político começou a se renovar em 2002 com Lula, continuou em 2010 com Dilma e vai continuar com La Rousseff em 2014 . Em 2012 Fernando Haddad deu um sopro de renovação na maior cidade do país. E, se Deus quiser, em 2014 teremos Fernando Pimentel em Minas, Padilha em São Paulo, Gleisi no Paraná e Lindberg no Rio.
Quanto a pitanga, já tivemos safras melhores.
Miguel Zibboni
3 de março de 2014 5:27 amEra o que faltava aqui…
Fã do Raul da Válvula…
Boa sorte, é só puxar.
chico da dilma
3 de março de 2014 10:13 amPitanga…Pitanga…Pitanga..
Pitanga…Pitanga…Pitanga…DEFENDA-SE pitanga! Ou será que és uma quimera pitanga!?
tiao
3 de março de 2014 12:29 pmPitanga pra mim só a
Pitanga pra mim só a Camila.Linda !!!
Antonio Passos
3 de março de 2014 10:04 pmKKKKKK, só rindo. O cara
KKKKKK, só rindo. O cara mistura kit gay, Mais Médicos, Venezuela e Black Blocs. Mas eu não serei táo estupidamente radical como o articulista, eu também apreciava muito o Artur da Távola. Certa vez o vi ao meu lado na primeira fila da Cecília Meireles, pareceu um cara bem simples. Mas uma coisa é o ser humano, outra é o político. Como político ele fazia parte de uma elite que NADA fez pelo Brasil, ou melhor fez, enterrou o país em dívidas, estagnação, atraso, e quase nos conduziu à DÉCIMA QUINTA economia do mundo. Para decepção dos direitinhas, este governo que aí está, comandado segundo o articulista, por homens “que não o convenceram”, nos conduziu à sexta economia do mundo. Pois nem assim eles convencem a direitinha. Eta turminha tacanha !