10 de junho de 2026

Pego em contradição, Jilmar Tatto é detonado nas redes sociais após apoio à PEC da Blindagem

"Deveria ter vergonha de votar a favor da blindagem e fazer um POST como esse. É subestimar a inteligência da militância", criticou uma seguidora
Crédito: Divulgação

O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) foi duramente criticado nas redes sociais depois de postar um bom dia a quem esteve nas manifestações do último domingo (21), em que as pautas predominantes eram a oposição à PEC da Blindagem e à anistia aos golpistas envolvidos no 8 de janeiro, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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“Bom dia para quem esteve nas ruas de todo o Brasil em luta pela democracia e contra anistia!”, publicou Tatto, que quis aproveitar o êxito dos atos que levaram milhares de pessoas às ruas em todas as capitais do país.

A grande contradição é que o deputado contrariou a recomendação partidária e apoiou a PEC da Blindagem, também chamada de PEC da Bandidagem, na semana passada.

“Um salve para quem anda nas ruas sem está blindado”, ironizou um dos seguidores.

“Deixando de seguir e de votar. Nunca mais”, afirmou outro internauta.

“Brincadeira. Deveria ter vergonha de votar a favor da blindagem e fazer um POST como esse. É subestimar a inteligência da militância”, criticou outra seguidora.

“Eu acho que o mínimo que você tinha que fazer era pedir desculpas aos seus eleitores ao invés de ficar limitando quem pode comentar nas suas postagens”, sugeriu um eleitor.

Nas mensagens, os eleitores demonstram decepção com a atuação de Tatto, considerando-o um “traidor”, além de apontar perda de admiração e de voto.

Para alguns, Tatto deveria pedir desculpas. Já outros afirmam que deveria ser punido pelo voto em um projeto que beneficia apenas os próprios parlamentares com conduta, no mínimo, suspeita.

“Nós, que votamos a favor, sabemos da enxurrada de críticas que iríamos enfrentar. Mas, entre dois cenários de retrocesso, escolhi o que considero o menor”, justificou Tatto quando questionado pela CartaCapital.

Segundo o deputado, o voto foi consequência do “desbalanceamento entre as forças no Congresso”. Ele disse ainda que não espera complacência ou concordância da militância, mas defende um debate respeitoso e sem ataques pessoais sobre a temática.

Entenda o caso

A PEC da Blindagem, aprovada na Câmara dos Deputados na semana passada, prevê que parlamentares só serão alvo de investigação ou prisão após o aval da própria Câmara.

Os membros do Legislativo só seriam presos em casos de flagrantes de crimes inafiançáveis.

Para entrar em vigor, no entanto, o texto ainda precisa de aprovação do Senado e da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No entanto, senadores já deram a entender que o projeto não deve tramitar tão cedo na casa. Aliás, devido à repercussão negativa do projeto, os senadores adiantaram que o texto deve ser rejeitado pela esmagadora maioria. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Lenin & The Ullianovs

    23 de setembro de 2025 4:43 pm

    Nassif,

    Tem algo mais importante atrás dessa negociação canhestra.

    Lula está por trás disso, e como é um exímio articulador de estratégias de campanha, pois ganhou 3, está a caminho da 4ª vitória, e nas que perdeu, teve voto para chuchu, sendo que uma delas estava preso e incomunicável.

    Então, esse movimento para a direita, acariciando Hugo Motta, e de uma forma aparentemente desnecessária, já que a a anistia não ia passar fácil no senado, e ainda que aprovada na Câmara Alta, seria barrada pelo STF, esse movimento é a montagem dos palanques de 2026.

    Ele já botou Paes para agradar Malafaia, com esse mesmo objetivo, já que o palanque de Bolsonaro tem se esfacelado no Rio, e o pastor já vetou nomes (do presidente da ALERJ) e exigiu que o nome fosse Washington Reis, até aqui, inelegível.

    Quem se comporta dessa maneira está costeando o alambrado.

    2, 3 milhões de votos, um pouquinho aqui, mais um cadinho aqui, como fez em 2022, faz diferença, como fez.

    Alcolumbre já levou o tutu dele, 850 milhões de emendas para aplacar seu apetite pantraguélico.

    Tudo com o Flávio Dino apertando nas restrições, para que Lula possa valorizar as concessões.

    Lula faz um governo medíocre, eu acho, mas nesse jogo de eleição ele é imbatível.

    Pena que não sabe governar na mesma medida que sabe angariar votos.

    O Tatto foi só um bucha, como os demais deputados, como o pau está cantando de quina em Dudu Paes.

    É o jogo.

  2. Robert Red

    23 de setembro de 2025 7:29 pm

    A grande questão na verdade é outra: como os Tatto atingiram tanto poder nas diversas esferas do PT? O Partido não viu ou “olhou pro outro lado?

  3. Rui Ribeiro

    24 de setembro de 2025 8:02 am

    E quais são esses dois cenários de retrocesso, Cara Pálida?

    Isso é um falso dilema. E ainda que fosse um dilema verdadeiro, ter-se-ia que criar uma terceira via. Não tente justificar sua covardia.

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