3 de junho de 2026

Como falar de Direitos Humanos?

Enviado por Edsonmarcon

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Do Bule Voador

Como falar sobre Direitos Humanos?

Em texto recém publicado neste blog, fiz uma forte provocação: usando termos chulos e pesados, citando casos de estupros e espancamentos, conclamei os ativistas de direitos humanos a mudarem o discurso em um eventual debate com pessoas conservadoras ou apenas desinformadas (a quem chamei de “coxinhas”. Convenhamos, perto de defensor de bandido, “coxinha” é um termo light. Aliás, é o meu salgado preferido).

No Brasil, infelizmente, existe um falso consenso na população de que segurança pública é sinônimo de “porrada”, de tortura e de violência. Justiça então se confunde com vingança. Décadas de jornais ou programas de TV de cunho sensacionalista martelando essas falsas ideias reforçaram esses conceitos nefastos no brasileiro médio.

Este vídeo é bom para demonstrar esse falso consenso: Ratinho fala abertamente em matar bandidos e o povo vibra.

http://www.youtube.com/watch?v=bqy8qbcbAa4

Aqueles que vibraram com a ideia higienista do apresentador não eram membros nossa famigerada elite branca, mas pessoas da classe média baixa ou pobre mesmo.

Infelizmente, no Brasil, direitos humanos servem só para bandidos. É nisso que o povo acredita! Um estudo do Ministério da Justiça confirma que uma boa parte da população costuma associar DH a ladrões, assassinos, delinquentes, marginais etc. (Ver página 254, quadro 20: http://portal.mj.gov.br/sedh/biblioteca/livro_percepcoes/percepcoes.pdf).

É urgente melhorar a reputação dos DH no Brasil. Políticos de cunho conservador enxergam no discurso higienista uma ótima plataforma eleitoral, com grande capital político a ser explorado.

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados correu o risco de ser presidida exatamente pelo representante-mór dos reacionários, Dep. Jair Bolsonaro (PP-RJ), cujas declarações são de dar inveja a qualquer nazista, para substituir o Dep. Marco Feliciano (PSC-SP), que dispensa maiores comentários. Na Câmara dos Vereadores de São Paulo, existe a bancada da bala, composta por ex-policiais militares com longo histórico de homicídios. E o potencial político desse discurso está longe de se esgotar.

Nós, ativistas e defensores de direitos humanos, devemos sair das universidades, dos nossos círculos fechados e falar diretamente à população o que são Direitos Humanos, para que servem e por que eles deveriam valorizá-los como seus próprios direitos, e não apenas como direitos de proteção a bandidos.

O povo precisa ver na prática o que a não observância dos direitos humanos causa, perceber o quanto é nociva para todos nós, por isso, relatos como os de estupros de inocentes em cadeias, de mulheres que sofreram revista íntima quando foram visitar alguém na prisão, entre outros, são muito importantes. Além disso, precisamos falar a linguagem do povo: claramente, todos são livres para dosar ou sequer utilizar termos chocantes e chulos, mas posso garantir que essas palavras pesadas contribuem para que a mensagem seja bem compreendida pelo receptor.

Devemos criar vídeos em que os relatos de abusos sejam expostos, veiculando-os nas redes sociais e nas TVs; devemos exigir direito de resposta quando algum apresentador faça o que o Ratinho fez no vídeo do link acima. O mais importante é mostrar aos cidadãos que todos um dia podem ser vítimas da violência, dos abusos de um agente do Estado ou de um particular e, assim, precisar que seus “direitos humanos sejam respeitados”, como dizem por aí.

Discurso claro, compreensível e com boa dose de provocação, invertendo papeis e questionando diretamente esse falso consenso brasileiro: assim, talvez, a gente reverta a má reputação dos direitos humanos no Brasil. Assim, talvez, dê para impedir que o discurso higienista ganhe força suficiente para destruir todos os avanços trazidos pela Constituição Cidadã de 1988.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

17 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Lucinei

    20 de fevereiro de 2014 12:51 am

    Eu respondo ao sarcasmo ou

    Eu respondo ao sarcasmo ou mesmo o desdém de quem profere “você é dos direitos humanos” com um “você tem um pensamento medieval,”

  2. Gão

    20 de fevereiro de 2014 1:11 am

    Se a legitimação da violência fosse pra valer…

      Estariam perdoados todos os bandidos das cadeias, não só por terem sido colocados nesses depósitos de gente, por tudo que o povo da periferia passou, pela violência contra os meninos de rua, se eles fossem “fazer justiça” na base do olho por olho não ia sobrar um ratinho, uma shererazade no país, vão ter que sair tudo correndo daqui, é melhor arrumar as trouxas logo se for levar isso a sério.

  3. -Charlie-

    20 de fevereiro de 2014 1:52 am

    O dia em que um criminoso for

    O dia em que um criminoso for preso e efetivamente ficar preso, toda a população defenderá que ele cumpra a sua pena, e não haverá mas facistóides justiceiros;

    Ocorre que, neste país, as penas são ridiculamente baixas; pior, basta cumprir 1/6 dela (ou 2/5, em caso de crime hediondo), para ter direito ao semi-amberto. Ou seja, rua.

    Exemplos práticos:

    – assaltantes roubam uma mãe de família; art, 157 CP, pena 4 a 10 anos. Raramente a condenação (quando ocorre) passa de 5 anos. Tempo efetivo de cadeia: 10 meses, e o criminoso volta para as ruas.

    – estuprador arrasta garota de 18 anos, virgem, para terreno baldio. Violenta a garota. Art. 213 CP, pena 6 a 10 anos. Dificilmente a pena passa de 7 anos. Tempo efetivo de cadeia: 2 anos e 10 meses. Depois, rua. (o trauma da menina fica para o resto da vida, mas com ela ninguém se importa)

    – sujeito esta´no boteco jogando sinuca; discute com outro cidadão; saca arma, atira e acerta jovem de 20 anos que comprava leite. Art. 121, parágrafo 2o., II. Pena 12 a 30 anos. Tempo efetivo de cana: 4 anos e 10 meses. Por tirar uma vida.

    A população brasileira não é idiota, já percebeu esses absurdos. Por isso a cada dia vemos mais casos de linchamentos, de “justiceiros” etc. É a “justiça” das ruas, a lei de Talião, a pior das justiças. Estamos regredindo séculos de civilização, porque o Estado brasileiro é omisso.

    Mas nossos legisladores, e os auto-intitulados “defensores dos direitos humanos” sequer admitem discutir nossa aberrante legislação penal, que permite os absurdos acima e muitos outros. Uma legislação copiada dos países escandinavos, mas aplicados aqui onde bandidos decapitam suas vítimas no Maranhão e fazem Micro-ondas no Rio.

    Para tais defensores, criminosos devem ter mais direitos que nós todos, pois nós não temos direito a viver em segurança, mas eles tem o direito de passar pouco tempo em cana e voltar para aterrorizar nas ruas.

    Enquanto os senhores defenderem essa realidade, em que assaltantes passam poucos meses na cadeia e estupradores um par de anos, o senhores serão vistos como defensores de bandidos sim, E não adianta reclamar.

     

     

    1. RVeiga

      20 de fevereiro de 2014 2:00 am

      Não é copiada da

      Não é copiada da Escandinávia, não, amigo.

      http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,noruegues-breivik-pega-21-anos-de-prisao-que-pode-se-tornar-perpetua,921094,0.htm

      http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/06/corte-sueca-condena-ruandes-a-prisao-perpetua-por-genocidio.html

      O autor do texto apenas finge não entender de onde realmente vem a má reputação dos Direitos Humanos no Brasil junto às pessoas comuns.

      1. -Charlie-

        20 de fevereiro de 2014 2:15 am

        Deixe de sofismar, esses dois

        Deixe de sofismar, esses dois foram condenados por genocídio. Breivik matou 77 pessoas.

        Estou falando de crime comum, e criminosos comuns não ficam presos no Brasil, somente militantes fanáticos não admitem isso. Os exemplos que dei acima são reais, acontecem todos os dias nos foruns Brasil afora. “Macarrão” sequestrou, torturou e matou Eliza Samúdio. Pegou 15 anos de prisão. Foi preso em 2010, sairá já em 2016.

        Pimenta Neves matou uma moça com um tiro pelas costas, protelou por quinze anos o processo. Foi preso finalmente em 2011. Sabe onde ele está hoje? NO SEMIABERTO. Sim, já está nas ruas (link abaixo).

        Enquanto militantes como você defenderem esses bandidos, jamais terão a simpatia do povo. Nós também temos direitos humanos, viu?

        http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2013/10/pimenta-neves-deixa-prisao-pela-primeira-vez-em-saida-temporaria.html

        1. marcelo

          20 de fevereiro de 2014 2:31 am

          Ah sim, tá bom. E o outro que

          Ah sim, tá bom. E o outro que sofismou né?. No Brasil ninguém fica preso? Por que será que tem a 4a maior população carcerária do mundo? Pior não é isto. Pior é que 40% desta população não foi condenada. Ou seja, o país das jabocticabas. Não precisa nem condenar pra prender. Prende-se com o humanismo todo que se deve prender quem ainda não foi julgado. Junto com condenados, para serem bem iniciados. O problema não são culpados presos, e sim os inocentes. No dia que você souber o quanto é fácil ser encarcerado neste país, vai ser tarde.  

          1. -Charlie-

            20 de fevereiro de 2014 2:48 am

            “Por que será que tem a 4a

            “Por que será que tem a 4a maior população carcerária do mundo?”

            Hummm…. Seria porque temos a 5a. maior população do mundo?

            Quanto ao fato de  “40% desta população não foi condenada”, o problema é que nossos legisladores adotaram a política de “guerra às drogas” dos EE.UU., e por isso quase a metade dos encarcerados lá está por crime de tráfico. Destes, a maioria é um bando de “pés-de-chinelo”, “mulas” etc.

            Nosso sistema penal se preocupa mais com esse povo, traficandes de mer%a, por pressão dos EUA, do que de verdadeiros criminosos, assaltantes, homicidas (esses que vc e seus amigos tanto defendem). 

            Para mim, tráfico nem deveria ser crime. Compra e vende quem quiser, igual cerveja, whisky etc.

            Agora assaltante, homicida e estuprador, esses deveriam mofar na cadeia. Mas esses vcs adoram, devem ser mto gente boa.

        2. Ed Döer

          20 de fevereiro de 2014 4:28 am

          Lembrando ainda que o

          Lembrando ainda que o Breivik, depois dos 21 anos da pena que recebeu, passará por uma avaliação SÉRIA (diferente das nossas, em que todo mundo tem bom comportamento) para decidir se ele tem condições de voltar em viver em sociedade. Na prática, o cara dificilmente vai ser libertado.

    2. Ed Döer

      20 de fevereiro de 2014 4:25 am

      E não só questão da (duração

      E não só questão da (duração da) pena, Charlie. A maioria dos crimes simplesmente não são resolvidos pelas autoridades, ou seja, a impunidade impera no país, apesar do tamanho da população carcerária.

      Repetindo um post que fiz esses dias:

      Não adianta o velho discurso típico, por parte da esquerda, quanto o tema é segurança pública, de falar só do sistema prisional (que é parte significativa do problema também), dizendo que o país “prende demais” e que as cadeias estão cheias de gente (alguns inocentes, em função de erros da justiça e outros presos desnecessariamente, se houvesse uma abordagem diferente em relação às drogas).

      A realidade crua é que tem muito crime sendo cometido “sem dar nada”. Ou seja, além de termos pessoas que não precisariam ou não deveriam estar presas, temos também um número considerável, mas difícil de estimar pela falta de elucidação dos crimes, praticados por Chicos e, principalmente, Fraciscos que deveriam sim, estar em cana. Mas que continuam livres, leves e soltos, possivelmente cometendo mais crimes, longe dos braços “curtos” da lei e pouco se lixando para os destinos das vítimas ou da sociedade. E o quadro de insegurança não vai mudar enquanto não for tocado nesse ponto também.

      E isso falando só em homicídios, imagina como não deve os números para crimes mais “leves”…

      http://oglobo.globo.com/pais/no-brasil-so-5-dos-homicidios-sao-elucidados-7279090

      No Brasil, só 5% dos homicídios são elucidados

      Para o jurista e ex-promotor de Justiça Luiz Flávio Gomes, o esforço do Ministério Público para resolver os inquéritos inconclusos é louvável, mas os números evidenciam o sentimento de impunidade no país.

      —Temos uma média de 5% de resolução de homicídios. No Reino Unido esse número é de 85%, nos Estados Unidos, de 65%. Nosso número é ridículo. Ainda reina uma impunidade muito grande — diz ele.

  4. RVeiga

    20 de fevereiro de 2014 1:52 am

    > Aqueles que vibraram com a

    > Aqueles que vibraram com a ideia higienista do apresentador não eram membros nossa famigerada elite branca, mas pessoas da classe média baixa ou pobre mesmo.

    Sorte do autor do texto que racismo e injúria racial, no Brasil, são crimes que só se aplicam aos não-brancos. Branco pode ser injuriado à vontade. Afinal, é “elite”.

    Pessoas de classe média baixa e pobres são as grandes vítimas da violência. Normal que sejam sensíveis a esse ipo de discurso. Só na cabeça de ovo de alguns “bem intencionados”, que só conhecem a periferia de ouvir falar, que um sujeito preto e pobre, mas trabalhador, deveria sentir alguma identificação, alguma empatia, pelo bandido que lhe bota uma arma na cara apenas porque esse bandido é preto e pobre também.

    1. -Charlie-

      20 de fevereiro de 2014 2:05 am

      É impressionante a falta de

      É impressionante a falta de conhecimento da realidade desses pseudo defensores de direitos humanos.

      Eu sei exatamente como eles pensam, pois ja tive 20 anos e já estudei na FFLCH/USP. Já pensei assim.

      Só que, óooh, uma coisa é ser estudante e morana casa do papai e da mamãe, outra é conhecer a realidade. A grande maioria dos homicídios e estupros ocorrem nas periferias e regiões metropolitanas das grandes cidades. Isso é dado estatístico. E a maioria das pessoas da periferia é honesta e trabalhadora. Quem mais sofre, portanto, são os habitantes desses locais. São os filhos desses trabalhadores que são assaltados, mortos, estuprados. 

      Aí, de um lado, temos pseudo defensores de direitos humanos que, ao invés de se preocupar com a enorme população das periferias que são vítimas dos criminosos, adotam uma visão falsamente humanista e paternalista com os criminosos.

      De outro, temos direitistas demagógicos como Afanásio Jazadi e derivados políticos, com o discurso truculento do “bandido bom é bandido morto”.

      Ora, o cara da periferia, vê o “classe-media intelectual” defendendo o criminoso, e vê o “homem do povo” do tipo Afanásio metendo o pau nos bandidos. Em quem ele vai acreditar? Em quem ele vai votar?

  5. LC

    20 de fevereiro de 2014 2:36 am

    Descobri o que é coxinha

    Esse termo coxinha é desconhecido aqui no Rio, por isso não tenho a exata dimensão do queira dizer. Mas outro dia vi o vídeo de um marginal que matou um PM a sangue frio aí em SP. Ela fala claramente “vou matar esse coxinha”. Aí percebi que não está relacionado com direita ou esquerda, mas sim ser a favor de bandido e marginal.

     

    o Nassif tenta ser um cara plural, mas realmente o blog está completamente fanatizado.

    1. -Charlie-

      20 de fevereiro de 2014 2:53 am

      Pois é.
      A direita é boçal,

      Pois é.

      A direita é boçal, corrupta, ignorante, colonizada, entreguista.

      A esquerda adora defender bandido.

      Eu não gosto de gente boçal, corrupta, ignorante, colonizada, entreguista.

      E odeio bandido.

      Acho que estou órfão.

       

  6. Sousandrade

    20 de fevereiro de 2014 2:49 am

    “Em quem ele vai votar”?

    Gostei do texto, principalmente por reconhecer um problema na imagem “dos direitos huanos” perante a maioria da população – a mais necessitada de que esses direitos sejam conhecidos, respeitados e realizados na prática. Não ser confundido com defensor de bandido e contra as vítimas é bom conselho. Não abrir mão de tentar mostrar que barbarizar bandido pode nos igualar à barbaridade q ele cometeu tb é bom conselho. Se a população encampar de vez que direitos humanos não servem, não prestam, terá perdido as conquistas (msm q parciais) que a luta desse msm povo fez avançar até aqui. Sem esses direitos, “em quem votar”?

  7. Luis Fraga

    20 de fevereiro de 2014 4:39 am

    Hienas sobre carniça..

    Do texto sugerido pelo Edsonmarcon:

    Um estudo do Ministério da Justiça confirma que uma boa parte da população costuma associar DH a ladrões, assassinos, delinquentes, marginais…

    …e para demonstrar na prática, algumas hienas  cairam em cima do texto como se fora carniça.

  8. Ed Döer

    20 de fevereiro de 2014 4:49 am

    Direitos Humanos é legal,

    Direitos Humanos é legal, importante e bonito. Mas o que preocupa e afeta diariamente todo mundo (pobre ou rico) é a Segurança Pública. Não é como Educação e Saúde, em que parte da classe média e toda classe alta apela para iniciativa privada e está 100% garantido de que não enfrentará problemas, podendo ignorar o resto da sociedade que fica nas mãos do Estado.

    É uma plataforma eleitoral dando sopa para ser abraçada com seriedade e que se bem conduzida, é garantia de realização de qualquer ambição política.

    Querer discutir estratégia de como defender DH, mostrando hipotéticos riscos de abuso por parte do Estado nessa altura do campeonado não vai dar voto, nem impedir uma eventual tentativa de golpe.

    Mas se ainda assim alguém quiser se abraçar nessa causa nobre, mas já debilitada pelas agressões que sofre diriamente, porque não alterar o discurso, partindo da própria Constituição do país, tão ou mais ignorada, ou desconhecida que os DH? Tal estratégia certamente colaboraria para a manutenção e defesa de um Estado (Democrático) de Direito, que pode estar em risco, além de ter a mesma finalidade que a defesa dos DH.

    Lembrando que o regime chavista está caindo de maduro, em parte, porque a segurança pública é um problema extremamente grave lá.

    Ou o risco de tal inação por parte do Estado pode ser outro. Podemos olhar para o México, onde a própria população pegou em armas e formou milícias para “lidar” com o problema. Que é o que parece que está ocorrendo aqui de forma tímida, ainda.

  9. Francy Lisboa

    20 de fevereiro de 2014 7:26 am

    Rapaz,,,tá dificil; A

    Rapaz,,,tá dificil; A civilidade se esvai a cada dia como um sonho utópico. Talvez seja por isso que a estupidez da guerra dure até hoje.

Recomendados para você

Recomendados