3 de junho de 2026

O que explica a força destrutiva do tornado no Paraná

Análise técnica confirma que supercélula gerou fenômeno F3 com ventos recordes, destruindo 90% dos imóveis em Rio Bonito do Iguaçu
© Reprodução vídeo

▸ Três tornados atingiram o Paraná, com destaque para Rio Bonito do Iguaçu, onde ventos atingiram 330 km/h, resultando em destruição e seis mortes.

▸ Tornados classificados como F3 e F2 atingiram Guarapuava e Turvo, respectivamente, com vítimas fatais e centenas de feridos.

▸ Governo do Paraná agiliza ajuda às famílias afetadas, destinando R$ 50 milhões para reconstrução e alterando lei para repasse direto de recursos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou, na manhã desta segunda-feira (10), que três tornados atingiram cidades da região central do estado na última sexta-feira (7). Embora o número de ocorrências já fosse conhecido, a atualização mais impactante se refere à força do fenômeno em Rio Bonito do Iguaçu: os ventos, inicialmente estimados em 250 km/h, foram revisados para 330 km/h.

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Essa velocidade eleva o tornado para a categoria F3 na escala Fujita Aperfeiçoada, a mais severa e destrutiva entre os eventos naturais recentes na região. O fenômeno nasceu de uma supercélula, o tipo mais intenso de tempestade, e resultou na destruição de 90% dos imóveis do município. Além de Rio Bonito do Iguaçu, Guarapuava e Turvo também registraram tornados, classificados como F2, com ventos próximos de 250 km/h e 200 km/h, respectivamente.

O balanço oficial é de seis mortes, cinco em Rio Bonito e uma em Guarapuava, e pelo menos 750 feridos. O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, descreveu o cenário encontrado em Rio Bonito do Iguaçu como “de guerra”.

Detalhes da Análise e Condições Climáticas

A reavaliação da intensidade dos tornados foi realizada após técnicos do Simepar cruzarem dados de radares e sistemas de análise com informações coletadas diretamente no campo, incluindo vídeos, sobrevoos e vistorias em solo.

As análises foram feitas, além do trabalho em cima dos radares, com vídeos, sobrevoos e vistorias em solo. A equipe técnica segue realizando estudos e análises de outras ocorrências suspeitas“, explicou o Simepar.

O órgão detalhou que a formação das tempestades supercelulares foi favorecida pelas condições atmosféricas, marcadas por um grande aporte de calor e umidade, além da intensificação e mudança na direção dos ventos em diferentes altitudes. Essas variáveis criaram o ambiente ideal para a ocorrência simultânea dos três fenômenos.

Prioridade na Reconstrução e Ajuda Direta

Com 90% das estruturas comprometidas em Rio Bonito do Iguaçu, o Governo do Paraná priorizou a agilidade na resposta. O governador Ratinho Junior sancionou a Lei nº 22.766/2025, que altera o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), permitindo o repasse direto de recursos financeiros às famílias atingidas.

Serão destinados R$ 50 milhões, com a previsão de que cada família possa receber até R$ 50 mil para a reconstrução das residências. A medida elimina a necessidade de repasse fundo a fundo com os municípios, visando acelerar o processo de recuperação.

O esforço coletivo mostra que a união ajudará a reconstruir Rio Bonito do Iguaçu e outras localidades atingidas pelo tornado e os temporais dos últimos dias“, afirmou o governador.

Em paralelo, o Corpo de Bombeiros encerrou as buscas por vítimas, e o foco se volta para o apoio aos desabrigados. Equipes de engenharia da Cohapar e do Crea-PR iniciaram a vistoria técnica das edificações, enquanto maquinários do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) atuam na remoção de entulhos. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também autorizou a antecipação da renda mensal para moradores que recebem benefícios assistenciais.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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