10 de junho de 2026

Lindbergh Farias aciona STF e pede afastamento de Cláudio Castro

Representação acusa governador do Rio de proteger grupo bilionário alvo da Operação Carbono Oculto
Fernando Frazão - Agência Brasil

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia de fato pedindo o afastamento cautelar do governador Cláudio Castro (PL) e a abertura de inquérito criminal por suposta interferência nas investigações da Operação Carbono Oculto.

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Segundo o documento, obtido pela reportagem do ICL Notícias, Castro teria atuado para proteger investigados e enfraquecer o trabalho da Polícia Federal e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), responsáveis por apurar um esquema de fraude fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo a refinaria Refit, uma das maiores devedoras de ICMS do estado.

O texto é contundente ao afirmar que, “ao invés de apoiar as instituições de controle, o governo do Rio se tornou instrumento de defesa de um grupo econômico bilionário”.

A iniciativa também requer a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do governador e o envio de cópia do pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Blindagem à Refit

A representação destaca que, logo após a interdição da Refit pela ANP, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ) ingressou com ação judicial pedindo a reabertura da refinaria, contrariando recomendações técnicas e o próprio interesse do Tesouro estadual.

Para Lindbergh, há “indícios de desvio de finalidade e captura institucional no seio do governo fluminense”, com uso da máquina pública para blindar uma empresa investigada por crimes tributários. O deputado também cita a presença de Castro em um evento da Refit em Nova York, classificada como “um gesto político de alinhamento com os controladores da refinaria”.

A notícia de fato sustenta que a conduta do governador pode configurar os crimes de corrupção passiva, prevaricação, abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Lindbergh pede que o Supremo adote medidas urgentes para evitar a destruição de provas e o comprometimento das investigações em curso.

Governo nega interferência

Em nota, o governo do Rio afirmou que a PGE-RJ “atua em defesa do interesse público, da arrecadação e da manutenção dos empregos gerados pela Refit”, negando qualquer tentativa de interferência nas investigações ou favorecimento a grupos privados.

A defesa do governador sustenta que o pedido tem caráter político e busca explorar o momento de instabilidade no estado.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    30 de outubro de 2025 11:10 am

    Se a carnificina de favelados criminosos foi um ‘sucesso’, como é que vão prender o responsável pelo ‘sucesso’?

    Eles vão ser é condecorados, pois o ídolo do Cláudio Castro tem a seguinte opinião:

    “Nós temos que fazer o que em local que você possa deixar livre da linha de tiro as pessoas de bem da comunidade? Ir com tudo para cima deles (bandidos) e dar para o policial e agentes da segurança pública o excludente de ilicitude. Ele entra, resolve o problema. Se matar dez, 15 ou 20, com dez ou 30 tiros cada um, ele tem que ser condecorado e não processado”. – Bostonaro

    Assassinar, em vez de distribuir melhor a renda, a riqueza e as oportunidades, é a solução.

  2. Rui Ribeiro

    30 de outubro de 2025 1:21 pm

    Tem que exigir é o fuzilamento desse necropolítico assassino nojento

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