
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para baixo a projeção de inflação de 2025, projetando o fechamento do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 4,8%, ante os 5,2% vistos no mês de junho.
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede o custo médio de vida das famílias com renda de um a cinco salários mínimos, a estimativa recuou de 4,9% para 4,5%.
O relatório destaca o ambiente inflacionário “desafiador”, mesmo com os sinais de maior moderação. Na visão do Ipea, “a trajetória recente mostra arrefecimento ainda que os núcleos permaneçam acima do centro da meta e as expectativas desancoradas”.
Esse desempenho recente da inflação brasileira tem se mostrado bem mais favorável, possibilitando uma revisão das projeções para o ano. Diante de um cenário de curto prazo menos pressionado, as previsões de inflação feitas pelo Grupo de Conjuntura do Ipea para 2025 também foram revisadas para baixo.
No caso do IPCA, mesmo diante de um aumento na projeção dos preços administrados, a expectativa para o ano recuou de 5,2% para 4,8%, beneficiada por uma queda nas expectativas de inflação para os preços dos alimentos no domicílio e dos bens industriais.
Em relação ao INPC, apesar da elevação da projeção para os preços administrados (de 4,2% para 4,5%), a revisão para baixo dos alimentos (de 6,4% para 4,2%) e bens industriais (de 3,2% para 2,9%) fez com que a estimativa global para 2025 recuasse de 4,9% para 4,5%.
Porém, o Ipea lembra que a construção para um cenário prospectivo para a inflação mostra algum grau de incerteza, já que o país estaria “saindo de um cenário de choques de oferta agudos para um ambiente onde as pressões são mais domésticas e relacionadas à dinâmica de serviços e às expectativas”.
Veja mais a respeito na íntegra da análise elaborada pelo Ipea.
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