Em função da correção cambial e dos superávits primários ocorreu uma redução significativa da dívida pública em relação ao PIB desde de agosto de 2011, demonstrando que os impactos de uma crise financeira internacional não mais provocam uma explosão na dívida pública, muito pelo contrário.
Esta é uma nova realidade das contas públicas no Brasil, ainda não percebida pela maioria dos economistas, que ainda estão fazendo avaliações olhando pelo retrovisor, se baseando em fatos que não existem mais, como baixo patamar de reservas cambiais, a excessiva dependência do petróleo importado, a dolarização da dívida pública interna.
III – Dívida líquida do setor público(janeiro 2014)
Banco Central do Brasil-NOTA PARA A IMPRENSA-28.2.2014
A dívida líquida do setor público alcançou R$1.613,2 bilhões em janeiro (33,3% do PIB), reduzindo-se 0,5 p.p. do PIB, em relação ao mês anterior. Essa redução decorreu do da desvalorização cambial de 3,6% no mês, que contribuiu para reduzir a relação DLSP/PIB em 0,5 p.p.;
do superavit primário, que contribui para a redução com 0,4 p.p.;
e do crescimento do PIB nominal, com 0,2 p.p.
Em sentido contrário, os juros nominais apropriados contribuíram para elevar a relação em 0,6 p.p. e o ajuste de paridade da cesta de moedas que compõe a dívida externa líquida, em 0,1 p.p.
A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$2.829,6 bilhões em janeiro, 58,5% do PIB, elevando-se 1,3 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Esse aumento decorreu, principalmente, da sazonalidade observada nas condições de liquidez no período, com reflexo no volume de operações compromissadas.
URL:
http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPOLFISC
————-III – Dívida líquida do setor público(agosto de 2011)
Banco Central do Brasil-NOTA PARA A IMPRENSA-30.9.2011
A dívida líquida do setor público atingiu R$1.549,4 bilhões (39,2% do PIB) em agosto, reduzindo-se 0,2 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.
No ano, a relação DLSP/PIB registrou redução equivalente a 1 p.p. do PIB. O superávit primário acumulado contribuiu para essa redução com 2,4 p.p. do PIB; o efeito do crescimento do PIB corrente, com 2,8 p.p.; e a variação na paridade da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida, com 0,3 p.p. Essas reduções foram compensadas, parcialmente, pelo aumento de 4,1 p.p. do PIB nos juros nominais apropriados e pelo efeito da apreciação cambial de 4,7% registrada no período, com impacto de 0,5 p.p. do PIB.
A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$2.216,6 bilhões (56,1% do PIB) em agosto, reduzindo-se 0,1 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.
URL:
http://www.bcb.gov.br/htms/infecon/notas.asp?idioma=p
ni201109pfp.zip—-(.txt .xls)
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