13 de junho de 2026

Secretário de Segurança do Rio rechaça denúncias de crimes: “Minoria lacradora”

Autoridades ressaltam ainda que não têm nada a temer ou esconder e que as autoridades serão recebidas para que conheçam a realidade vivida pelos policiais
Crédito: Philippe Lima/ Ascom RJ

Os secretários de Segurança e de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Victor Santos e Felipe Curi, respectivamente, vieram a público nesta quinta-feira (30) para defender a legalidade e a transparência da megaoperação que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, Zona Norte do Rio, na última quarta-feira (29). Os óbitos incluem quatro policiais.

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Apesar da alta letalidade, o Governo do Rio afirma que todos os demais mortos eram criminosos.

“Nada a temer, nada a esconder”

Em coletivas de imprensa realizadas após um encontro com deputados federais que vieram ao Rio para discutir a operação, o secretário de Segurança, Victor Santos, anunciou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, também virá ao estado na próxima semana para uma audiência sobre o caso.

“Recebemos todos os paramentares para explicar como foi a dinâmica. Cabe a nós dar esse esclarecimento. Não temos nada a temer, nada a esconder”, declarou Santos, estendendo a mesma abertura à visita de Moraes, que tem o objetivo de mostrar “o que as forças policiais do Rio de Janeiro enfrentam”.

A vinda de Moraes ocorre após ele determinar, na quarta-feira (29), que o governador Cláudio Castro preste informações detalhadas sobre a ação, incluindo o número de agentes, o uso de câmeras corporais e o cumprimento das regras de redução de letalidade e garantia de direitos humanos estabelecidas pela ADPF 635.

Denúncias

Victor Santos também negou veementemente que tenha ocorrido um “vazamento qualificado” da operação. Segundo ele, com a movimentação de 2,5 mil agentes de segurança, a mobilização de criminosos pode ter sido natural, e as notícias sobre a movimentação não atrapalharam a ação, tratando a denúncia como “Fake News”.

Sobre a dificuldade de acesso da Defensoria Pública ao Instituto Médico Legal (IML) para acompanhar as perícias, o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, alegou que o problema ocorreu devido à falta de designação de uma equipe específica, o que fez com que vários defensores tentassem o acesso por conta própria. “Não temos nada a esconder. É uma minoria lacradora que quer chamar a atenção. O IML não está aberto a visitação”, argumentou Curi, ressaltando que o Ministério Público centralizou o trabalho e tem acesso total.

Identificação das vítimas

Um dos pontos mais polêmicos levantados foi o tratamento dado aos corpos e a denúncia de um corpo decapitado. Dos 121 mortos, 58 foram retirados pelas forças de segurança, mas os demais foram removidos por moradores e deixados enfileirados em uma praça da Penha até a chegada da Defesa Civil.

Questionado sobre a denúncia de vilipêndio e o corpo decapitado, o secretário Curi sugeriu que a lesão possa ter sido feita pelos próprios criminosos para “chamar a atenção da imprensa”, negando que tenha sido uma ação policial. Curi informou que irá apurar a possível ocorrência de vilipêndio.

Victor Santos complementou, afirmando que a perícia do IML será capaz de determinar se as lesões ocorreram em um corpo vivo ou morto. O secretário de Segurança estima que a lista de identificação dos mortos deve ser finalizada até o fim de semana, citando que o processo é dificultado pelo fato de “muitos dos mortos serem de outros estados.”

Retomada de Territórios

Na mesma coletiva, o secretário Victor Santos abordou o futuro da Segurança Pública no estado. Ele declarou que não haverá mais ocupação de territórios, mas sim retomadas de território, conforme previsto na ADPF 635, pois a ocupação “já não funcionou no passado.”

Santos anunciou que a região de Jacarepaguá será a área escolhida para iniciar o plano de retomada, por ser um local que concentra o Comando Vermelho, milícia e TCP, e que abrange uma população de 1,2 milhão de pessoas. Por fim, ele descartou, em um primeiro momento, o pedido de Garantia de Lei e da Ordem (GLO) para o Rio.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos

    31 de outubro de 2025 7:51 am

    Alem de informações do pq nao prenderam as lideranças, muito mais a explicar tem o sujeito.
    1) Como tantas armas estão em mãos do tráfico e milícias?
    2) Qual a relação do governador do rj que aparece em foto com camisa do flamengo abraçado a um traficante de armas (TH joias)?
    3) o que o rio de Janeiro lucrou com esta carnificina?
    4) que conversa fiada e esta dos pulhas travestidos de representantes dos “homens de bem da direita” de outros estados como jorginho (criado por vovó) por exemplo, e que não conhecem nada da realidade do rj (garanto que nem chegariam no alemão) se arvorar em “super heróis ” da segurança se nem para cidade deles tem planos consistentes?
    5) Que canalhas liberaram armas pesadas (arminhas) para qq um sem garantia de auditorias ou rastreio?

    Precisamos tirar escrotos e acobertadores de tubarões do crime nas próximas eleições. Afinal toda esta chacina fede a necropolitica.
    A mãe de um dos policiais mortos apontou a cretinice deste pseudo governador em entrevista:
    “Os bandidos encurralaram ele (o filho), assim como o delegado. Aquele infeliz do Cláudio Castro sabia que os policiais não tinham condição de encarar o CV. Meu filho só tinha 40 dias de corporação”, desabafou a mãe

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