
Nem mesmo o pacote de resgate anunciado pelos Estados Unidos foi suficiente para manter a confiança dos argentinos na moeda local, já que analistas acreditam que o presidente Javier Milei será obrigado a permitir uma nova desvalorização da moeda.
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, chegou a chamar a moeda argentina de “desvalorizada” e tentou conter a crise com a compra de pesos e um pacote de socorro estimado em até US$ 40 bilhões.
Entretanto, dados do Banco Central argentino divulgados pela Bloomberg mostram que os argentinos compraram US$ 18 bilhões líquidos entre abril e agosto, o equivalente a US$ 400 por habitante.
O processo se intensificou após a derrota de Milei nas eleições de Buenos Aires, que são uma espécie de termômetro para as eleições nacionais programadas para o próximo dia 26.
A tensão se tornou ainda maior quando Trump declarou que poderá retirar a ajuda prometida à Argentina caso Milei perca as eleições, no que analistas interpretaram como uma tentativa de influenciar o resultado eleitoral.
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