24 de junho de 2026

Momento histórico, Moraes escancara Bolsonaro como líder da organização criminosa

"Uma imagem vale mais que mil palavras": ministro mostra vídeos e fotos que comprovam Bolsonaro como líder da tentativa de golpe de Estado
O ministro Alexandre de Moraes durante julgamento da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Uma imagem vale mais que mil palavras”, assim fez o ministro Alexandre de Moraes, em um momento histórico do julgamento da tentativa de golpe de Estado.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Para rebater os argumentos de Luiz Fux, que alegou não haver organização criminosa, o relator transmitiu em pleno julgamento uma sequência de fotos e vídeos das ameaças, dos atos anti-democráticos, do 8 de janeiro e das incitações de Jair Bolsonaro contra a democracia, pela queda de Alexandre de Moraes e pelo arquivamento dos inquéritos, para confirmar que ele é o líder da organização criminosa que tentou cometer um golpe de Estado no país.

“Se isso não é ameaça, grave ameaça”, falava Moraes, enquanto no vídeo transmitido a todos os presentes no julgamento, aparecia Jair Bolsonaro, na Avenida Paulista, em São Paulo, incitando: “Se um ministro ousar continuar fazendo aquilo que nós não admitimos, ou esse ministro se ‘enquadra’ ou ele pede pra sair”, sendo, logo em seguida, ovacionado pelos bolsonaristas.

“Dizer a este ministro que ele tem tempo ainda para se redimir, tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos, ou melhor, acabou o tempo dele”, dizia Bolsonaro no ato, transmitido no julgamento.

Em seguida, com as imagens dos bolsonaristas destruindo a Praça dos Três Poderes e nos atos anti-democráticos com as placas “Jair Bolsonaro presidente”, Moraes continuou: “Aqui não está [nas bandeiras dos depredadores] Mauro Cid presidente. Não está Braga Netto presidente. Não está Garnier presidente. Não está Ramagem. Aqui não estão os demais réus. Aqui está o líder da organização criminosa, Jair Messias Bolsonaro.”

Leia mais:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. CARLOS WANDERLEY GUSMAO BRAGA

    15 de janeiro de 2026 8:09 pm

    Covardia de reportagem, o careca rasga a CF, Julga como promotor e vcs aplaudem, lamentável.

  2. Sebastiao viana

    18 de janeiro de 2026 6:03 pm

    No Brasil pagando bem !
    Pode mentir pode criar narrativas que vira verdades,democracia relativa.
    O golpe foi dado pela urnas sem direito a contesta, perdeu mane.

  3. Armando

    9 de abril de 2026 5:38 pm

    Precisaram aprimorar a IA, para mostrar essa narrativa.
    Se era esse o argumento, porque nao lançaram mão dessas informações antes, so decorrido esses anos todos.
    Cadê o direito de defesa para contestar essa narrativa
    Mas voces vao colher o que estao plantando.

  4. Daniel

    15 de maio de 2026 5:23 pm

    Narrativa pobre e enviesada. Terão que se esforçar mais um pouquinho. Comparar a frase “intervenção militar”, em inglês, como indícios de um plano de ir para a Disney… kkkkkkkkkkkk. São uns brincantes mesmo. Kkkkkkkkk. Piada do ano!!!

Recomendados para você

Recomendados