O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, levou ao Conselho de Segurança uma denúncia grave contra os Estados Unidos, alertando que o desdobramento militar norte-americano no Caribe representa risco direto à paz regional.
Segundo Moncada, “estamos diante de uma situação na qual é racional pensar que, em muito curto prazo, se vai executar um ataque armado contra a Venezuela.”
A informação é do canal TeleSUR. Moncada detalhou ainda a escala das operações. Mais de 10 mil soldados, aviões de combate, destróieres, cruzadores lançadores de mísseis, forças especiais e até um submarino nuclear, concentrados em torno das águas venezuelanas.
Para ele, a retórica bélica e os exercícios militares de Washington “não têm outro objetivo senão criar pretexto para uma intervenção e se apropriar dos recursos petrolíferos do país”.
O embaixador também rejeitou as acusações de narcotráfico feitas pelos EUA, classificando-as como uma “ficção” e comparando-as a pretextos usados em conflitos anteriores, como no Iraque, Síria e Líbia.
Para Moncada, “se os Estados Unidos chegarem a atacar a Venezuela e seu povo, temos o sagrado dever de defender o que é nosso (…) Se essa intervenção ocorrer, vai abalar toda a região por gerações”, disse, alertando o Conselho de Segurança sobre a necessidade de medidas imediatas para evitar uma escalada militar.
A tensão ocorre em um contexto de alianças estratégicas da Venezuela com países como Rússia e China, que oferecem suporte militar e político frente às pressões externas.
O Observatório de Geopolítica do GGN, em discussão na TV GGN, analisou o episódio à luz da aliança estratégica entre Rússia e Venezuela, que fortalece Caracas frente às pressões externas e funciona como contrapeso à política intervencionista dos EUA. Confira aqui.
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