21 de maio de 2026

Estados Unidos intensificam operações militares no Caribe, com foco na Venezuela

Observatório de Geopolítica da TV GGN abordou a postura intervencionista dos EUA no cenário geopolítico sul-americano; confira
Foto: Logan Goins/Marinha dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou nesta sexta-feira (19), em sua rede Truth Social, um vídeo que mostra um ataque a um barco no Caribe, supostamente ligado ao tráfico de drogas.

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Segundo Trump, a operação resultou na morte de três indivíduos identificados como “narcoterroristas”, em águas internacionais sob jurisdição do Comando Sul dos EUA, responsável pela América Latina e Caribe.

O ataque faz parte de uma série de ações militares norte-americanas contra embarcações suspeitas de tráfico, incluindo incidentes em 2 e 15 de setembro, com 11 mortos no primeiro ataque e mais três no segundo.

A Casa Branca apresenta essas operações como parte de uma estratégia de combate ao narcotráfico, tratado como ameaça à segurança nacional.

A Venezuela, por sua vez, rejeita as acusações e contesta a narrativa norte-americana sobre os ataques, denunciando a ação como um “disfarce para uma política intervencionista mais ampla”.

A postura intervencionista dos EUA no cenário geopolítico sul-americano

O Observatório de Geopolítica do GGN no YouTube desta semana [confira o link abaixo], que foi ao ar na quinta-feira (18), analisou o episódio à luz da aliança estratégica entre Rússia e Venezuela, considerada um elemento-chave na atual configuração geopolítica da América do Sul e fonte de irritação para o governo Trump.

Durante a discussão, os convidados destacaram a presença russa no país, abrangendo fornecimento de armamentos, treinamentos militares e exercícios conjuntos, como forma de fortalecer Caracas diante das pressões externas.

Para a cientista política Thaís Jeszinski Batista, do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), a aliança funciona como um contrapeso à política intervencionista dos EUA na região, que busca manter sua influência não apenas sobre a Venezuela, mas também sobre países vizinhos.

“A América do Sul está dentro da área de influência dos Estados Unidos, sempre sob hegemonia e atenção dessa grande potência. Toda a história sul-americana está intimamente relacionada com o que acontece nos EUA. E, quando olhamos para a atualidade, não dá para entender a América do Sul sob o governo de Donald Trump sem perceber que sua política externa é muito intervencionista e altamente belicosa em relação à Venezuela. A atuação da Venezuela, ao não se submeter a essa influência, gera uma política externa conflitiva muito mais do que em governos democratas”.

Assista ao programa completo pelo link abaixo, que dá acesso direto ao canal da TV GGN no YouTube:

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. emerson57

    22 de setembro de 2025 6:55 pm

    O Brasil estaria mais seguro se convidasse a Venezuela (e CUBA!) para os BRICS.

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