4 de junho de 2026

Universidades pelo mundo cortam laços acadêmicos com Israel

Instituições da Europa à América do Sul boicotam academia israelense por conta dos sucessivos ataques contra o povo palestino
Foto de Pixabay via pexels.com

Cada vez mais universidades, instituições acadêmicas e órgãos acadêmicos estão cortando laços com a academia de Israel alegando cumplicidade com as ações do governo de Benjamin Netanyahu contra o palestino.

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No ano passado, a Universidade Federal do Ceará no Brasil cancelou uma cúpula de inovação com uma universidade israelense, enquanto instituições acadêmicas da Noruega, Bélgica e Espanha cortaram os laços com instituições israelenses.

Já a Universidade de Amsterdã encerrou um programa de intercâmbio de estudantes com a Universidade Hebraica de Jerusalém, e a Associação Europeia de Antropólogos Sociais declarou que vai colaborar om instituições acadêmicas israelenses e encorajou seus membros a seguir o exemplo. Por outro lado, poucas instituições no Reino Unido, França e Alemanha anunciaram corte de laços com a academia israelense

Segundo o jornal britânico The Guardian, o movimento reflete as preocupações em torno das ligações dentro de Israel entre a academia, os militares e o governo – embora nem todos aqueles que tomem medidas contra o território apoiem um boicote acadêmico geral.

Sobre um eventual impacto do corte de laços acadêmicos sobre os pesquisadores em Israel, ou o governo Netanyahu, é uma questão de debate, mas isso pode mudar caso o movimento continue a se espalhar – principalmente devido as colaborações entre instituições israelenses, as universidades da Europa Ocidental e a Ivy League norte-americana.

Dados do Ministério da Saúde de Gaza indicam que mais de 63 mil pessoas foram mortas no território – a maioria delas civis -, mas acredita-se que o número seja muito maior, enquanto partes da região sofrem com uma fome “feita pelo homem”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Carlos

    13 de setembro de 2025 6:37 pm

    Genocidas e nazifascistas deverão ser isolados do mundo civilizado.
    Parabéns pelas atitudes destas universidades. Que o gesto se expanda rapidamente.

  2. Anônimo

    13 de setembro de 2025 8:48 pm

    Sou totalmente à favor do corte de colaboração científica com Israel! O objetivo da ciência é para ampliar o conhecimento que poderá melhorar o bem estar da humanidade. Esse bem estar não tem não está relacionado ao genocidio

  3. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    15 de setembro de 2025 8:05 am

    O atual estado de Israel, nasceu pela guerra, cresceu pela guerra e vai acabar pela guerra.

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