17 de junho de 2026

14 agrotóxicos proibidos no mundo são utilizados no Brasil

Sugerido por Rodolfo Machado

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Brasil consome 14 agrotóxicos proibidos no mundo

Especialista indica que pelo menos 30% de 20 alimentos analisados não poderiam estar na mesa do brasileiro

Os indicadores que apontam o pujante agronegócio como a galinha dos ovos de ouro da economia não incluem um dado relevante para a saúde: o Brasil é maior importador de agrotóxicos do planeta. Consome pelo menos 14 tipos de venenos proibidos no mundo, dos quais quatro, pelos riscos à saúde humana, foram banidos no ano passado, embora pesquisadores suspeitem que ainda estejam em uso na agricultura.

National Geographic

Foto mostra a diferença entre um solo cultivado organicamente (esquerda) e outro que recebeu a adição de adubos químicos ou agrotóxicos

Em 2013 foram consumidos um bilhão de litros de agrotóxicos no País – uma cota per capita de 5 litros por habitante e movimento de cerca de R$ 8 bilhões no ascendente mercado dos venenos.

Dos agrotóxicos banidos, pelo menos um, o Endosulfan, prejudicial aos sistemas reprodutivo e endócrino, aparece em 44% das 62 amostras de leite materno analisadas por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) no município de Lucas do Rio Verde, cidade que vive o paradoxo de ícone do agronegócio e campeã nacional das contaminações por agrotóxicos. Lá se despeja anualmente, em média, 136 litros de venenos por habitante.

Na pesquisa coordenada pelo médico professor da UFMT Wanderlei Pignati, os agrotóxicos aparecem em todas as 62 amostras do leite materno de mães que pariram entre 2007 e 2010, onde se destacam, além do Endosulfan, outros dois venenos ainda não banidos, o Deltametrina, com 37%, e o DDE, versão modificada do potente DDT, com 100% dos casos. Em Lucas do Rio Verde, aparecem ainda pelo menos outros três produtos banidos, o Paraquat, que provocou um surto de intoxicação aguda em crianças e idosos na cidade, em 2007, o Metamidofóis, e o Glifosato, este, presente em 70 das 79 amostras de sangue e urina de professores da área rural junto com outro veneno ainda não proibido, o Piretroides.

Veja também: Agrotóxico contamina leite materno

Na lista dos proibidos em outros países estão ainda em uso no Brasil estão o Tricolfon, Cihexatina, Abamectina, Acefato, Carbofuran, Forato, Fosmete, Lactofen, Parationa Metílica e Thiram.

Chuva de lixo tóxico

“São lixos tóxicos na União Europeia e nos Estados Unidos. O Brasil lamentavelmente os aceita”, diz a toxicologista Márcia Sarpa de Campos Mello, da Unidade Técnica de Exposição Ocupacional e Ambiental do Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde. Conforme aponta a pesquisa feita em Lucas do Rio Verde, os agrotóxicos cancerígenos aparecem no corpo humano pela ingestão de água, pelo ar, pelo manuseio dos produtos e até pelos alimentos contaminados.

Mais: Estudante morre após tomar agrotóxico vendido como emagrecedor

Venenos como o Glifosato são despejados por pulverização aérea ou com o uso de trator, contaminam solo, lençóis freáticos, hortas, áreas urbanas e depois sobem para atmosfera. Com as precipitações pluviométricas, retornam em forma de “chuva de agrotóxico”, fenômeno que ocorre em todas as regiões agrícolas mato-grossenses estudadas. Os efeitos no organismo humano são confirmados por pesquisas também em outros municípios e regiões do país.

O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo a pesquisadora do Inca, mostrou níveis fortes de contaminação em produtos como o arroz, alface, mamão, pepino, uva e pimentão, este, o vilão, em 90% das amostras coletadas. Mas estão também em praticamente toda a cadeia alimentar, como soja, leite e carne, que ainda não foram incluídas nas análises.

O professor Pignati diz que os resultados preliminares apontam que pelo menos 30% dos 20 alimentos até agora analisados não poderiam sequer estar na mesa do brasileiro. Experiências de laboratórios feitas em animais demonstram que os agrotóxicos proibidos na União Europeia e Estados Unidos são associados ao câncer e a outras doenças de fundo neurológico, hepático, respiratórios, renais e má formação genética.

Câncer em alta

A pesquisadora do Inca lembra que os agrotóxicos podem não ser o vilão, mas fazem parte do conjunto de fatores que implicam no aumento de câncer no Brasil cuja estimativa, que era de 518 mil novos casos no período 2012/2013, foi elevada para 576 mil casos em 2014 e 2015. Entre os tipos de câncer, os mais suscetíveis aos efeitos de agrotóxicos no sistema hormonal são os de mama e de próstata. No mesmo período, segundo Márcia, o Inca avaliou que o câncer de mama aumentou de 52.680 casos para 57.129.

Na mesma pesquisa sobre o leite materno, a equipe de Pignati chegou a um dado alarmante, discrepante de qualquer padrão: num espaço de dez anos, os casos de câncer por 10 mil habitantes, em Lucas do Rio Verde, saltaram de três para 40. Os problemas de malformação por mil nascidos saltaram de cinco para 20. Os dados, naturalmente, reforçam as suspeitas sobre o papel dos agrotóxicos.

Pingati afirma que os grandes produtores desdenham da proibição dos venenos aqui usados largamente, com uma irresponsável ironia: “Eles dizem que não exportam seus produtos para a União Europeia ou Estados Unidos, e sim para mercados africanos e asiáticos.”

Apesar dos resultados alarmantes das pesquisas em Lucas do Rio Verde, o governo mato-grossense deu um passo atrás na prevenção, flexibilizando por decreto, no ano passado, a legislação que limitava a pulverização por trator a 300 metros de rios, nascentes, córregos e residências. “O novo decreto é um retrocesso. O limite agora é de 90 metros”, lamenta o professor.

“Não há um único brasileiro que não esteja consumindo agrotóxico. Viramos mercado de escoamento do veneno recusado pelo resto do mundo”, diz o médico Guilherme Franco Netto, assessor de saúde ambiental da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). Na sexta-feira, diante da probabilidade de agravamento do cenário com o afrouxamento legal, a Fiocruz emitiu um documento chamado de “carta aberta”, em que convoca outras instituições de pesquisa e os movimentos sociais do campo ligados à agricultura familiar para uma ofensiva contra o poder (econômico e político) do agronegócio e seu forte lobby em toda a estrutura do governo federal.

Reação da Ciência

A primeira trincheira dessa batalha mira justamente o Palácio do Planalto e um decreto assinado, no final do ano passado, pela presidente Dilma Rousseff. Regulamentado por portaria, a medida é inspirada numa lei específica e dá exclusividade ao Ministério da Agricultura _ histórico reduto da influente bancada ruralista no Congresso _ para declarar estado de emergência fitossanitária ou zoossanitária diante do surgimento de doenças ou pragas que possam afetar a agropecuária e sua economia.

Essa decisão, até então era tripartite, com a participação do Ministério da Saúde, através da Anvisa, e do Ministério do Meio Ambiente, pelo Ibama. O decreto foi publicado em 28 de outubro. Três dias depois, o Ministério da Agricultura editou portaria declarando estado de emergência diante do surgimento de uma lagarta nas plantações, a Helicoverpa armigera, permitindo, então, para o combate, a importação de Benzoato de Emamectina, agrotóxico que a multinacional Syngenta havia tentado, sem sucesso, registrar em 2007, mas que foi proibido pela Anvisa por conter substâncias tóxicas ao sistema neurológico.

Na carta, assinada por todo o conselho deliberativo, a Fiocruz denuncia “a tendência de supressão da função reguladora do Estado”, a pressão dos conglomerados que produzem os agroquímicos, alerta para os inequívocos “riscos, perigos e danos provocados à saúde pelas exposições agudas e crônicas aos agrotóxicos” e diz que com prerrogativa exclusiva à Agricultura, a população está desprotegida.

A entidade denunciou também os constantes ataques diretos dos representantes do agronegócio às instituições e seus pesquisadores, mas afirma que com continuará zelando pela prevenção e proteção da saúde da população. A entidade pede a “revogação imediata” da lei e do decreto presidencial e, depois de colocar-se à disposição do governo para discutir um marco regulatório para os agrotóxicos, fez um alerta dramático:

“A Fiocruz convoca a sociedade brasileira a tomar conhecimento sobre essas inaceitáveis mudanças na lei dos agrotóxicos e suas repercussões para a saúde e a vida.”

Para colocar um contraponto às alegações da bancada ruralista no Congresso, que foca seu lobby sob o argumento de que não há nexo comprovado de contaminação humana pelo uso de veneno nos alimentos e no ambiente, a Fiocruz anunciou, em entrevista ao iG, a criação de um grupo de trabalho que, ao longo dos próximos dois anos e meio, deverá desenvolver a mais profunda pesquisa já realizada no país sobre os efeitos dos agrotóxicos – e de suas inseparáveis parceiras, as sementes transgênicas – na saúde pública.

O cenário que se desenha no coração do poder, em Brasília, deve ampliar o abismo entre os ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Planejamento, de um lado, e da Saúde, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário, de outro. Reflexo da heterogênea coalizão de governo, esta será também uma guerra ideológica em torno do modelo agropecuário. “Não se trata de esquerdismo desvairado e nem de implicância com o agronegócio. Defendemos sua importância para o país, mas não podemos apenas assistir à expansão aguda do consumo de agrotóxicos e seus riscos com a exponencial curva ascendente nos últimos seis anos”, diz Guilherme Franco Netto. A queda de braços é, na verdade, para reduzir danos do modelo agrícola de exportação e aumentar o plantio sem agrotóxicos.

Caso de Polícia

“A ciência coloca os parâmetros que já foram seguidos em outros países. O problema é que a regulação dos agrotóxicos está subordinada a um conjunto de interesses políticos e econômicos. A saúde e o ambiente perderam suas prerrogativas”, afirma o pesquisador Luiz Cláudio Meirelles, da Fiocruz. Até novembro de 2012, durante 11 anos, ele foi o organizador gerente de toxicologia da Anvisa, setor responsável por analisar e validar os agrotóxicos que podem ser usados no mercado.

Meirelles foi exonerado uma semana depois de denunciar complexas falcatruas, com fraude, falsificação e suspeitas de corrupção em processos para liberação de seis agrotóxicos. Num deles, um funcionário do mesmo setor, afastado por ele no mesmo instante em que o caso foi comunicado ao Ministério Público Federal, chegou a falsificar sua assinatura.

“Meirelles tinha a função de banir os agrotóxicos nocivos à saúde e acabou sendo banido do setor de toxicologia”, diz sua colega do Inca, Márcia Sarpa de Campos Mello. A denúncia resultou em dois inquéritos, um na Polícia Federal, que apura suposto favorecimento a empresas e suspeitas de corrupção, e outro cível, no MPF. Nesse, uma das linhas a serem esclarecidas são as razões que levaram o órgão a afastar Meirelles.

 

As investigações estão longe de terminar, mas forçaram já a Anvisa – pressionada pelas suspeitas –, a executar a maior devassa já feita em seu setor de toxicologia, passando um pente fino em 796 processos de liberação avaliados desde 2008. A PF e o MPF, por sua vez, estão debruçados no órgão regulador que funciona como o coração do agronegócio e do mercado de venenos.

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16 Comentários
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  1. Vander

    24 de fevereiro de 2014 1:40 pm

    Os moradores de Lucas do Rio

    Os moradores de Lucas do Rio Verde deveriam processar o Estado, já que nada podem fazer contra as empresas que vendem esses produtos. O Estado, por não proibir a entrada desses produtos no país é o responsável pelas contaminações do solo, do ar, da água e dos alimentos e consequentemente das doenças, deformações genéticas e mortes dos habitantes que, de alguma forma, entraram em contato com esses venenos! Deveriam acionar o Ministério Público, denunciando as empresas e requerendo indenização retroativa ao tempo de aplicação desses agrotóxicos. Os Ministérios da Agricultura e da Saúde também se comportam de forma irresponsável e covarde por não denunciar e banir do território nacional tais produtos! 

  2. antonio francisco

    24 de fevereiro de 2014 1:49 pm

    Escolha de Sofia

    A continuar assim, um dia teremos de decidir se vamos morrer de câncer, mas com a barriga cheia, ou se preferiremos morrer de fome.

    Porque entre a grana do agronegócio e os gritos de alerta da ciência os governos têm preferido ficar ao lado do agronegócio. Portanto, a utilização dos venenos vai continuar prosperando. 

    Uma pena.

     

    1. OBS

      24 de fevereiro de 2014 3:30 pm

      Eu como arroz, feijão,

      Eu como arroz, feijão, verduras, legumes, frutas, e na mesma linha outros hortifrutas e grãos, além da carne. Organicos em sua maioria.

      Pra que serve esta praga da soja, que toma uma area imensa onde poderia estar sendo plantada “comida”? De fome eu morro com estas extensas áreas de commodites.

       

  3. J. P. Moura

    24 de fevereiro de 2014 2:11 pm

    um governo realmente do povo teria proibido esses produtos!

    mas como precisamos de divisas para cobrir os rombos, o agronegocios manda e desmanda aqui!

    1. Lucio Vieira

      24 de fevereiro de 2014 4:25 pm

      E quando o negócio do agro é

      E quando o negócio do agro é tóxico, é que vemos que neste mundo não tem santo.

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=y6leaqoN6Ys#t=961%5D

  4. Leandro_O

    24 de fevereiro de 2014 2:23 pm

    E dá até nojo de toda a

    E dá até nojo de toda a propaganda que a Band News faz sobre o agronegócio…

  5. Maria Luisa

    24 de fevereiro de 2014 2:26 pm

    Um basta

    Faz tempo que milito, no meu pequeno universo, contra agro-toxicos, transgênicos e por uma alimentação mais orgânica possivel, sabendo dos bilhões que somos. O agro-neogocio é uma praga. So esse nome: agro + negocio é deploravel, e se não se ganha bilhões, não estão satisfeitos. Eh possivel baixar as margens de lucro e assim melhorar a saude do  brasileiro, porque eu quero ver quando o numero de câncer chegar a um patamar alarmante, como fara o governo ? E isso, pelo que tenho visto, não sera num futuro tão distante assim.

    Ah, sim, é Universidade Federal DE Mato Grosso.

  6. Jurgen2010

    24 de fevereiro de 2014 2:29 pm

    A solução é bem simples.

    A solução é bem simples. Quando identificado o uso de agrotóxicos proibidos, desapropria a terra.

  7. iron

    24 de fevereiro de 2014 2:36 pm

    A verdade está bastante

    A verdade está bastante distorcida pelo autor. Sugiro a quem queira, a leitura do decreto 8133/2013. O referido decreto toma todas as precauções em relação ao uso e importação de agrotóxicos que ainda não estejam aprovados e registrados pelo Brasil, mas que possuam aval das organizações mundiais de saúde e agricultura. E não há como ser diferente em uma situação de emergencia.

    Sugiro também, que seja ouvido o outro lado, ou seja, o setor técnico do Ministério da Agricultura, que possui profissionais altamente gabaritados.

  8. C. Acácio

    24 de fevereiro de 2014 2:45 pm

    Por enquanto a solução é

    Por enquanto a solução é consumir os produtos orgânicos , exigir da autoridade responsável que a fiscalização desse cultivo seja efetiva , mais que isso , torcer para que a visão mercantilista do agro negócio não contamine o setor … 

  9. Djijo

    24 de fevereiro de 2014 2:51 pm

    Interesses nada republicanos

    Andei assistindo os vídeos 1 e parte do 2 de Zeitgeist e deu para perceber que tipo de coisas assim só vinga quando há interesses de mafiosos ganhando o seu. Ninguém em sã consciência admitiria negociar com meios que prejudiquem a saúde. Só pessoas sem escrúpulos fazem isso, no mundo todo. Eles tem pátria mas não respeitam, contanto que eles e suas famiglias se deem bem. O que podemos fazer? Nada! Só participar das consequencias e trabalhar para que a sociedade toda evolua e não mude esse estado de coisas. Vai levar tempo, mais de 1 século, mas é inexorável. Ainda bem

    1: http://www.youtube.com/watch?v=5R_Vm2wCQj4

    2: http://www.youtube.com/watch?v=Z71lo_OeD34

    3: http://www.youtube.com/watch?v=CtksNDRi3V4

     

     

  10. drigoeira

    24 de fevereiro de 2014 5:19 pm

    Bando de coxinhas…

    O agronegócio leva o país nas costas e ficam metendo o pau.

    Os agricultores estão abandonados pelos governos (federal, estadual e municipal), não existe programa nacional de ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural).

    O Governo Federal peca achando que emprestar dinheiro aos agricultores vai resolver seus problemas. Criaram um bando de pessoas arrendatárias do Banco do Brasil. Quer ajudar o agricultor rural? Que receba por produção.  

    Falam mal das multinacionais de venda de insumos agrícolas, mas são elas que vão aos agricultores oferecer oportunidades de aumentar sua produtividade. O estado está ausente neste setor, só faz levantamento de safra, mais nada.

    Praticamente toda produção agrícola do país recebe algum tipo de defensivo.

     

    1. Vitor Romeiro

      9 de julho de 2018 1:00 pm

      A quem interessa inviabilizar o agronegócio

      O agronegócio brasileiro incomoda os norteamericanos. Nossa soja vai chegar à China com um preço muito mais competitivo. Que fazer? Insuflar os brasileiros contra, usando o Greenpeace e outras entidades fantoches.

  11. drigoeira

    24 de fevereiro de 2014 5:19 pm

    Bando de coxinhas…

    O agronegócio leva o país nas costas e ficam metendo o pau.

    Os agricultores estão abandonados pelos governos (federal, estadual e municipal), não existe programa nacional de ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural).

    O Governo Federal peca achando que emprestar dinheiro aos agricultores vai resolver seus problemas. Criaram um bando de pessoas arrendatárias do Banco do Brasil. Quer ajudar o agricultor rural? Que receba por produção.  

    Falam mal das multinacionais de venda de insumos agrícolas, mas são elas que vão aos agricultores oferecer oportunidades de aumentar sua produtividade. O estado está ausente neste setor, só faz levantamento de safra, mais nada.

    Praticamente toda produção agrícola do país recebe algum tipo de defensivo.

     

  12. iron

    24 de fevereiro de 2014 6:41 pm

    A matéria é muito desonesta.

    A matéria é muito desonesta. Observe-se o trecho que menciona que a ANVISA teria negado o registro do produto porque causaria problemas neurologicos. A verdade é que o referido produto é registrado em mais de 77 países do mundo, dentre os quais EUA, Canadá, Russia, Argentina (grandes produtores de grãos), União Europeia e até Cuba e para os mais variados cultivos. Isso equivale a dizer que o agrotóxico recebeu 77 pareceres favoraveis dos órgãos  de controle destes países, dentre os quais os respeitados FDA e da União Europeia. Parece haver na ANVISA e Meio Ambiente um viés ideológico sobre agrotóxicos. É lógico que o ideal seria não usar-se agroquimicos na agricultura, mas alimentar bilhões de pessoas requer algo mais que ideologia.

  13. JoselitoSN

    24 de fevereiro de 2014 9:05 pm

    Assim como o amianto, veneno

    Assim como o amianto, veneno no mundo não é veneno para Brasileiro. 

     

    Afinal, Deus é brasileiro, e não deixarás que o mau (veneno) nos contamine!

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