10 de junho de 2026

Massacre na Penha: Luiz Eduardo Soares, cientista político, diz que operação foi política e “bélica”

Professor argumenta que a operação no RJ foi um aceno à ultradireita e uma "tentativa de salvação" de Cláudio Castro no TSE
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

▸Massacre nas comunidades da Penha e do Alemão impacta futuro do Rio de Janeiro, envolvendo governo Claudio Castro e mudança na agenda pública.

▸Operação política do governo gera aceno à intervenção imperialista, introduzindo tema do narcoterror e impactando soberania nacional.

▸Reação popular positiva ao governo do estado contrasta com imagens chocantes de corpos desmembrados, gerando questionamentos sobre a ação.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O resultado final do massacre ocorrido nas comunidades da Penha e do Alemão terá impacto decisivo no futuro do Rio de Janeiro, pelo menos nos próximos anos. E isso inclui o futuro político.

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“Mas não se trata de segurança pública”, explica o cientista político Luiz Eduardo Soares. “Ninguém que é responsável e consequente nessa área pode imaginar que uma operação bélica irresponsável como essa deixe qualquer lastro positivo”.

Em entrevista exclusiva ao jornalista Luis Nassif na TV GGN 20 horas, Soares afirma que a operação conduzida pelo governo Claudio Castro foi política e, nesse sentido, teve resultado em um primeiro momento por conseguir mudar a agenda pública.

“O Lula tinha saído das cordas, o governo federal estava assumindo um importante protagonismo político, defendendo a soberania nacional aviltada pelo bolsonarismo, pela ultradireita, tinha voltado de uma reunião importante e positiva, né, com Trump, e as indicações sobre 26 eram muito favoráveis, tanto que a ultradireita se dividia(…)”, lembra o antropólogo.

Com a operação – ou, nas palavras do professor “intervenção desastrada e desastrosa” – o foco da agenda mudou para um certo afã ‘bukelista’ (em referência ao ditador Nayib Bukele, de El Salvador), neofascista e o quadro voltou a ficar aberto para disputas eleitorais.

Aceno da ultradireita à intervenção imperialista

Soares lembra que, de certa forma, a ação do governador Claudio Castro ofereceu um passaporte e uma senha para que ocorram intervenções imperialistas no Brasil em nome da ‘luta contra o narcoterror’.

“Em nome da luta contra o narcoterror, na véspera, Flávio Bolsonaro tinha pedido a Trump que bombardeasse embarcações na Baia de Guanabara que tivessem ligação com o tráfego, como ele tá fazendo na Venezuela”, relembra o professor.

Então, Luiz Eduardo Soares lembra que a ação do governo Castro introduziu o tema do narcoterror e todas as suas implicações para a soberania.

“Nós temos uma mudança de agenda política e nós temos a salvação, a tentativa de salvação do Claudio Castro no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, que ainda tá em curso, e isso se fez uma semana antes do julgamento (…)”.

“Então, é operação muito mais política e a reação popular medida pelas pesquisas que têm sido positiva pro governo do estado. Eu acho que talvez ainda seja objeto de mudança profunda, porque a população de fato ainda não conhece, não sabe o que aconteceu.”

E nem mesmo os interesses políticos das autoridades podem camuflar as imagens das famílias dos desaparecidos naquele primeiro momento.

Parentes e pessoas ligadas ao trabalho social nas comunidades foram à serra, onde encontraram “corpos desmembrados, com decapitação, com facadas inúmeras, traços nítidos de execução, pessoa amarrada com tiro na testa”, com todos os indícios de que o discurso predominante na mídia corporativa pode ser mudado caso a perícia ocorra de forma independente.

Veja mais da conversa entre Luiz Eduardo Soares e Luis Nassif no vídeo abaixo.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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5 Comentários
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  1. Jose

    9 de novembro de 2025 9:57 am

    Se a população soubesse o que é bomba semiótica, não teria exposto os corpos em praça pública e sim deixado no local para pericia.
    A exposiçao dos corpos atiçou medos e fomes de matar em meio a popukaçâo, dai os aplausos ao necro e narco givernador durante cuttos católicos e evangelicos
    Faz tempo a extrema direita procura o seu candidato a Bukele, todos os governadores bolsonaristas, pelo menos os de GO, MG, SP e RJ disputam o titulo de mais matador
    Esse pais tem jeito?
    Com a pauta do desenvolvimento sendo trocada pela pauta da matança?
    So falta a Globo entrar com o seu QUE PAIS NÓS QUEREMOS?
    Pov: um pais que tenha como modelo El Salvador, em que metade da populaçâo esta presa com base em falsas acusaćôes ou meras suposições a la power point do Dalhanhol, oi
    Enquanto isso, os EUA, entre um missel e outro disparado na cista brssikeura em nome do combate ao narcoterrorismo, eles os EUA jactam-se das terras raras, do petroleo da margem equatorial, do pix e destruicao de empresas e roubo de tecnologias como no caso da Boeing Embraer descrito por Nassif. esse pais tem jeito?
    Com a elite colonial, antipovo, escravista, anti-democracia e concentradora de riquezas, esse pais tem jeito?

  2. Jose

    9 de novembro de 2025 10:10 am

    Cont….pelo andar da carruagem o planeta será inundado por enxames de drones norte-americanos produzidos pela industria do ferrugem que renasce, agora para priduzir armas,

    “(…) As fábricas nas áreas rurais dos Estados Unidos reabriram; e todas elas produzem o mesmo “brinquedo”: um exército de drones de combate
    O ressurgimento das cidades industriais não é apenas uma história de drones e contratos militares, mas sim uma metamorfose cultural
    Por:
    Fabrício Mainenti / Xataka

    https://www.terra.com.br/byte/as-fabricas-nas-areas-rurais-dos-estados-unidos-reabriram-e-todas-elas-produzem-o-mesmo-brinquedo-um-exercito-de-drones-de-combate,3927e3def740c082def3be860e14dc545uzs6h58.html?utm_source=clipboard

  3. Rui Ribeiro

    10 de novembro de 2025 8:33 am

    Raul Jungmann apóia o massacre de favelados:

    “Não se encara com teorias um bandido armado com fuzil. Chega um momento em que o uso da força é indispensável”.

    Mas o uso da força deve ser proporcional, o que a nossa elite sanguessuga não segue. E teoria também se transforma em força material. Marx constatou essa verdade

  4. Rui Ribeiro

    10 de novembro de 2025 9:27 am

    Raul Jungmann diz que não se enfrenta bandido armado de fuzil com teorias, sendo necessário a força bruta para enfrentá-los.

    “As armas da crítica não podem, de fato, substituir a crítica das armas; a força material tem de ser deposta por força material, mas a teoria também se converte em força material uma vez que se apossa dos homens. A teoria é capaz de prender os homens desde que demonstre sua verdade face ao homem, desde que se torne radical. Ser radical é atacar o problema em suas raízes. Para o homem, porém, a raiz é o próprio homem”. – Marx

    Como se vê, a teoria se transforma em força material, a qual, em conjunto com a inteligência policial, é suficiente não para eliminar fisicamente o o bandido mas para eliminar o banditismo.

  5. Stellar

    10 de novembro de 2025 11:40 am

    Este é o meu testemunho de como finalmente me juntei à Nova Ordem Mundial, os Illuminati, depois de mais de dois anos tentando, mas golpistas continuavam a me enganar. Eu queria me juntar aos Illuminati há muito tempo, mas golpistas continuavam a me enganar até que, no início deste ano, conheci Lord Felix Morgan online. Entrei em contato com ele e expliquei tudo. Ele recomendou que eu me registrasse e paguei a alta taxa de adesão para começar. Fui admitido na Nova Ordem Mundial e recebi US$ 1.000.000 assim que entrei. Estou muito feliz! E prometo divulgar o bom trabalho de Lord Felix Morgan. Se você estiver interessado em se juntar à Nova Ordem Mundial Illuminati hoje, entre em contato com Lord Felix Morgan hoje mesmo. Esta é a sua melhor oportunidade de obter a adesão aos Illuminati que você sempre desejou. Entre em contato com Lord Felix Morgan por e-mail: [email protected] ou por WhatsApp: +447353027456

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