Era manhã de sábado (8) quando a imprensa passou a divulgar imagens desoladoras de regiões que amanheceram destruídas por conta de tempestades e tornados que se formaram no Paraná. Rio Bonito do Iguaçu, um município de cerca de 14 mil habitantes, distante a 380 km da capital Curitiba, foi a mais devastada — 90% de suas edificações não resistiram aos ventos de mais de 300 km/h, segundo dados divulgados nesta segunda (10) pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).
Foi para lá, Rio Bonito do Iguaçu, onde seis pessoas perderam a vida e outras centenas estão machucadas, que rumaram voluntários para ajudar as famílias que perderam tudo na tragédia climática e ficaram desabrigadas. Entre eles está o juiz federal Eduardo Appio, ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, extinto palco principal da Operação Lava Jato.
Appio está no local desde sábado à noite, ajudando a transportar vítimas da tragédia em seu veículo pessoal, depois de ter doado mercadorias essenciais. Passados mais de dois dias desde a catástrofe ambiental, o magistrado verificou problemas na resposta das autoridades públicas. Falta coordenação e equipes capacitadas para lidar com os danos provocados pelo tornado. “Estão batendo cabeça”.
“A cidade está cheia de policias militares e bombeiros que precisam ser alimentados e hospedados. Não há um plano efetivo de gestão da calamidade. Apenas a Copel (ex-estatal de energia, hoje privatizada) trabalhando de verdade. Os demais só perambulam pela cidade, especialmente viaturas da Rone desfilando com fuzis nas janelas das viaturas”.
Segundo Appio, os agentes enviados aos locais de devastação “não sabem sequer erguer um abrigo”. “A suposta ajuda do governador Ratinho é apenas cenográfica, tirando a Copel (que conseguiu restabelecer a energia elétrica). Os voluntários trabalham enquanto policiais militares e bombeiros assistem. Falta gente do Exército e não há nenhuma coordenação local efetiva”, disparou o juiz, que vê “um imenso desperdício de recursos”.

A reação do Paraná
No sábado, dia seguinte ao tornado, o governador Ratinho Jr. (PSD) decretou estado de calamidade e constituiu uma força-tarefa para lidar com os estragos. Além de Rio Bonito, Guarapuava e Turvo também registraram o fenômeno devastador. Entre as medidas anunciadas, estava uma parceria com o Conselho Regional de Agronomia e Engenharia para avaliar a situação das casas, e o envio de equipes da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) aos locais destruídos.
Em paralelo, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou, e o governador sancionou a lei que permite o repasse imediato de R$ 50 mil para as famílias que precisam reconstruir suas casas. Nesta segunda (10), o governador anunciou a construção emergencial de 320 unidades habitacionais de cerca de 45 metros quadrados, que serão entregues gratuitamente pela Cohapar às famílias cujas residências não poderão ser reformadas. No total, R$ 50 milhões serão aplicados na região via Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap).
Nas redes sociais, Ratinho Jr. afirmou que também houve o restabelecimento de água pela Sanepar e que “a Defesa Civil já entregou 4 toneladas de alimentos, colchões, kits de higiene e limpeza e 2.600 telhas em Rio Bonito do Iguaçu. Agora, o foco é na reconstrução: o município precisa de materiais de construção e mão de obra para seguir se reerguendo”.
Apoio do governo Lula
O presidente Lula também enviou equipes federais para Rio Bonito do Iguaçu. Pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, houve anúncio de repasse de R$ 15 milhões serão destinados à reconstrução da escola e do ginásio de Rio Bonito do Iguaçu. Cerca de 2,5 mil alunos de creches e escolas públicas estão sem ter para onde ir hoje.
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deputada federal pelo Paraná, viajou a mando de Lula ao local, acompanhada do ministro da Saúde, Adriano Massuda, do diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Desastres (Cenad), Armin Braun, de duas equipes da Defesa Civil e do diretor de coordenação da Itaipu Binacional, Carlos Carboni.
“A missão”, disse Gleisi, “é levar apoio do governo do Brasil às vítimas do tornado que atingiu cidades na região, com socorro e ajuda humanitária, além de iniciar os procedimentos para auxiliar na reconstrução, em coordenação das prefeituras com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.”
Rui Ribeiro
11 de novembro de 2025 10:31 amCerta noite eu viajava e houve um acidente na estrada. Quando chegamos ao local do acidente, a polícia nos parou e nos obrigou a colocar uma moto na carroceria de um carro. Eles não ajudaram em nada, Apenas mandavam. Como eles estavam armados, não poderíamos desobedecê-los e exigir que eles também ajudassem.
Esses Ratos são assim mesmo.
Marco Paulo Valeriano de Brito
11 de novembro de 2025 2:36 pmParanazi sendo Paranazi.
Os ratos governam.
Os gatos observam.
Os cães ladram.
Na terra do ‘leite quente’, se o queijo é pouco, os ratos roem primeiro.
O Fascismo é o modus operandi do desgoverno.