O francês Alain Resnais, um dos nomes mais importantes do cinema no país, morreu neste sábado (1º) aos 91 anos. O cineasta estava em Paris, “cercado pela família”, anunciou Jean-Louis Livi, produtor de seus últimos filmes.
Conhecido por filmes como “Hiroshima, Meu Amor” (1959), “O Ano Passado em Marienbad” (1961) e “Muriel” (1963), Resnais costuma ser associado ao movimento experimental que ficou conhecido como nouvelle vague na França. Outros de seus filmes, produzidos ao longo de mais de seis décadas, incluem “A guerra acabou”, “Medos Públicos em Lugares Privados” e “Ervas Daninhas”.
Entre outros feitos, foi premiado três vezes no Festival de Cannes, duas vezes no Festival de Veneza e outras duas no Festival de Berlim. Em fevereiro deste ano, Resnais apresentou seu mais recente longa-metragem no evento alemão, o longa “Aimer, boire e chanter” (Amar, beber e cantar, numa tradução livre), onde também recebeu uma homenagem.
O filme, que conta a história de três casais que fazem teatro amador e estão ensaiando uma peça, foivencedor do prêmio da crítica internacional durante o Festival de Berlim. “Ele estava preparando, comigo, um outro filme, do qual ele também era roteirista”, afirmou Livi, que produziu os três últimos títulos de Resnais.
Entre as primeiras reações à morte do cineasta, o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, saudou “um grande, grande talento, conhecido mundialmente”.
Artaud
2 de março de 2014 6:54 pmNão entendi mas gostei.
“Hiroshima, Meu Amor” um grande filme. “O Ano Passado em Mariembad” , que quem assistiu, eu incluso nessa galera, está até hoje sem entender picas. Mas dizem alguns que é uma obra prima, uma obra “seminal” da nouvelle vague. Então tá bom. De qualquer forma, um gande e importante cineasta.
Jair Fonseca
2 de março de 2014 7:18 pmO ano passado em Marienbad
O mais belo filme sobre o espaço e o tempo da memória que se confunde à imaginação: o mundo fantasmagórico do cinema.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=yc6n2McMAnY%5D
Jair Fonseca
2 de março de 2014 7:42 pmHiroxima, meu amor
Clássico do cinema moderno, também sobre a memória viva e a dor do esquecimento. Aula de direção de atores, fotografia, montagem, música e roteiro (escrito por Marguerite Duras).
[video:http://www.youtube.com/watch?v=R-VgIR26Eis%5D
Jair Fonseca
2 de março de 2014 7:06 pm“Noite e névoa”
Alain Resnais também foi um dos maiores documentaristas do mundo. Fez o primeiro filme sobre os campos de extermínio nazistas: Nuit et brouillard.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=M7CFBQkkk5I%5D
Jair Fonseca
2 de março de 2014 7:08 pm(Sem título)
[video:http://www.youtube.com/watch?v=wZPxNp_UIp4%5D
Ana Bednarski
2 de março de 2014 8:14 pmUma lastima, que descanse em paz!
Dois de meus filmes favoritos: Hiroshima Mon amour e Providence…..
Assis Ribeiro
2 de março de 2014 8:17 pmExcelente post
Excelentes comentários
Jorge Furtado
2 de março de 2014 9:02 pmAlain Resnais
A memória é o tema central da obra do cineasta francês Alain Resnais. Seus longas mais importantes, O Ano passado em Mariembad, Hiroshima, Meu Amor, Meu Tio na América e os curtas Noite e Nevoeiro e Toda a memória do mundo, não só têm a memória como tema explícito mas parecem ser ainda transposições para a linguagem do cinema, brilhantemente bem sucedidas, dos procedimentos mentais de organização da memória, tanto pessoal quanto coletiva. Resnais se utiliza com maestria dos movimentos de câmera, dando-lhes sentido poético.
Foi a partir da análise dos seus filmes que o crítico Luc Moullet escreveu a frase imediatamente adotada no Brasil pelo Cinema Novo: “o traveling é uma questão moral”. A rigorosa utilização da palavra, a repetição e o ritmo, aproximam o cinema de Resnais da poesia, uma poesia de imagem e som.
O crítico Helio Nascimento sintetiza com perfeição: “a arte de Resnais torna a palavra um elemento cinematográfico, sem que resulte desta opção um cinema literário. Resnais descobriu que a palavra poderia ter um outro papel, bem mais importante do que aquele até então a ela reservado. Um papel semelhante à composição de um plano.”
Trecho de um texto sobre cinema e psicanálise, original em:
http://www.casacinepoa.com.br/as-conexões/textos-sobre-cinema/anotações-para-um-debate-sobre-memória-cinema-e-psicanálise
Marco St.
3 de março de 2014 1:20 amEm que outro blog temos o
Em que outro blog temos o Jorge Furtado comentando sobre a obra de Alan Resnais?…
Sem dúvida, sem Resnais, o cinema fica mais pobre e desmemoriado.
Mas faremos todo o possível para sempre lembrá-lo.
Alan Resnais.
Josias Pires
3 de março de 2014 1:34 amAlguns documentários de Alain Resnais:
São filmes poéticos, pequenas jóias raras.
Toda a memória do mundo (1956) : https://www.youtube.com/watch?v=i0RVSZ_yDjs
Guernica, 1950 : https://www.youtube.com/watch?v=_da3eciNlpE
O canto do Estireno (1958) : https://www.youtube.com/watch?v=Pvl4h8vdGFA
Jair Fonseca
3 de março de 2014 2:01 am“As estátuas também morrem”
Lembro também esse ótimo doc poético-ensaístico, de Resnais em parceria com outro grande cineasta francês, Chris Marker, que morreu no ano passado. Les statues meurent aussi trata da arte e da cultura africanas, no quadro brutal da colonização europeia da África. Por motivos políticos, a segunda parte do filme foi censurada na França. De 1953.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=hzFeuiZKHcg%5D
Miguel Zibboni
3 de março de 2014 5:45 amMudança de última hora!
E atenção, galera do circuito de Ondina: em homenagem ao desaparecimento do nosso irmãozinho Alain Resnais, deixamos de apresentar o show do Pissirico e passamos a apresentar a obra seminal ”Ano Passado Em Marienbad”. Usem camisinha.
Felipe RP
3 de março de 2014 6:59 pmGrande diretor
Vai fazer falta.
E respondendo ao comentário aí de cima: Marienbad é um grande filme. Poético, onírico e atemporal.